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quarta-feira, 7 de setembro de 2022

SEXTA-FEIRA 13 – PARTE 5 – UM NOVO COMEÇO (1985). Dir.: Danny Steinman.

 

NOTA: 3



Não há dúvidas que a franquia Sexta-Feira 13 é uma das maiores do Slasher; tudo graças à presença de seu vilão, o assassino Jason Voorhees. Desde o seu lançamento, o primeiro filme tornou-se um sucesso de bilheteria, o que inspirou o estúdio a realizar uma série de sequências.

 

Pois bem, eis que chegamos à SEXTA-FEIRA 13 – PARTE 5 – UM NOVO COMEÇO, lançado em 1985, e o mais controverso da franquia.

 

Por que controverso? Porque – ALERTA DE SPOILER! – este é o filme da franquia que não tem o vilão Jason! Mais detalhes sobre isso adiante.

 

Mas o maior problema não é esse. O problema é que o filme é bem fraco mesmo, graças, principalmente, aos personagens.

 

Aqui, nós temos os piores personagens da franquia, sem exceção. Nenhum dos personagens é carismático e simpatizante. São todos muito ruins, e os atores também não ajudam.

 

O resto do filme até que é bem filmado, principalmente as cenas de assassinato, que, assim como o primeiro, contam com takes em plano detalhe das mãos do assassino. O diretor Steinman faz um trabalho esforçado para conseguir criar um bom filme com bons momentos de suspense, mas, infelizmente, não temos cenas tão tensas assim, em comparação com os filmes anteriores.

 

A sensação que temos aqui é que os produtores e roteiristas não sabiam exatamente para onde ir após o final do filme anterior, e também não sabiam como aproveitar o personagem Tommy Jarvis, aqui mais velho. O personagem é muito chato, inexpressivo, e não faz absolutamente nada para o andamento da trama.

 

Mas o problema não é esse somente. O maior problema é o roteiro, principalmente quando foca nessa questão se Tommy está mesmo vendo Jason ou não; ou até, se ele é o responsável, ou não, pelos assassinatos no local. É um grande potencial desperdiçado.

 

Além do potencial desperdiçado, temos aqui os mesmos personagens genéricos da franquia: o casal que transa, a final-girl, os jovens desajustados, etc. Mas o pior fica para a mãe e o filho rednecks, que são os personagens mais desprezíveis e nojentos da franquia. Sério, eles são horríveis.

 

O melhor do filme são mesmo as cenas de assassinato. Assim como no primeiro filme, aqui somos brindados com takes em plano detalhe das mãos e pernas do assassino enquanto ele mata as vítimas. A melhor delas é cena da árvore, que chega até a dar aflição.

 

Mas vamos falar do potencial desperdiçado. Conforme mencionado acima, Tommy é um sujeito atormentado por visões do vilão, o que está causando problemas psicológicos. O mais frustrante, é que ele está sempre por perto depois que alguém morre, o que levanta suspeitas se ele é o responsável ou não. O pior fica para a última cena, que poderia gerar novas possibilidades para a franquia.

 

No entanto, a questão mais polemica é que aqui não temos o vilão Jason. ALERTA DE SPOILER! Conforme revelado no final do filme, o assassino é um motorista de ambulância que viu seu filho ser esquartejado por um dos jovens do local, e usou a lenda de Jason para criar pânico na região. Uma ideia capenga, mas que poderia ser muito melhor se Tommy fosse o responsável pelas mortes, por exemplo, o que faria muito sentido.

 

Nem preciso dizer que tal ideia não deu certo e o estúdio resolveu trazer o assassino de volta no filme seguinte.

 

Sexta-Feira 13 – Parte 5 foi lançado em 22/mar/1985 e não conseguiu obter um bom resultado de bilheteria.

 

A franquia foi lançada em VHS e DVD no Brasil ao longo dos anos, mas atualmente está fora de catálogo.

 

Enfim, Sexta-Feira 13 – Parte 5 é um filme fraco, com um grande potencial que infelizmente foi desperdiçado. Os personagens também não funcionam, principalmente o protagonista. As cenas de morte são a melhor coisa do filme e o salvam de ser um completo desastre. Um dos mais fracos da franquia.




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sábado, 23 de julho de 2022

SEXTA-FEIRA 13 – PARTE 4 – CAPÍTULO FINAL (1984). Dir.: Joseph Zito.

 

NOTA: 8.5



Dois anos após ser derrotado em Sexta-Feira 13 – Parte 3, Jason está de volta na terceira continuação da franquia, ainda em sua melhor forma.

 

SEXTA-FEIRA 13 – PARTE 4 – CAPÍTULO FINAL é mais um dos melhores filmes da franquia, tudo graças, novamente, à estrutura, à direção e aos efeitos especiais.

 

Conforme mencionei nas resenhas anteriores, os primeiros filmes da franquia eram os melhores, graças à técnica, porque eram mais focados na tensão e no mistério do que nos assassinatos em si, além de contar com um bom tempo de tela antes das mortes acontecerem. E aqui não é diferente.

 

Dá para ver que Sexta-Feira 13 – Parte 4 foi realizado com os anteriores como inspiração, até porque nós temos aqui um “filme de verdade”, ao invés dos demais, que se transformaram em galhofas, após a Parte 6 – principalmente a Parte 9, um dos meus favoritos.

 

Vale lembrar que o filme foi lançado no auge dos Slashers, que naquela época já começava a dar sinais de desgaste, com alguns exemplares questionáveis – mas, que graças à Hora do Pesadelo, o gênero teve um respiro novo. Mas naquela época, o gênero não andava bem das pernas, e as coisas também não estavam bem em virtude do lançamento de Natal Sangrento (1984), que obteve um retorno super negativo, o que motivou a Paramount a lançar este aqui, temendo uma provável rejeição do público.

 

Polêmicas e confusões a parte, este aqui é um dos melhores, e tudo contribui para isso. A começar pela direção do experiente Joseph Zito, vindo do ótimo Quem Matou Rosemary? (1981), que trouxe o clima de tensão para esse filme, com suas tomadas em POV, além de cenas carregadas de tensão. Outro ponto, claro, são os efeitos especiais, criados pelo mestre Tom Savini, mas isso será discutido depois.

 

Outro ponto são os personagens, que aqui estão no auge do caricato e do exagero, pelo menos alguns deles. Temos aqui os mesmos jovens que vão para o lago unicamente para fazer sexo e usar drogas. Como de costume, temos aquela história do velho “quem transa, morre”, porque, conforme estabelecido no gênero, os jovens que fazem sexo, acabam morrendo. O mesmo vale para aqueles que usam drogas.

 


Além dos jovens caricatos, temos também a família Jarvis, que aqui apresenta o garotinho Tommy, que em breve se tornaria o grande inimigo do vilão. Aqui, interpretado por Corey Feldman – pré-Garotos Perdidos – o garoto é um dos melhores personagens do filme, com suas máscaras e truques de monstros – a maior parte dos brinquedos de Tommy eram parte do próprio acervo de Savini.


O melhor é, claro, são as mortes. Infelizmente, como todos os filmes da franquia, este aqui foi censurado pela MPAA, que acabou cortando boas cenas, mas que na minha opinião, são as melhores da franquia, novamente graças aos efeitos de Savini. Se não fosse por esses cortes, o filme seria bem melhor, na minha opinião.

 

Não dá para falar desse filme sem mencionar os efeitos de maquiagem. Aqui temos o retorno de Tom Savini à franquia, com seus truques maravilhosos com lâminas falsas e sangue vermelho-vivo. A melhor é a cena do cutelo, onde o vilão crava a lâmina no rosto do personagem de Crispin Glover pré-De Volta para o Futuro.

 

Antes de encerrar, vamos falar do vilão. Assim como nos anteriores, aqui temos um Jason ágil, que corre atrás de suas vítimas, com o ferimento do filme anterior na cabeça e unhas pretas. E novamente temos a presença do machete, mas o vilão não usa; pelo contrário, a arma é usada no final, quando Tommy acaba com ele. E no final, temos a revelação do rosto do vilão no final do filme, com efeitos especiais de Savini com a ajuda de Kevin Yagher – que teve o nome escrito errado nos créditos!

 

Sexta-Feira 13 – Capítulo Final estreou em 13/abr/1984 e obteve bons resultados de bilheteria. Assim como o anterior, foi distribuído pela Paramount, que possuía dos direitos da franquia, e foi distribuído no exterior, inclusive aqui no Brasil, pelo estúdio, ao contrário do que aconteceu com o primeiro. Foi lançado em VHS e DVD por aqui, mas atualmente está fora de catálogo. Lá fora, recentemente foi lançado em um box gigante em Blu-ray com todos os filmes da franquia; se tal box chegará aqui, talvez nunca saberemos.

 

Enfim, Sexta-Feira 13 – Parte 4 – Capítulo Final é um dos melhores da franquia. Um filme com uma construção de tensão e mistério dignos de nota, combinados com uma direção experiente de alguém que conhece o gênero, além de contar com personagens exagerados e divertidos. Os efeitos especiais de Tom Savini são o verdadeiro destaque, além do próprio vilão. Um ótimo filme. 



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