Mostrando postagens com marcador RAY HARRYHAUSEN. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador RAY HARRYHAUSEN. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de abril de 2023

A INVASÃO DOS DISCOS VOADORES (1956). Dir.: Fred F. Sears.

 

NOTA: 10


Durante os anos 50, Hollywood produziu uma variedade de filmes voltados para a invasão extraterrestre, como uma forma de retratar o que estava acontecendo no mundo naquela época.

 

A INVASÃO DOS DISCOS VOADORES é um desses filmes lançados nessa leva, e um dos melhores; e motivos para isso não faltam.

 

Conforme mencionei em resenhas anteriores, este é um exemplo daqueles filmes da década de 50 que sabiam divertir o publico com suas tramas que focavam na paranoia da invasão alienígena.

 

E claro, devo mencionar que o fator que torna o filme atrativo são os efeitos especiais, criados pelo mestre Ray Harryhausen – mais detalhes sobre isso adiante.

 

Bom, mas vamos falar sobre o filme primeiramente. Dirigido por Fred F. Sears, aqui temos um típico filme de ficção cientifica da época, com a presença dos cientistas, e principalmente dos militares, que querem impedir a ameaça.

 

É o tipo de coisa que ficou comum na época, principalmente por causa do medo da ameaça nuclear e da invasão comunista, então, os militares eram presença garantida em filmes do gênero.

 

E os personagens são muito criveis. Assim como mencionei em resenhas de filmes da mesma época, o elenco é um fator que contribui para deixar o filme mais realista; mais uma vez, vemos aqui que os atores interpretam muito bem seus papéis e passam a credibilidade. Em nenhum momento, eu achei que eles estavam atuando de maneira forçada ou exagerada; pelo contrário.

 

A direção de Fred F. Sears também é competente. O diretor cria cenas muito boas, principalmente nas sequencias da invasão em Washington, com planos abertos dando destaque para as naves e a destruição que elas provocam.

 

O roteiro também é bem construído, e desde o começo, deixa claro a respeito do que se trata, mostrando os discos voadores praticamente logo na primeira cena e em seguida, desenvolvendo a história em cima da ameaça da invasão dos extraterrestres, e em seguida, apresentando os protagonistas e a sua relação com os invasores, porque o Dr. Marvin é um cientista que desenvolve foguetes, e os extraterrestres derrubam os foguetes que ele e sua equipe lançam; e também estabelece que Marvin consegue se comunicar com os alienígenas, graças ao seu gravador.

 

Mas não tem como falar do filme sem mencionar os efeitos especiais, criados pelo mestre do Stop-Motion, Ray Harryhausen. Os discos voadores têm um design maravilhoso, que realmente lembra um disco, com sua arma de raios. Para cada cena, Harryhausen tinha modelos de tamanhos diferentes e a animação é espetacular e convincente. E os alienígenas também têm um visual legal, com uma armadura que dispara raios que desintegram o alvo.

 

E a melhor cena que eles protagonizam é a invasão em Washington. As naves sobrevoam a capital dos EUA de maneira extraordinária, passando pelos prédios históricos e monumentos, causando pânico na população.

 

E claro, também não posso deixar de falar sobre o filme sem mencionar a influencia que o longa teve no diretor Tim Burton, admirador confesso de Harryhausen. Para mim, é impossível não desassociar o longa de Burton com este aqui, principalmente porque temos cenas praticamente idênticas, como um dos monumentos de Washington sendo destruído, ou quando uma das naves cai na água; e o modo de derrotar os invasores é basicamente o mesmo, com o uso de som, além do design dos OVNIs.

 

A Invasão dos Discos Voadores foi dirigido por Fred F. Sears, um dos nomes mais associados ao cinema de ficção cientifica na década de 50. Infelizmente, em 1957, o cineasta cometeu suicídio após reações negativas ao seu ultimo filme, The Giant Claw.

 

Foi lançado em DVD no Brasil em edição dupla, com a versão colorida e com a versão em preto e branco, com um segundo disco recheado de extras. Atualmente, tal edição está fora de catalogo.

 

Enfim, A Invasão dos Discos Voadores é um filme excelente. Uma obra clássica de ficção cientifica da época, com todos os aspectos presentes. Os efeitos especiais do mestre Ray Harryhausen são o grande destaque, com seus discos voadores com design único, que protagonizam cenas memoráveis. Um filme maravilhoso. 



Acesse também:

https://livrosfilmesdehorror.home.blog/

terça-feira, 27 de agosto de 2019

O MONSTRO DO MAR REVOLTO (1955). Dir.: Robert Gordon.


NOTA: 10




O MONSTRO DO MAR REVOLTO (1955)
O MONSTRO DO MAR REVOLTO é excelente. Lançado em 1955, é mais uma cria do “cinema radioativo” da década de 50, que nos trouxe obras como Tarântula, O Mundo em Perigo, Earth vs the Spider, O Começo do Fim, entre outros.

Mas o que o torna um filme tão maravilhoso? Bem, para começar, a historia. Como todo produto daquela época, é uma historia simples, até, com tudo que tem direito: o monstro radioativo, os cientistas determinados a descobrir a causa de sua existência, o Exército mobilizado para destruí-lo e, claro, a população da cidade correndo em pânico. O filme tem tudo isso, e mais. Realmente, é um daqueles filmes que fica melhor a cada vez que assistimos, e fica mesmo. E o melhor de tudo é que o filme não tem falhas. É um filme redondinho, com roteiro bem amarrado.

E assistindo, fica claro o porquê disso tudo. Em nenhum momento, a trama é falha, arrastada, desconexa; é perfeitamente linear, indo do ponto A ao ponto Z, com tudo acontecendo do jeito certo, no momento certo, o que rende cenas memoráveis – mais sobre isso adiante.

Além de ser redondinha, a trama também é crível, inclusive a questão da Bomba H, que no filme, funciona muito bem. O que importa é que os personagens parecem de fato, cientistas e militares. Sério. Não é difícil acreditar que o Capitão Pete Matthews é um militar de verdade; que Leslie e Carter são cientistas, e por aí vai. As atuações ajudam nessa impressão. Nenhum dos atores é canastrão, ou atua mal; pelo contrário.

Os aspectos técnicos também funcionam. O diretor Robert Gordon preenche a tela com cenas bem filmadas, que combinam muito bem com materiais de arquivo, técnica comum no cinema daquela época. Gordon utiliza imagens de arquivo de submarinos, navios sendo abatidos e testes com bombas. Isso, combinado com as cenas do filme, não fica falso. Os efeitos em cromaqui também funcionam. É o tipo de efeito que eu gosto muito, efeitos ópticos, onde os personagens aparecem “destacados” da tela. Efeitos assim são muito melhores do que os efeitos de hoje em dia.

O melhor sobre esse filme, além do que já foi mencionado, é que o tipo de filme que dá pra assistir de uma tacada só. A historia é tão rápida que em pouco tempo, o filme já acabou. E dá pra se divertir. Quer dizer, eu não sou do tipo que fica dando risada, apontando pra tela, vendo o quão “malfeito” ele é; pelo contrário, eu me divirto muito vendo aquele polvo gigantesco atacando a cidade de San Francisco, destruindo a pote Goden Gate e esmagando a população com seus tentáculos. É o tipo de filme que eu gosto de ver para me distrair e me divertir.

Já comentei sobre os personagens, mas, não posso deixar de falar sobre eles detalhadamente. O Capitão Pete Matthews é o típico Capitão da Marinha Americana. Um homem determinado, sempre disposto a servir o país e talvez se sacrificar pela tripulação de seu submarino. A Dra. Leslie Joyce é talvez a melhor personagem do filme. Ao contrario das personagens femininas de sempre, ela mostra-se uma mulher a frente de seu tempo, que não aceita ajuda de nenhum homem e quer provar que também pode ser tão capaz quanto eles. E ela consegue. E por fim, seu colega John Carter. Assim como Leslie, ele também é determinado a sua causa, e apoia as opiniões da colega e também a respeita, o que é muito importante. Juntos, eles formam uma espécie de “triangulo amoroso” em certos pontos da historia, mas, fica claro que o romance entre Matthews e Leslie é o mais evidente. E o legal, é que não atrapalha em nada o andamento da historia.

Não posso concluir esse texto sem deixar de mencionar o Polvo.

Ele é, sem duvida, a melhor coisa do filme inteiro. Gigantesco, com seus tentáculos enormes, que deslizam pela cidade de San Francisco, destruindo os prédios, esmagando as pessoas, ou então, envolvendo os barcos, para leva-los para debaixo d’água. Posso dizer, com toda certeza, que ele é muito melhor que qualquer criatura digital do cinema de hoje. Tudo isso graças aos efeitos especiais do saudoso Mestre Ray Harryhausen, mestre da animação Stop-Motion. A animação de Harryhausen é perfeita, e em momento nenhum, passa a sensação de ser falsa; pelo contrario, é possível acreditar que o polvo é real, e está causando todos aqueles estragos. Difícil dizer qual cena é a melhor, porque ele brilha em todas elas. Mas, sem duvida, a mais icônica, é quando ele ataca a ponte Golden Gate, em San Francisco. É uma cena muito bem feita, como todas envolvendo o monstro. E quando ele surge, enche a tela com sua monstruosidade e sua beleza. Um belíssimo monstro marinho. É a minha criatura favorita de Harryhausen.

Ray Harryhausen foi um mestre na arte da animação Stop-Motion, que consiste no lento processo de animar um frame por vez e fotografar, animar um frame e fotografar... Um processo lento e demorado. Harryhausen começou como discípulo de Willis O’Brien, responsável pelo inesquecível King Kong (1933). Juntos, eles foram responsáveis pela animação do macaco de Mighty Joe Young (1949), filme de aventura inspirado em King Kong. Entre seus outros trabalhos, destacam-se A Sétima Viagem de Sinbad (1958), A Ilha Misteriosa (1961), Jasão e o Velo de Ouro (1963), o excelente O Vale de Gwangi (1969) e Fúria de Titãs (1981), seu último trabalho antes de se aposentar. Suas criaturas tornaram-se referencia para o cinema de fantasia, e seu trabalho é reverenciado por cinéfilos e cineastas até hoje; um de seus maiores admiradores é o diretor Tim Burton, que prestou varias homenagens à ele em seus filmes. Harryhausen faleceu em 7/mai/2013.

O filme foi lançado em DVD no Brasil em 2007, numa edição com dois discos, com vários extras, entre eles, um bate-papo entre Harryhausen e Tim Burton. O primeiro disco apresenta o filme em versão original em preto e branco e versão colorida, supervisionada por Harryhausen. O filme fez parte de uma coleção de três filmes de Harryhausen, que contou também com A Invasão dos Discos Voadores (1956) e A Vinte Milhões de Léguas da Terra (1957). Atualmente, o DVD está fora de catálogo.

Os polvos gigantes voltariam ao cinema no ótimo Tentáculos (1977), trash italiano lançado no sucesso de Tubarão (1975), e depois em Octopus (2000) e Octopus 2 (2001), duas bobagens lançadas direto para vídeo.

Enfim, O Monstro do Mar Revolto é um filme excelente. Um pequeno Clássico da Ficção Científica. Um dos melhores filmes de monstros de todos os tempos. Excelente. Maravilhoso.









AVISO.

  O LIVROS & FILMES DE HORROR está em recesso. Obrigado.