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sábado, 11 de junho de 2022

A HORA DO PESADELO 5 – O MAIOR HORROR DE FREDDY (1989). Dir.: Stephen Hopkins.

 

NOTA: 8



Em 1984, quando lançou A Hora do Pesadelo, Wes Craven não sabia o quão importante seu filme seria para o gênero, e o quão popular o seu vilão, o assassino Freddy Krueger, se tornaria ao longo dos anos. O sucesso do primeiro filme motivou os donos da New Line a transformar o filme em uma franquia.

 

Um ano após O Mestre dos Sonhos, a distribuidora lançou A HORA DO PESADELO 5 – O MAIOR HORROR DE FREDDY, comandado por Stephen Hopkins, marcando o retorno de Alice Johnson, após derrota-lo no filme anterior.

 

Bem, vou ser sincero aqui. Ao contrário do que muitos dizem, eu gosto desse filme, principalmente porque ainda mantém o grau de qualidade da franquia, além de trazer a protagonista Alice de volta, e trazer novas formas criativas para Freddy matar suas vítimas; além, é claro, da expansão da história do maníaco, e a ideia de que desta vez, ele não está matando nos sonhos dos jovens, e sim, nos sonhos do bebê não-nascido de Alice.

 

Segundo a produtora Sara Risher, a ideia original era trazer temas mais pesados, como o aborto, mas, devido a diferenças criativas, a ideia foi alterada e novos roteiristas foram chamados, o que, infelizmente, acabou trazendo problemas para o filme.

 

Mas mesmo assim, eu acho a temática interessante, visto que desta vez, os jovens protagonistas estão perdidos e precisam encontrar uma nova maneira de destruir o vilão, algo que é revelado logo após a sua ressurreição.

 

Sobre essa cena, posso dizer que é uma das mais bizarras da franquia, visto que tudo começa com um bebê deformado e termina em uma versão ainda mais deformada do vilão, que pessoalmente, me incomoda um pouco, mas não tanto a ponto de acabar com a minha experiência toda vez que assisto. Também posso dizer que nessa cena, temos um pouco do Freddy Krueger diabólico do primeiro filme, mas temos também a volta dos toques de humor negro, ainda que reduzidos, em comparação ao filme anterior. No entanto, uma coisa não me agrada nessa cena: o tamanho das garras afiadas do vilão. Mesmo que dure poucos segundos, as garras são mostradas exageradamente grandes, em comparação ao restante da franquia. Felizmente, esse erro é corrigido com o passar do filme.

 

Além do retorno em grande estilo do vilão, temos a volta de Alice e Dan, o casal protagonista do filme anterior. Novamente, esse é um toque que me agrada na franquia, a possibilidade de tornar Krueger, uma entidade universal, que ameaça os pesadelos de todos. E acho que posso dizer, sem medo de errar, que Alice se tornou uma das melhores final-girls da franquia ao lado de Nancy. E aqui, não temos a garota perdida, que não sabe como lidar com a ameaça do assassino dos sonhos; pelo contrário, quando descobre que Freddy está vivo novamente, Alice rapidamente pede ajuda ao seu novo grupo de amigos, pois a essa altura, ela sabe do que o assassino é capaz.

 

E como de costume, temos novamente cenas de morte criativas, uma para cada vítima especifica. A melhor, sem dúvida, é quando – Spoiler! – Dan é fundido à uma moto antes de morrer, transformando-se numa criatura grotesca com efeitos de Body Horror dignos de arrepios. A segunda melhor é a do garoto viciado em quadrinhos, que acaba sendo morto da forma mais criativa possível, mas não sem antes de enfrentar o Super Freddy, uma versão em HQ do vilão, e talvez, uma das figuras mais lembradas do filme.

 

Além das cenas de morte criativas, temos também os pais que não se importam com os filhos, pois não acreditam em seus medos, marca registrada da franquia, que retornaria no filme seguinte. A pior deles é a mãe de Greta, que sonha em transformar a filha em uma Top Model, obrigando-a a passar por situações humilhantes, apenas para satisfazer seus caprichos, conforme mostrado na horrorosa cena do jantar. Os pais de Dan também não ficam atrás, e mostram que não se importam com Alice quando tentam tirar seu filho, a fim de cria-lo como se fosse seu. Horrível.

 

Além dessas duas características, temos também a volta dos cenários e cenas mirabolantes, mergulhados no surrealismo. Sem dúvida, aqui temos algumas das cenas mais surreais da franquia, visto que o diretor optou por gravá-las com o auxílio de lentes distorcidas, principalmente na cena do manicômio, onde vemos o terrível destino de Amanda Krueger. As outras cenas de pesadelo possuem quase o mesmo aspecto, além de serem mergulhadas nas cores pulsantes e luzes fortes. Novamente, um belo exemplo da marca do cineasta escolhido para comandar o filme.

 

Aliás, vale ressaltar que A Hora do Pesadelo 5 foi um filme marcado por problemas nos bastidores, visto que a equipe teve um tempo muito apertado para produzir o filme, além de alterações no roteiro, que era escrito às pressas, principalmente o final, que, na minha opinião, não foi tão satisfatório quando nos filmes anteriores, apesar da boa estratégia apresentada, a presença de Amanda Krueger.

 

Antes de encerrar, quero destacar novamente o vilão Freddy Krueger. Não é novidade nenhuma que ele é a melhor coisa da franquia, e aqui, ele continua afiado. E claro, tudo isso se deve ao astro Robert Englund, que também aparece sem a maquiagem na horrorosa cena do manicômio. A caracterização do personagem continua muito boa, tudo porque trouxeram David Miller de volta, então, pode-se dizer que aqui, temos um visual mais ou menos – mais ou menos!! – próximo ao visual do primeiro filme. Além disso, eles não se esqueceram de apresentar as garras arranhando canos de aço. E a sequência da derrota do vilão também é muito legal, novamente com o vilão se transformando em uma coisa disforme.

 

A Hora do Pesadelo 5 foi lançado em 11/ago/1989, e conseguiu arrecadar ótimos resultados na bilheteria, apesar das críticas negativas. A franquia foi lançada em VHS, DVD e Blu-ray no Brasil ao longo dos anos, mas atualmente, está fora de catálogo.

 

Enfim, A Hora do Pesadelo 5 é um ótimo filme. Um longa que traz de volta os elementos clássicos da franquia, juntamente com a protagonista do filme anterior, além de novos detalhes sobre o passado do vilão. Robert Englund mais uma vez entrega uma ótima performance, e Freddy novamente faz uso de métodos criativos para matar suas vítimas. Um filme muito divertido. 




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segunda-feira, 6 de junho de 2022

A HORA DO PESADELO 4 – O MESTRE DOS SONHOS (1988). Dir.: Renny Harlin.

 

NOTA: 8.5



Em 1984, quando lançou A Hora do Pesadelo, Wes Craven não sabia o quão importante seu filme seria para o gênero, e o quão popular o seu vilão, o assassino Freddy Krueger, se tornaria ao longo dos anos. O sucesso do primeiro filme motivou os donos da New Line a transformar o filme em uma franquia de sucesso.

 

Em 1988, a New Line lançou A HORA DO PESADELO 4 – O MESTRE DOS SONHOS, terceira continuação da franquia, com direção de Renny Harlin.

 

Aqui, temos outro ótimo filme, com o mesmo clima dos anteriores, que apresenta pela primeira vez o polêmico humor negro do vilão Freddy Krueger.

 

Além do humor negro, temos também o retorno de Kristen e seus amigos do filme anterior, aqui novamente às voltas com Krueger. Mas, conforme sabemos – spoilers! – esse novo filme não é sobre eles, e sim sobre a amiga de Kristen, Alice Johnson, que se torna o novo alvo do vilão.

 

Conforme mencionei na resenha do filme anterior, eu acho esse um grande toque da franquia, pois apresenta para nós a possibilidade de Krueger ser uma entidade universal, que ameaça os sonhos de outras pessoas, e não apenas de Nancy Thompson, protagonista do primeiro filme.

 

Pois bem, aqui temos um novo grupo de adolescentes atormentados pelo vilão, que precisam unir forças para tentar destruí-lo. Além das novas vítimas, temos também os adultos que não se importam com os problemas dos filhos, algo muito comum na franquia.

 

E assim como nos filmes anteriores, temos aqui uma direção criativa, com cenários e cenas exuberantes, fantasiosos, outra coisa muito comum na franquia. O diretor Harlin fez um ótimo trabalho, além de dar um toque único para a franquia.

 

Aliás, esse é outro toque. Cada diretor deu o seu toque único à franquia, mas não perderam a essência da mesma, e o trabalho de Harlin é um dos melhores.

 

O roteiro também não fica atrás, com cenas memoráveis e dignas de nota, como por exemplo, a cena da pizza de almas, a cena da barata e a derrota de Freddy. Cada uma dessas cenas é bem feita e tem o seu mérito.

 

O elenco jovem também é um destaque. Nenhum dos jovens atua de forma caricata e dão seu próprio ar aos personagens. Cada um dos jovens tem a sua própria característica, o que os torna presas fáceis para o vilão. E temos aqui grandes cenas de morte, sendo uma delas mencionada acima. Eu pessoalmente acho esse um dos atrativos da franquia – as formas criativas com que Freddy mata suas vítimas, chegando a ser melhores do que a dos slashers que vieram depois dele.

 

E claro, temos o vilão novamente em forma. Como todos sabemos, a partir deste aqui, vemos o assassino abusar do humor negro na hora de se apresentar para as vítimas, algo que para os mais exigentes, pode ser uma falha, mas para mim, não há problema, visto que Krueger faz uso do humor desde o primeiro filme, sim! Eu encaro essa tendência como uma arma a mais para o vilão, além de dar-lhe mais personalidade.

 

No entanto, apesar de suas qualidades, um dos problemas do filme é a presença de Kristen Parker, aqui interpretada por Tuesday Knight, que substituiu Patricia Arquette, que estava grávida na época. Eu sinceramente acho muito estranho ver a atriz interpretando a personagem, que apesar do seu esforço, não convence. Talvez, os realizadores pudessem ter escalado outra atriz, ou então, reescrever o roteiro. Mas, enfim...

 

Antes de encerrar, quero destacar os efeitos especiais. Temos aqui talvez, alguns dos melhores efeitos da franquia, visto que os responsáveis fazem verdadeiros truques de mágica para trazer o roteiro à vida, principalmente nas cenas de mortes. A melhor delas, sem dúvida, é a cena da barata, onde uma das personagens vai se transformando num inseto antes de ser eliminada. Uma cena nojenta, mas, em se tratando de pessoas virando insetos, teremos sempre A Mosca (1986), o Clássico absoluto de David Cronenberg, onde Jeff Goldblum se transforma em mosca. Outra cena memorável, é a cena da pizza de almas, que mistura miniaturas e cenários em tamanho real. E temos também um exemplo parecido na cena de derrota de Freddy, onde o técnico Screaming Mad George teve que criar um peito gigante do vilão para os atores interagirem.

 

Mas o melhor é a caracterização do vilão, novamente comandada por Kevin Yagher, com auxílio de Howard Berger, da KNB Effects Group. Eu pessoalmente gosto muito do trabalho de Yagher na franquia, visto que ele deu seu próprio ar ao astro, e talvez, um de seus visuais mais memoráveis. E Robert Englund continua perfeito, numa atuação inspirada.

 

A Hora do Pesadelo 4 foi lançado em 04/mai/1988 nos EUA e foi um sucesso de bilheteria, motivando a New Line a produzir uma nova sequência para o ano seguinte. A franquia foi lançada em VHS, DVD e Blu-ray no Brasil ao longo dos anos, mas atualmente, está fora de catálogo.

 

Enfim, A Hora do Pesadelo 4 é um dos melhores da franquia. A direção de Renny Harlin é um dos atrativos do longa, com cenas hipnotizantes e coloridas. Robert Englund entrega uma atuação inspirada no papel do vilão Freddy Krueger, que começa a apresentar os primeiros indícios de humor negro, algo que contribui para deixar o filme ainda melhor. Os efeitos especiais também merecem menção, principalmente nas cenas de mortes. Um longa criativo e divertido.



 

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segunda-feira, 16 de maio de 2022

A HORA DO PESADELO 2 – A VINGANÇA DE FREDDY (1985). Dir.: Jack Sholder.

 

NOTA: 9



Vou ser sincero aqui. A HORA DO PESADELO 2 – A VINGANÇA DE FREDDY, lançado em 1985, é um dos meus favoritos da franquia, e um dos melhores, apesar das inúmeras polêmicas que o envolvem.

 

Eu tive meu primeiro contato com o filme na sessão de terror da TNT, há alguns anos, e logo de cara, eu morri de medo, principalmente porque a imagem era muito escura e o filme era muito violento, e então, eu acabei não gostando. Hoje, no entanto, a minha opinião é diferente, conforme mencionado no parágrafo acima.

 

O fato é que A Vingança de Freddy é um dos mais assustadores da franquia, principalmente por causa do vilão, que aqui está mais diabólico do que nunca – mais detalhes adiante.

 

Eu acho esse filme excelente, principalmente porque a franquia ainda estava no começo, então, os filmes eram bem-feitos – não que isso não continuasse no restante da franquia, mas aqui, ainda temos a melhor fase.

 

Aqui temos um caso em que direção e roteiro combinam para obter o resultado que vemos. A direção de Jack Sholder é competente, e o diretor capricha principalmente nas cenas de tensão e horror, mais ou menos como Wes Craven fez no filme anterior. Além disso, ele faz questão de nos lembrar que Freddy está sempre presente, destacando as cores vermelho e verde.

 

O elenco também é um destaque, principalmente o trio de protagonistas. O diretor Sholder fez um bom trabalho dirigindo os atores e conseguiu extrair grandes performances deles. O protagonista, interpretado por Mark Patton, é um dos melhores da franquia. É possível ver o quanto ele sofre nas garras do vilão e não pode contar com a ajuda de ninguém. O restante do elenco também convence.

 

No entanto, ninguém é melhor do que Robert Englund, interpretando o vilão pela segunda vez. Conforme mencionado acima, aqui temos o Freddy mais diabólico da franquia, e não é para menos. Aqui, o vilão está na sua forma mais perversa e sanguinária e ele não poupa ninguém. O assassino mostra as garras e causa um banho de sangue e terror psicológico, atormentando o protagonista de todas as formas. Difícil escolher qual a menor cena, mas na minha opinião, o melhor acontece na festa da piscina, onde o vilão faz a sua própria festa, massacrando os jovens com suas garras sem piedade.

 

O visual do vilão também merece destaque, tudo graças à maquiagem de Kevin Yagher, que o transforma em um ser deformado pelas queimaduras. Melhor que isso, só no primeiro filme.

 

No entanto, é impossível falar desse filme sem mencionar as diversas polêmicas que o envolvem. Não vou entrar em detalhes e nem dar a minha opinião para não criar mais polêmicas, mas eu não vejo problema nenhum; não me incomoda nem um pouco. Porém, isso não impediu o filme de ser massacrado após seu lançamento, o que acabou com a carreira do protagonista. Por outro lado, a questão homoerótica também ajudou o filme a ganhar fãs dentro da comunidade LGBT. Tais questões foram desmentidas e depois assumidas pelo roteirista anos depois.

 

Para melhor imersão nas questões, recomendo o documentário Scream Queen – My Nightmare on Elm Street, que conta a trajetória do filme e do protagonista.

 

Bom, polêmicas à parte, eu gosto muito desse filme e acho um dos melhores da franquia.

 

A Hora do Pesadelo 2 foi lançado em 1º/nov/1985 e tornou-se um sucesso de bilheteria. No Brasil, foi lançado nos cinemas em 23/jul/1987.

 

A franquia foi lançada em VHS, DVD e Blu-ray no Brasil ao longo dos anos, mas atualmente, está fora de catálogo.

 

Enfim, A Hora do Pesadelo 2 – A Vingança de Freddy é um dos melhores da franquia. Um filme verdadeiramente assustador, com cenas dignas de pesadelos, além de muito sangue e tensão. O vilão Freddy Krueger está em sua melhor forma aqui, mais diabólico do que nunca. Direção e roteiro afiados contribuem para deixar o filme ainda melhor. Um dos meus favoritos da franquia. Um filme excelente. 





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