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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

PROJETO LIVRO AZUL (2019).


NOTA: 10




PROJETO LIVRO AZUL
PROJETO LIVRO AZUL foi uma das melhores séries que já vi esse ano. Sem dúvida, também foi uma das mais assustadoras também.

Mas, antes de falar sobre ela, quero falar um pouco sobre o Projeto Livro Azul. O Projeto Livro Azul foi um projeto de investigação criado pelo governo americano nos anos 50, com o objetivo de investigar aparições de OVNIs ao redor do país naquela época. De 1947 a 1969, o projeto investigou mais de 1.000 casos envolvendo aparições de objetos voadores não identificados; desses, apenas 6% foram classificados como inexplicáveis. O restante foi classificado como sendo de natureza terrestre. O Projeto foi a quarta tentativa do governo de investigar relatos sobre OVNIs e extraterrestres.

Agora, sobre a série. Eu já tinha uma ideia do que se tratava o Projeto Livro Azul, por causa da série Arquivos Extraterrestres, exibida pelo History Channel, que produziu essa série. Em um dos episódios, referente aos chamados “Cinzas”, o Projeto foi mencionado como uma tentativa do Governo de descobrir se relatos de aparições eram reais ou não. Ele também foi mencionado em outro episódio, referente ao Hangar 18, localizado na Base Aérea Wright-Patterson, que aparece com destaque na série.

Quando soube que o History iria exibir a série, fiquei animado, porque queria saber como iriam abordar o caso. E o fizeram de maneira brilhante.

Em seus 10 episódios, a série conseguiu prender minha atenção desde o começo, e foi assim até o final. Não foi uma série de ficção científica. Foi uma série de suspense, com toques dramáticos. E como já disse, tudo muito bem feito.

Além de focar nas investigações do Professor Hynek e do Capitão Quinn, a série também mostrou a vida de Hynek, ao lado da esposa e do filho. A esposa do Professor mostra-se uma mulher devotada ao marido, mas ao mesmo tempo, é infeliz por causa da distancia entre eles. Então, ao conhecer uma mulher numa loja de conveniências, elas rapidamente tornam-se amigas, o que a ajuda a se distrair. Porém, sua nova amiga revela-se uma espiã russa, cujo objetivo é vigiar Hynek, sua família, e descobrir sobre o Projeto Livro Azul. Ao invés de maçantes, esses momentos também merecem destaque porque, de certa forma, servem para preencher o tempo, uma vez que os episódios focam principalmente nas investigações de Hynek e Quinn.

As cenas de investigação são as melhores. Em diversos momentos, parece uma serie policial, até porque os dois protagonistas fazem muito bem o seu trabalho, e mostram-se dispostos a investigar os relatos, entrevistar testemunhas e, se necessário, descobrir os culpados por eventuais farsas, e existem farsas. É tudo muito bem feito, bem filmado, bem escrito e, principalmente, bem atuado. O Dr. Hynek foi interpretado pelo ator Aidan Gillen, que brilhou na inesquecível série Game of Thrones, como o vilão Mindinho; o Capitão Quinn foi interpretado por Michael Malarkey, que atuou em Vampire Diaries. Ambos estão excelentes em suas performances e não parecem caricatos, do contrario. O restante do elenco também está excepcional, com destaque para Neal McDonough como o General James Harding e Laura Mennell como Mimi Hynek, esposa do Dr. Hynek. A série também contou com Robert John Burke como o Secretário de Defesa William Fairchild, e Bob Gutton, como o Presidente Harry Truman.

Os efeitos visuais também são um atrativo. Nenhum deles parece falso, e chegam até a ofuscar os atores em alguns momentos. O melhor momento surge no ultimo episodio, quando um grupo de esferas luminosas voa sobre a capital do País em plena luz do dia. Parece que aquelas luzes estão mesmo lá. É impressionante.

Como mencionado nos créditos, a série é baseada nas investigações reais do Projeto Livro Azul. Entre os casos apresentados na série estão “As Luzes de Lubbock”, que ocorreu no Texas, quando várias pessoas avistaram luzes estranhas em forma de V sobrevoando a cidade; “As Bolas de Fogo Verdes”, que foram avistadas por pilotos de caça e “O Monstro de Flatwoods” onde uma família afirmou ter visto um monstro nas florestas perto de sua casa. O caso também tornou-se conhecido na Criptzoologia, que estuda relatos de aparições de criaturas estranhas, como o Monstro do Lago Ness e o Chupacabra.

Esse também é um fato que contribuiu para tornar a série tão assustadora. Só de saber que boa parte daquilo aconteceu de verdade foi suficiente para prender minha atenção. Confesso que acredito na existência de OVNIs e vida em outros planetas, então, acompanhar tudo o que foi mostrado, serviu para aumentar ainda mais a minha credibilidade no assunto.

O que também que me chamou a atenção na série, foi a pretensão do governo dos EUA em esconder as possíveis aparições e avistamentos a qualquer custo, jogando toda a culpa nos Russos, que estavam em alta no País naquela época. O motivo de fazerem isso é o fato de que, se de fato a Terra fosse invadida, eles não conseguiriam conter o pânico e teriam que admitir suas falhas. Não sei se tudo o que foi mostrado aconteceu de fato, como a infiltração dos russos no País, mas o fato é que serviu como um ingrediente a mais para o mistério.

Enfim, Projeto Livro Azul foi uma das melhores séries de TV assisti em 2019, ao lado de NOS4A2, a segunda temporada de Siren, Legacies, e a última temporada de Games of Thrones. Recentemente, foi anunciada a renovação para segunda temporada, que deve estrear ainda esse ano nos Estados Unidos.

O Projeto foi encerrado em 1969. Dos mais de 1.000 casos investigados, apenas 6% permaneceram inexplicáveis. Até hoje, é considerado um dos maiores casos da Ufologia mundial. O Dr. Allen Hynek, cético assumido quando entrou para o Projeto, tornou-se ufólogo e fundou o Centro para Estudo de ÓVNIs. Hynek faleceu em 27/abr/1986.










Confira a resenha também em:


Acesse também:



domingo, 17 de março de 2019

SIREN – PRIMEIRA TEMPORADA (2018).


NOTA: 10


SIREN - PRIMEIRA TEMPORADA (2018)
Das séries de TV que eu vi em 2018, Siren foi a melhor de todas.

Desde o primeiro episodio, a série mostrou a que veio, com tudo. Apesar da trama básica, a primeira temporada conseguiu prender minha atenção. A primeira coisa que me atraiu foi sua protagonista, Ryn, interpretada pela atriz Eline Powell; com sua cara de anjo, Ryn revela-se um verdadeiro monstro desde o primeiro momento, despedaçando um homem que lhe deu carona para a cidade. Porém, com o passar, ela acaba mudando sua personalidade conforme convive com os protagonistas, e aos poucos, também revela-se como uma criatura órfã, perdida num mundo que não conhece.

Os personagens humanos também conseguiram me cativar, uma vez que foram retratados com realismo. Todos os personagens humanos da serie mostram o que são: imperfeitos, fracos, mas principalmente, verdadeiros em tudo que fazem.

Porém, o grande destaque são Ryn e suas companheiras do mar. Desde o anuncio, ficou claro que Siren não iria retratar as sereias como criaturas doces e gentis; ao contrario, elas mostram suas garras e dentes, como verdadeiros monstros marinhos que são. Tal descrição pode não se aplicar tanto a Ryn, mas, sim às outras sereias. Com seus dentes afiadíssimos e nadadeiras com garras, elas estão dispostas a matar todos os seres vivos que encontram. E o visual das criaturas é o melhor possível, digno das criaturas de H.P. Lovecraft.

Porém, apesar do terror, Siren também se mostra como uma historia de amor, uma vez que Ryn e Ben, o protagonista humano, exibiram, desde a primeira vista, uma forte atração entre si. Se ambos ficarão juntos ou não, não sei, uma vez que a temporada encerrou-se com essa pergunta no ar.

Como mencionado acima, a série não mostra apenas o lado perverso de Ryn, mas, também, talvez, o seu melhor lado. Uma vez vivendo como humana, ela mostra que sente-se confusa e perdida naquele mundo, um mundo que não entende. Pessoalmente, eu gosto muito de historias com personagens assim, uma vez que são retratados de forma verdadeira, expondo seus medos em relação ao mundo onde estão inseridos.

Enfim, acompanhar os 10 episódios da primeira temporada de Siren foi muito divertido.

Uma série cheia de surpresas, terror, suspense e romance. Uma das séries de TV mais fascinantes que já vi nos últimos tempos. A melhor série de TV de 2018.


Que venha a segunda temporada!


THE ASSASSINATION OF GIANNI VERSACE: AMERICAN CRIME STORY (2018).


NOTA: 10


THE ASSASSINATION OF GIANNI VERSACE:
AMERICAN CRIME STORY (2018)
Apesar de não assistir à temporada anterior, devo dizer que esta foi a melhor temporada de American Crime Story.

Em seus 9 episódios, a série contou de forma verdadeira a história do assassinato do estilista Gianni Versace, ocorrido na Flórida em 1997. Os realizadores não tiveram medo - e nem pudores - ao retratar as vidas de Versace e seu assassino, Andrew Cunanan, até o dia de sua morte.

Confesso que quando soube que este seria o assunto da nova temporada, achei que iriam retratar, além do homicídio, a caçada à Cunanan, até o desfecho sangrento. Mas, como pude ver, estava enganado. Apesar de retratar o crime de Versace, a temporada, no fundo, contou a história de Andrew Cunanan. Mesmo tendo um certo conhecimento sobre a vida do assassino, graças aos documentários do Discovery Channel, fiquei surpreso ao acompanhar a trajetória de Cunanan até o dia do assassinato de Versace. Em vários momentos, fiquei dividido entre sentir ódio e pena do assassino, uma vez que sua vida inteira era uma grande mentira, criada por ele mesmo.

Em relação ao elenco, digo apenas o seguinte: todos foram maravilhosos em suas performances. Porém, Édgar Ramirez e Darren Criss forma os que mais brilharam nos papéis de Versace e Cunanan, respectivamente. Ambos se transformaram nos personagens, de uma maneira que eu nunca havia visto. Penélope Cruz também brilhou no papel de Donatella Versace, irmã do estilista. Ao que parece, desde o início, ela foi o destaque da temporada, e realmente, ela se saiu muito bem no papel, mostrando total controle sobre as emoções que a personagem sentia em determinados momentos. E Ricky Martin, também se saiu muito bem no papel do amante de Versace. Apesar de pouca presença, sua atuação foi muito comovente. Os demais atores, nos papéis secundários, também se saíram muito bem. A direção de arte histórica também merece destaque, bem como os roteiros dos episódios.

Enfim, uma temporada maravilhosa, verdadeira e corajosa. Um grande trunfo da TV em 2018.


AVISO.

  O LIVROS & FILMES DE HORROR está em recesso. Obrigado.