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segunda-feira, 11 de novembro de 2024

LISA E O DIABO (1973). Dir.: Mario Bava.

 

NOTA: 10


LISA E O DIABO é um filme belíssimo.

 

Uma história de horror, fantasia e mistério contada com a maestria do Maestro Mario Bava, e um de seus melhores filmes.

 

Eu já comentei sobre alguns filmes do Maestro aqui, e até agora, não encontrei nenhum que me decepcionasse.

 

Lisa e o Diabo faz parte do ciclo gótico do cineasta, ciclo esse que o tornou bastante conhecido, visto que ele foi um dos responsáveis por torna-lo popular na Itália, graças ao sucesso que O Vampiro da Noite (1957) fez no país.

 

Podemos também encarar o filme como uma espécie de homenagem que Bava faz a si mesmo, visto que existem cenas que lembram seus filmes anteriores, além do uso de suas técnicas bastante conhecidas.

 

Na trama, Lisa é uma turista que se perde em Toledo, na Espanha, e vaga pelas ruas da cidade, até se encontrar com um casal rico, e o carro deles quebra nas proximidades de uma antiga mansão, onde moram uma condessa e seu filho, além de um estranho mordomo que intriga Lisa, por se parecer com o Diabo.

 

Essa é a sinopse básica do filme, e pode até parecer simples, mas, na verdade, o roteiro envolve alguns outros elementos, como segredos de família e triângulos amorosos, que necessitam de um pouco de raciocínio do espectador para serem compreendidos.

 

Esse é um detalhe da trama que precisa ser analisado com muita calma, pois, não é explicado para nós logo de cara, ele acontece aos poucos. E a cada revisão, o mistério parece aumentar, o que pede ainda mais raciocínio de quem está assistindo.

 

Mas não se engane. Apesar dessa trama um pouco complicada, Lisa e o Diabo é um filme belíssimo, feito com as técnicas que somente o diretor Bava conhecia e sabia utilizar.

 

A começar pela direção. Bava era um mestre com a câmera, e sabia fazer coisas que nenhum outro cineasta soube. Aqui, mais uma vez, ele mostra sua competência e cria cenas memoráveis, com ângulos inspirados, além de uma movimentação suave, combinada a uma fotografia habilidosa.

 

Além da fotografia, o roteiro também merece menção, porque, conforme mencionei, é um grande quebra-cabeça, onde as peças vão se encaixando lentamente, com um mistério em torno dos três habitantes da mansão, que aos poucos vai mostrando sua face e seu motivo.

 

Os cenários também são maravilhosos, principalmente a mansão, que parece um gigantesco labirinto, com seus quartos vazios, um jardim enorme e aspecto de decadência, algo que Bava adorava utilizar em seus filmes. Como o filme se passa praticamente durante a noite, não é difícil nos sentirmos ameaçados dentro daquele ambiente, principalmente o quarto do mordomo Leandro, cheio de manequins.

 

Os personagens também são um ponto positivo, e os atores atuam maravilhosamente. É possível acreditar que aquelas pessoas são reais, que vivem naquela mansão decadente, presos em seu próprio mundo repleto de segredos macabros. Lisa é a mocinha indefesa, que não entende o que está acontecendo, nem como foi parar naquele mundo estranho, e acredita o tempo todo que tudo não se trata de um sonho. O casal rico também não faz feio, e passam a sensação de já estarem casados há muito tempo, e se cansaram um do outro, tanto que a mulher procura conforto nos braços do chofer.

 

Mas o melhor personagem é o mordomo Leandro, magistralmente interpretado por Telly Savalas. Ele é diabolicamente educado, misterioso e perigoso, e deixa transparecer essas sensações desde a primeira aparição, até o final do filme. Seu melhor momento é quando está em seu quarto recitando um monólogo sobre trabalho e tradição, enquanto come suspiros e bebe conhaque. Além disso, ele se mostra um grande fabricante de manequins, que desempenham um papel importante na história, pois representam os personagens principais.

 

O filme todo possui um aspecto de sonho e fantasia, e isso está presente desde a primeira cena, quando Lisa ouve a caixa de música ao longe e aparenta ser enfeitiçada por ela, visto que acaba se perdendo de seu grupo de excursão. E a sensação predomina até o final do filme, com eventos estranhos e misteriosos acontecendo, como o fato de Lisa se parecer com a amante do padrasto de Maximiliano, o que a deixa completamente confusa.

 

Esse é o grande segredo da trama. Lisa aparenta se dividir entre ela mesma, e Ellena, amante do padrasto de Maximiliano, que também se encanta por ela, e a mata. Como eu disse, é um mistério que vai se resolvendo aos poucos, o que obriga o espectador a pensar no que está acontecendo.

 

Acredito que tal sensação de estranheza se deve ao fato do produtor Alfredo Leone, após o sucesso do filme anterior de Bava, Os Horrores no Castelo de Nuremberg (1972), ter dado carta branca ao cineasta para fazer o filme que quisesse; então, chamou dois roteiristas que haviam trabalhado com ele anteriormente, e os dois desenvolveram a história a partir das ideias do diretor.

 

Tal mistério não impede o filme de ser uma verdadeira obra de arte, onde Bava aparentemente faz um resumo de sua vida, segundo dizem os biógrafos do cineasta. De fato, existem conexões com outros filmes anteriores do diretor, seja em takes e cenas, seja na própria história. Menções à A Maldição do Demônio (1960), O Ciclo do Pavor (1966) e Hércules no Centro da Terra (1961), por exemplo, estão presentes no longa.

 

Além disso, o filme também pode ser encarado como uma espécie de final de ciclo, visto que, naquela época, o gênero gótico dava sinais de declínio, e o que entrava em vigor eram os filmes mais pesados, os exploitation, por exemplo, algo que o cineasta explorou no Giallo Banho de Sangue (1971), que se tornou uma espécie de precursor do Slasher americano.

 

Por esse e outros motivos, Lisa e o Diabo é um filme que merece ser visto pelos fãs de terror.

 

Foi lançado em DVD no Brasil pela Versátil Home Vídeo, na coleção Obras-Primas do Terror 2, que conta com um documentário nos extras.

 

Enfim Lisa e o Diabo é um filme excelente. Uma história de horror, mistério, romance e fantasia contada com maestria pelo Maestro Mario Bava, que faz uso de suas técnicas impares e únicas para contá-la. Um clima de mistério toma conta do filme desde a primeira cena e permanece até o final, com a protagonista presa em uma espécie de sonho macabro que encanta. Um dos melhores filmes de Mario Bava, e sua grande obra-prima.


Créditos: Versátil Home Vídeo.


segunda-feira, 28 de novembro de 2022

OS OLHOS SEM ROSTO (1960). Dir.: Georges Franju.

 

NOTA: 10



Quem disse que filmes de terror não podem ser bonitos, certamente nunca ouviu falar do Maestro Mario Bava. Conforme já comentei aqui antes, seus filmes são carregados de uma beleza exuberante, que somente ele sabia fazer.

 

Mas hoje não estou aqui para falar sobre o Maestro, e sim, sobre OS OLHOS SEM ROSTO, lançado em 1960, dirigido por Georges Franju.

 

O que posso dizer sobre esse filme? Bem, vou direto aqui. Não é um filme bonito; é um filme lindo! E tudo contribui para isso: a direção, o roteiro, e principalmente, a fotografia em preto e branco.

 

Os Olhos é um dos meus filmes de terror favoritos, e uma grande inspiração, mas vou deixar isso mais para frente.

 

Na minha opinião, o que torna esse filme tão único, é o simples fato de ser filme de terror pé no chão, sem apelar para monstros ou fantasmas; além disso, é o exemplo clássico da história onde o monstro não é quem aparenta.

 

E também, não deixa de ser um conto de fadas de horror, com a princesa presa na torre do castelo; no caso, a filha do professor.

 

Acredito que o primeiro ponto a ser discutido aqui é a fotografia em preto e branco. Ao contrário de muitos filmes produzidos no mesmo estilo, aqui temos somente os tons de preto e branco, sem apelar para o cinza, e as duas cores pulsam na tela. Eu sinceramente não consigo imaginar esse filme sendo colorido, porque é o caso em que o preto e branco combina muito bem com o longa e o deixa ainda mais bonito.

 

A direção e o roteiro também são pontos positivos, e não apelam para sustos falsos; na verdade, são responsáveis por cenas bem tensas, com destaque para a cena da cirurgia, que até hoje, consegue ser uma das mais chocantes do cinema, mesmo sendo em preto e branco. Outra cena bem tensa, é a cena do cemitério, quando o professor abre o tumulo onde sua filha estaria enterrada e joga um corpo lá dentro.

 

Além da fotografia, direção e roteiro, temos também o elenco. Todos os atores estão excelentes nos papeis, mesmo aqueles que não aparecem por muito tempo; inclusive, pode-se dizer que temos também alguns momentos de alivio cômico, mas sem apelar para personagens idiotas.

 

No entanto, quem está excelente no filme são três atores principais. Pierre Brausseur entrega uma atuação aterrorizante e fria, interpretando o professor. O personagem é um homem amargurado, que está disposto a tudo para trazer a beleza da filha de volta, e não mede esforços para isso; Alida Valli, grande nome do cinema de horror europeu, também não decepciona, interpretando a secretaria e assistente do professor, uma mulher que também está disposta a tudo para ajuda-lo, apesar de ter seus momentos de dúvida quanto a alguns dos métodos do homem.

 

Mas claro, quem realmente rouba a cena é a atriz Édith Scob, no papel de Christiane, a filha do professor. Ela é o coração e a alma do filme e enche a tela de encanto desde de sua primeira aparição. Ela é a típica personagem que passa o filme inteiro sofrendo por causa de sua condição, porque não foi culpa dela, e conforme mencionei acima, não é o monstro da história. Além disso, conforme também mencionei, o filme é um conto de fadas, então, ela é a princesa que vive presa no castelo, a espera de alguém que possa salvá-la.

 

A personagem é praticamente um anjo dentro do filme, com seu vestido branco, e ar inocente. Sua melhor cena, sem duvida, é a cena dos cachorros, onde interage com eles, abraçando-os e acariciando-os em suas gaiolas. E a melhor peça do figurino é a máscara branca, que ela usa durante todo o filme; completamente inexpressiva e melancólica, a máscara consegue causar calafrios no espectador sem fazer esforço. E o diretor também é muito inteligente, escondendo o rosto da personagem com o uso de ângulos específicos de câmera; na verdade, há apenas uma cena em que o verdadeiro rosto da personagem aparece, e por poucos segundos. O mesmo é dito do rosto verdadeiro da atriz Édith Scob, que aparece apenas uma vez, por poucos minutos.

 

Além de Christiane, outra personagem que também merece destaque é a jovem que tem seu rosto removido e passa a usar gaze e ataduras para cobrir as cicatrizes. Mesmo com pouca presença, é um dos muitos pontos altos do filme e um dos mais sinistros também.

 

Conforme também mencionei acima, Os Olhos é um dos meus filmes de terror favoritos e uma inspiração para mim. Isso porque estou escrevendo um livro sobre uma jovem com uma condição especifica, e a personagem Christiane me serviu de inspiração para compô-la.

 

Quando foi lançado nos cinemas, foi um fracasso de critica e de bilheteria, mas hoje em dia, é reconhecido como um dos maiores filmes de terror de todos os tempos.

 

Foi lançado em DVD no Brasil pela Versátil Home Vídeo na coleção Obras-Primas do Terror – Vol.9, em inédita versão restaurada.

 

Enfim, Os Olhos Sem Rosto é um filme lindo.  Um filme de terror com aspecto de conto de fadas. Uma historia delicada, mas assustadora, capaz de provocar calafrios sem fazer esforço para isso. Um exemplo clássico da historia onde o monstro não é quem pensamos ser. Além disso, faz uma discussão sobre a beleza, tanto externa quanto interna. Um filme que, apesar de contemporâneo, possui um aspecto gótico. Um filme melancólico, que dá vontade de chorar. Uma bela fotografia em preto e branco enche a tela e contribui para deixa-lo mais bonito. Atuações magnificas, em especial da atriz Edith Scob, que entrega uma performance delicada, e cria uma personagem inesquecível.  Um filme maravilhoso. Um conto de fadas de terror. Um dos maiores filmes de terror de todos os tempos. Um dos Filmes Mais Assustadores de Todos os Tempos. Perturbador. Comovente. Delicado. Assustador. Excelente.


Créditos: Versátil Home Vídeo

Acesse também:

https://livrosfilmesdehorror.home.blog/


sábado, 12 de fevereiro de 2022

A MANSÃO DO INFERNO (1980). Dir.: Dario Argento.

 

NOTA: 9.5



Dario Argento é um dos grandes nomes do cinema de horror italiano. Nos primeiros anos de carreira, lançou grandes clássicos do gênero, entre eles, a Trilogia dos Bichos (1970-1971), além de Suspiria (1977) e Prelúdio para Matar (1975), sua grande obra-prima, e o maior Giallo de todos os tempos. 

 

Em 1980, Argento se uniu ao mestre do terror italiano, o Maestro Mario Bava, e juntos, produziram A MANSÃO DO INFERNO, o filme do meio da Trilogia das Mães, iniciada com Suspiria (1977). O que posso dizer sobre esse filme? Bem, vou ser claro: é um dos meus filmes favoritos do diretor, e também um dos seus melhores.

 

Inferno é um filme belíssimo, um verdadeiro espetáculo visual, e motivos para isso não faltam. Mais uma vez, Argento se mostra um mestre na direção, e também se mostra um grande contador de histórias, uma vez que aqui entrega mais um grande filme, do jeito que ele sabia fazer na época.

 

O diretor faz um dos seus melhores filmes, uma rara excursão no terror, visto que na época ele era mais conhecido por seus exemplares do Giallo, gênero que o consagrou no cinema. E aqui, fica evidente a presença do gênero, até porque, acredito que era difícil para o diretor se distanciar do mesmo, e sinceramente, eu não vejo nenhum problema nisso; na verdade, é algo até natural.

 

Inferno é um verdadeiro espetáculo visual, e grande parte se deve à fotografia. O filme é muito colorido, com cores que pulsam na tela, principalmente o azul, o vermelho e o rosa, cores utilizadas por Bava no seu O Chicote e o Corpo (1963); e graças a isso, o filme mais parece um longa do Maestro do que um longa de Argento. Além da fotografia, Bava também trabalhou na equipe de produção do filme.


O Maestro foi responsável pelos efeitos especiais, e também foi diretor da segunda equipe, além de ter substituído Argento na direção quando o mesmo precisou se afastar por problemas de saúde. Algumas das cenas comandadas pelo Maestro são as cenas debaixo d’água e a sequência dos ratos. E há até uma foto de bastidores onde ambos dividem o set de filmagens.


Inferno foi o último filme que contou com a colaboração de Mario Bava; o Maestro faleceu em 27/abr/1980.

 

Com certeza, o fato de ter sido o filme onde ambos trabalharam juntos, faz deste um verdadeiro deslumbre, e também deve servir como atrativo para os fãs do terror italiano, porque, conforme mencionado acima, o diretor Argento estava em alta na época, e entrega grandes filmes; e quanto ao Maestro Bava, não há comentários.




Inferno marcou uma nova parceria do diretor com sua companheira, a saudosa Daria Nicolodi, aqui no papel de atriz. A atriz entrega uma ótima atuação, no papel de uma condessa decadente e de saúde frágil, que se alia ao protagonista em sua busca por sua irmã. Além dela, temos ótimos atores, entre eles, a atriz Alida Valli, que já trabalhou com o diretor em Suspiria, além de ter trabalhado com o Maestro em Lisa e o Diabo (1973); a atriz interpreta a misteriosa senhoria do prédio, e sua performance é digna de calafrios. Outros como Feodor Chaliapin Jr.; Ania Pieroni; Irene Miracle e Gabriele Lavia também entregam grandes atuações, em papéis secundários, mas muito importantes para a trama.



Conforme mencionado acima, Inferno é o filme do meio da Trilogia das Mães, iniciada com Suspiria (1977) e concluída com A Mãe das Lágrimas (2007), que infelizmente, marca a fase decadente do cineasta. Recentemente, surgiram boatos a respeito da jovem que segue o protagonista na sequência da aula de música, interpretada por Ania Pieroni. Dizem que a personagem é a Mãe das Lágrimas em sua juventude. Quanto a isso, não sei o que dizer; o que posso dizer é que a atriz tem presença forte, com seus grandes olhos verdes.



Outra coisa que me atrai nesse filme, além da fotografia colorida, é o som. Sério, os efeitos de som aqui são maravilhosos e enchem os ouvidos, principalmente o som dos passos.

 

Além do som, é notável a habilidade de Argento em dar destaque para coisas “sem importância”, como por exemplo, a chuva e cacos de vidro, assim como fizera em Suspiria. Sobre a sequência da biblioteca, o que chama a atenção é o modo como as gotas caem na roupa de uma personagem, além do modo como a água cai do céu. Maravilhoso.

 


Conforme mencionado, Bava dirigiu a famigerada sequência dos ratos, uma sequência repugnante, onde os animais surgem aos poucos de um cano de esgoto, até o cobrirem por completo. Eu pessoalmente tenho PAVOR DE RATOS, e se estivesse presente na cena, ficaria muito, mas muito nervoso. Mas voltando a sequência, posso dizer que a punição que o personagem ali presente merece, porque ele é cruel com alguns gatos que invadem seu estabelecimento. Não sou fã de gatos, mas admito que o que ele faz com eles é cruel. A cena do esfaqueamento é digna do trabalho de Argento, que lembra muito seus Gialli anteriores, apesar de parecer um pouco deslocada. Eu pessoalmente faço uma comparação com a cena do cachorro em Suspiria, onde o animal foi tomado por forças sobrenaturais; aqui, acredito que não é diferente.

 


Sobre a cena como um todo, ela digna de um filme do Maestro, com as cores pulsantes e a luz que se projeta por detrás da árvore. Além disso, é rodada em grandes planos gerais, onde fica impossível focar em uma única coisa em particular.

 


Bem, aqui temos também outra amostra do gosto que Argento tem por gatos, conforme mostrou logo na Trilogia dos Bichos. Aqui, os animais fazem um estrago com uma das personagens, com direito a closes extremos de suas patas e garras afiadas se projetando para fora; além disso, a cena também apresenta elementos de Giallo, conforme dito diversas vezes aqui. 

 


Para encerrar, quero destacar a trilha sonora, composta pelo falecido Keith Emerson, com destaque para Mater Tenebrarum, presente na cena em que Mark, o protagonista, se arrasta pelo interior do prédio, trilha essa que se repete nos créditos finais. Além da trilha de Emerson, temos também trechos com ópera, principalmente a ópera de Verdi – Va’ pensiero, de Nabucco. A mesma toca em momentos chaves da trama, e pessoalmente, eu acho muito bonito. 

 

E por fim, quero deixar aqui as minhas impressões a respeito da Mãe das Trevas, principalmente da sua forma final. A mesma é interpretada pela atriz Veronica Lazar, que também atuou em Terror nas Trevas (1981), de Lucio Fulci; mesmo com pouca presença, ela consegue passar um ar de mistério, principalmente quando está junto de um velho cadeirante. E sua forma final é muito bonita; o mesmo vale para a maquiagem dos seus servos, com suas mãos putrefatas com unhas compridas e afiadas.

 

Foi lançado em DVD no Brasil pela Versátil Home Vídeo, em belíssima versão restaurada com áudio em italiano, na coleção Obras-Primas do Terror Vol.2, dedicada ao terror italiano.

 

Enfim, A Mansão do Inferno é um excelente filme do diretor Dario Argento. Um verdadeiro espetáculo visual, com cores que pulsam na tela e deixam o filme mais bonito, além de outros aspectos que contribuem para deixa-lo ainda melhor a cada revisão. A união de Dario Argento com o Maestro Mario Bava é o grande fator que chama a atenção para este filme, além da habilidade de Argento como diretor e roteirista. Um espetáculo de cores e som. 



Créditos: Versátil Home Vídeo



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