Mostrando postagens com marcador HEATHER LANGENKAMP. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador HEATHER LANGENKAMP. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de julho de 2022

O NOVO PESADELO DE WES CRAVEN (1994). Dir.: Wes Craven.

 

NOTA: 10



Em 1984, quando lançou A Hora do Pesadelo, Wes Craven não sabia o quão importante seu filme seria para o gênero, e o quão popular o seu vilão, o assassino Freddy Krueger, se tornaria ao longo dos anos. O sucesso do primeiro filme motivou os donos da New Line a transformar o filme em uma franquia.

 

Em 1994, Wes Craven lançou O NOVO PESADELO DE WES CRAVEN, também conhecido como O Novo Pesadelo – O Retorno de Freddy Krueger.

 

Bom, vou ser sincero aqui. Este é o meu filme favorito da franquia, simplesmente porque foi o que eu mais aluguei na locadora, no VHS da saudosa América Vídeo. Também foi o meu primeiro contato com a franquia e com o personagem, por isso tenho um carinho especial por esse filme.

 

Além de ser o meu favorito da franquia, este é também o melhor depois do primeiro, na opinião de muitos fãs do terror e também dos fãs da própria franquia. Talvez o principal motivo seja o retorno de Craven, que resgatou o clima de ambiguidade do primeiro filme, além de trazer o vilão na sua forma maligna, sem o humor negro dos filmes anteriores; fora o novo design do vilão, que na minha opinião, é o melhor desde o segundo filme.

 

Aqui, Craven mostra que realmente é o dono da franquia, com sua direção madura e inspirada, e um roteiro metalinguístico extraordinário, onde o diretor apresenta uma justificativa para o vilão, transformando-o em uma entidade maligna que se libertou após o último filme da franquia, e agora, está a solta no mundo real. Eu confesso que quando assisti a esse filme pela primeira vez, eu estranhei essa ideia, porque não sabia nada sobre metalinguagem, então, para mim, era muito estranho ver o próprio diretor do filme interagindo com os atores e dirigindo o filme dentro do filme. Mas hoje em dia, eu abraço essa ideia e considero uma grande sacada, até porque, depois do desastroso filme anterior, não vejo qual caminho satisfatório a franquia poderia tomar.

 

Mas, enfim, o fato é que temos aqui uma espécie de retorno às origens, com várias homenagens à franquia, principalmente ao primeiro filme, desde o retorno de John Saxon à cena do hospital que repete a primeira cena de morte do primeiro filme.

 

O roteiro de Craven é certeiro, porque ao mesmo tempo que fala de metalinguagem, mistura elementos do filme original, quase transformando-o em um filme da franquia mesmo, com o retorno de Nancy e dos demais personagens. Aliás, acho que se fosse um filme metalinguístico, poderia ser uma sequência direta do original, visto que tanto Nancy quanto o tenente Thompson retornam. Inclusive, seria muito interessante ver Nancy crescida, casada, sendo assombrada por Freddy, assim como Heather é assombrada por ele e por um fã louco ao longo do filme.


 

Além da questão da metalinguagem, Craven também faz uso de alguns incidentes que aconteceram, como a presença dos terremotos, que inclusive, causaram terríveis desastres em L.A. durante as gravações, além da ideia de um fã louco perseguindo Heather, algo que realmente aconteceu com a atriz após o primeiro filme. Essa questão do fã louco até teria uma solução nos primeiros rascunhos do roteiro, mas o diretor optou por não resolve-la.

 

Como mencionado acima, o filme é recheado de participações de atores envolvidos na franquia ao longo dos anos. Na cena do funeral, temos uma ponta de Nick Corri, que interpretou Rod no primeiro filme, além de Tuesday Knight, que interpretou Kirsten no quarto filme. Temos também uma ponta de Lin Shaye, aqui como uma enfermeira; além do próprio Robert Shaye. Dizem que Craven cogitou até chamar Johnny Depp, mas após vê-lo no filme anterior, retirou a proposta. Ao que parece, o ator ficou chateado ao saber que não iria participar do filme... Seria legal tê-lo aqui também, talvez interpretando a si mesmo ou outro personagem... Enfim. Além do elenco, temos também a volta da casa da personagem, algo recorrente na franquia.

 

Mas o melhor de tudo, sem dúvida, é o vilão. Aqui, Craven optou por dar uma nova roupagem a ele, a fim de combinar com a ideia de se trata de uma entidade. Então, ao invés do rosto deformado, temos uma pele quase rasgada, com os músculos em evidencia, além de uma nova luva, com detalhes que lembram uma mão esquelética, desta com cinco garras; e desta vez, juntamente com seu suéter vermelho e verde, o vilão recebeu também um sobretudo, que combinou com ele. E conforme mencionado, o vilão perdeu o humor negro. O visual do vilão foi novamente criado por David Miller, e, conforme mencionei, é o melhor desde o segundo filme. No começo do filme, temos uma ponta do ator Matt Winston, filho do saudoso Stan Winston, interpretando um técnico de efeitos especiais, mais uma sacada do roteiro.

 

Além de interpretar o vilão, o ator Robert Englund também interpreta a si mesmo, numa rara presença sem maquiagem, tirando a cena do talk-show, onde aparece com um visual parecido com o visual do primeiro filme. Nessa cena, temos também a repetição da clássica frase: “You are all my children now!”, que o vilão diz no segundo filme, mais um tributo à franquia.

 

Conforme mencionado na resenha de A Hora do Pesadelo 3, Craven tinha a ideia de trazer a metalinguagem para aquele filme, mas a ideia foi descartada. Então, quando foi convidado para fazer um novo filme, ele primeiro assistiu a todos antes de finalmente apresentar essa ideia. Curioso.

 

O filme é recheado de cenas que para mim são antológicas, como a já mencionada cena do hospital, além de cena da rodovia, minha segunda favorita. Além dessas cenas, eu gosto também do confronto final, que acontece em um tipo de inferno dos sonhos. A derrota do vilão aqui é minha favorita também.

 

O Novo Pesadelo de Wes Craven estreou em 14/ou/1994. Apesar as críticas, não foi um sucesso de bilheteria, o que enterrou a franquia nos cinemas. Dois anos depois, Wes Craven ressuscitaria o terror mais uma vez com Pânico, que trouxe o gênero slasher de volta.

 

A franquia foi lançada no Brasil em VHS, DVD e Blu-ray ao longo dos anos, mas atualmente está fora de catálogo.

 

Enfim, O Novo Pesadelo de Wes Craven é o melhor filme da franquia depois do primeiro. O retorno de Wes Craven garante momentos de nostalgia, além de várias homenagens à franquia. O vilão Freddy Krueger também retorna em nova roupagem, com toques de sadismo e sem o humor negro. Vários atores também retornam, o que deixa o filme ainda melhor, além das cenas memoráveis. Meu favorito da franquia. Um filme excelente e um fechamento digno para a franquia. 




Acesse também:

https://livrosfilmesdehorror.home.blog/


segunda-feira, 23 de maio de 2022

A HORA DO PESADELO 3 – OS GUERREIROS DOS SONHOS (1987). Dir.: Chuck Russell.

 

NOTA: 9.5



Em 1984, quando lançou A Hora do Pesadelo, Wes Craven não sabia o quão importante seu filme seria para o gênero, e o quão popular o seu vilão, o assassino Freddy Krueger, se tornaria ao longo dos anos. O sucesso do primeiro filme motivou os donos da New Line a transformar o filme em uma franquia de sucesso.

 

A HORA DO PESADELO 3 – OS GUERREIROS DOS SONHOS, lançado em 1987 e dirigido por Chuck Russell, é a segunda continuação da franquia, e um dos favoritos dos fãs.

 

Motivos para isso não faltam. A Hora do Pesadelo 3 é sem dúvida um dos melhores da franquia, isso graças ao retorno de Craven à franquia, após se recusar a participar do filme anterior, porque ele nunca considerou a possibilidade de criar uma continuação. Pois bem, aqui, Craven retornou e fez um ótimo trabalho, ao lado de Frank Darabont, Bruce Wagner e do diretor. No entanto, o roteiro de Craven sofreu mudanças – mais detalhes sobre isso adiante.

 

Fazendo uma análise, é justo dizer que este é um dos melhores da franquia, não apenas por causa do roteiro, mas por causa do filme como um todo. Tem uma ótima direção, uma fotografia excelente, que assim como no primeiro filme, não faz distinção entre o que é real e o que sonho, um elenco afiado e efeitos especiais dignos de nota.

 

Sem dúvida, um dos atrativos do filme é a volta de Heather Langenkamp, interpretando a mocinha Nancy Thompson pela segunda vez, aqui, uma especialista em sonhos que auxilia as novas vítimas de Krueger. Eu pessoalmente considero a presença da personagem algo inesperado, porque à primeira vista, nós pensamos que o roteiro vai focar em novos personagens, mas então temos essa surpresa. E o melhor é que Nancy continua sendo a personagem forte do primeiro filme, disposta a tudo para salvar as crianças das garras do vilão. Além dela, temos também o retorno de John Saxon, reprisando seu papel como o Tenente Thompson, aqui em estado de decadência. Apesar da pouca presença, o personagem também tem sua importância para a trama.

 

Além dos personagens clássicos, temos também os novos jovens, internados na clínica psiquiátrica por diferentes motivos, mas que na hora de dormir, são atormentados por Krueger. Cada um tem a sua característica própria, que será usada mais tarde na trama para combater o vilão; mas ao mesmo tempo, servem como alvo para ele, visto que Krueger usa dessas mesmas características para mata-los, vide a cena da marionete, por exemplo – a melhor do filme.

 

Aqui temos também a introdução de novas vítimas para Krueger, algo explorado nas demais continuações, e que pessoalmente, eu gosto muito, pois mostra que o vilão é uma entidade universal, que assombra os sonhos de todos, sem distinção.

 

No entanto, a melhor coisa do filme é sem dúvida o vilão – e sempre será. Aqui, temos um Freddy Krueger mais poderoso, capaz de se transformar em muitas coisas para caçar os jovens: uma minhoca gigante, uma televisão e até um ser celestial. Quem leva o crédito, claro, é o ator Robert Englund, completamente à vontade no papel, já dando os primeiros sinais de humor negro, algo muito debatido pelos fãs.

 

Além de seus novos poderes, o vilão também ganha uma origem, na forma de uma misteriosa freira que aparece para o Dr. Gordon ao longo do filme: Krueger é o filho bastardo de um grupo de maníacos que estupraram uma jovem funcionaria do antigo sanatório onde ela trabalhava. Origem mais cruel que essa, não sei se conheço.

 

Além de sua origem, temos aqui o retorno de Kevin Yagher e Mark Shostrom na maquiagem, e ambos fizeram um trabalho incrível, um dos melhores da franquia. E claro, temos também os efeitos especiais, principalmente ópticos e stop-motion. Mesmo parecendo datados para os mais exigentes, eu gosto muito deles, principalmente do esqueleto em stop-motion de Freddy.

 

Porém, apesar de muito legal, o esqueleto faz parte do momento mais fraco do filme, onde os heróis precisam enterrar os restos de Krueger em solo sagrado, mas o enterram no ferro-velho. Mesmo tendo apresentado uma resposta para o problema, eu não sou muito fã dessa parte; acho que poderiam ter levado os restos para o cemitério e enterrado lá.

 

Antes de encerrar, eu comentei que o roteiro original de Craven sofreu mudanças, o que deixou o cineasta infeliz. De fato, Craven tinha uma ideia diferente para o filme: ele queria fazer uma história sobre metalinguagem, apresentando Krueger no mundo real e ameaçando os envolvidos com a produção – algo que ele utilizou no excelente O Novo Pesadelo de Wes Craven (1994), que ele escreveu e dirigiu. A ideia foi descartada e os demais roteiristas foram chamados para completar o trabalho, entre eles, Frank Darabont, em uma passagem curiosa pela franquia.

 

Mas apesar das mudanças no roteiro, A Hora do Pesadelo 3 foi bem de bilheteria e até hoje é considerado um dos melhores da franquia.

 

A franquia foi lançada em VHS, DVD e Blu-ray no Brasil ao longo dos anos, mas atualmente, está fora de catálogo.

 

Enfim, A Hora do Pesadelo 3 é um dos melhores da franquia. Um filme onde todos os detalhes contribuem para seu sucesso. Freddy Krueger está em forma aqui, apresentando seus poderes pela primeira vez e matando de maneiras criativas e carregadas de humor negro. O retorno de personagens clássicos, além de Wes Craven, deixa o filme ainda melhor. Um filme excelente.



 

Acesse também:



sexta-feira, 8 de abril de 2022

A HORA DO PESADELO (1984). Dir.: Wes Craven.

 

NOTA: 9.5



Na década de 80, o gênero Slasher já apresentava sinais de desgaste, graças a filmes de baixa qualidade e sequências duvidosas de grandes clássicos do gênero. Mas, eis que em 1984, o diretor Wes Craven brindou o gênero com aquele que seria o filme que o mudou para sempre: o Clássico A HORA DO PESADELO.

 

Acredito que dizer qualquer coisa desse filme seria chover no molhado, mas, o fato é que este é um dos maiores Slashers de todos os tempos, graças à trama inovadora para o gênero, além de ter introduzido um dos grandes monstros do cinema de horror moderno: o maníaco Freddy Krueger, que viria a se tornar um dos maiores vilões do cinema e um dos ícones da Cultura Pop.

 

Bom, vamos ser sinceros. A Hora do Pesadelo é um filme excelente. O diretor Wes Craven teve como base, relatos de pessoas no Camboja que tinham pesadelos e por isso tinham medo de dormir, cominando na morte de um deles; além do medo que um mendigo que vivia perto de sua casa lhe dava quando criança. O roteiro de Craven é espetacular, misturando fantasia e realidade com maestria, além de mostrar os problemas de sua protagonista com os pais separados.

 

Os conflitos entre a protagonista e seus pais é um dos pontos altos do filme, e dão um ar mais real ao filme e um clima de falta de esperança, obrigando Nancy e os jovens a agirem por conta própria. A personagem Tina também é um exemplo, com sua mãe claramente ausente, que leva homens para casa e assim como todos os outros, não se importa com os pesadelos da filha; e o mesmo vale para os outros adultos do longa.

 

No entanto, uma das melhores coisas do filme é a sua atmosfera. O roteiro de Craven, combinados com a fotografia, nos deixam em dúvida sobre o que é realidade e o que é sonho. A fotografia fez um excelente trabalho em combinar o mundo real com o mundo de fantasia e isso fica ainda melhor a cada revisão do filme, além de dar a impressão que os jovens estão sempre presos no mundo dos sonhos.

 

E claro, não dá para falar sobre esse filme sem mencionar o seu vilão. Freddy Krueger é o melhor personagem do filme, sem a menor dúvida. Seu visual icônico, com o suéter verde e vermelho, o chapéu e as garras, marcou-o para sempre como um dos maiores personagens do cinema de horror e um dos grandes ícones da Cultura Pop. O melhor é que Craven soube quando colocá-lo em tela, deixando-o quase sempre nas sombras, mostrando apenas detalhes do personagem. Mas não se engane, isso nos deixa ainda mais curiosos para saber quem é o vilão. E a atuação de Robert Englund contribui para tudo isso.

 

A trilha sonora também é muito boa, principalmente nos momentos de terror e nos consegue deixar arrepiados.

 

Como todo exemplar do gênero Slasher, temos também grandes cenas de morte por aqui. Felizmente, o filme não é cheio de cenas de morte do começo ao fim; as vítimas morrem no tempo certo, investindo mais na história, algo que faz falta hoje em dia. Temos aqui três cenas de morte. A primeira é de Tina, que morre em seu quarto, carregada pelo vilão pelas paredes e pelo teto. O segundo é o namorado dela, Rod, que é enforcado na cela com o lençol da cama. Mas nenhuma delas supera a morte do namorado de Nancy, interpretado por um estreante Johnny Depp: seu personagem é engolido pela cama, que em seguida se transforma num vulcão de sangue.  

 

A Hora do Pesadelo foi lançado em 9/nov/1984 e tornou-se um sucesso de crítica e de bilheteria. O filme foi responsável por introduzir Freddy Krueger na Cultura Pop, transformando-o em um dos maiores vilões do cinema. O personagem ocupa a 40ª posição na lista dos 50 Maiores Vilões do Cinema do American Film Institute. Recentemente, o filme foi escolhido para preservação pela Biblioteca do Congresso. O filme gerou seis continuações, além de diversos produtos derivados.

 

Wes Craven faleceu em 30/ago/2015. Até hoje, A Hora do Pesadelo é considerado como um dos seus melhores filmes, além de ter sido o responsável por revitalizar o subgênero Slasher.

 

Atualmente, a franquia está fora de catálogo no Brasil.

 

Enfim, A Hora do Pesadelo é um filme excelente. Uma trama assustadora e sombria com toques de originalidade ímpar. Uma direção e roteiro inspirados, combinados com um elenco afiado, fazem deste um dos grandes clássicos do terror de todos os tempos. Freddy Krueger se tornou um dos maiores vilões do cinema e um dos marcos da Cultura Pop. A obra-prima do diretor Wes Craven. 




Acesse também:

https://livrosfilmesdehorror.home.blog/


AVISO.

  O LIVROS & FILMES DE HORROR está em recesso. Obrigado.