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segunda-feira, 20 de maio de 2024

UM BALDE DE SANGUE (1959). Dir.: Roger Corman.

 

EM MEMÓRIA DE ROGER CORMAN.


NOTA: 7.5


Roger Corman foi um dos grandes nomes do cinema, tendo trabalhado em mais de 200 produções desde os anos 50. Além disso, também foi o responsável por revelar grandes nomes do cinema que se tornaram consagrados hoje em dia. No último dia 8 de maio, Corman nos deixou aos 98 anos, mas seu legado é eterno.

 

Hoje, vou falar sobre um de seus filmes, o divertido UM BALDE DE SANGUE (1959), com Dick Miller no elenco, interpretando um de seus personagens mais conhecidos, Walter Paisley.

 

Primeiramente, eu devo dizer que este é um dos filmes mais divertidos que já vi, e tudo isso graças à própria técnica de direção de Corman.

 

Para quem não sabe, Corman foi mestre em trabalhar com pequenos orçamentos e prazos reduzidos de filmagem, mas não se enganem; com isso, ele foi capaz de produzir grandes filmes, com destaque para os longas do nobre Ciclo Edgar Allan Poe, composta por uma série de filmes baseados em contos de Edgar Allan Poe, e estrelados por Vincent Price. Mas, Um Balde não faz parte dessa fase de sua carreira.

 

Um Balde faz parte de outra leva de filmes que o cineasta produziu, com menos tempo de duração, realizados com pequenos orçamentos, e geralmente, em preto e branco. Mas isso não o impede de ser um filme capaz de divertir o espectador.

 

O longa conta a história de Walter Paisley, o garçom de um pequeno bar, que tem o sonho de ser artista. Mas as coisas não acontecem exatamente como ele espera, porque acaba fazendo suas esculturas de argila a partir das pessoas que matou, alcançando o status de artista renomado entre os frequentadores do bar.

 

É uma típica história de algum personagem que acaba se metendo em uma situação fora de controle, que começa por acidente, mas acaba desencadeando uma série de infortúnios para ele, e nesse caso, ele acaba levando tudo ao pé da letra, e acaba cometendo crimes.

 

Mesmo sendo um filme de terror, é um filme de terror cômico, visto que as situações em que o protagonista se envolve são muito absurdas e fica difícil dizer qual é a mais absurda. Eu pessoalmente encaro a sequência da serra como a mais absurda, porque acontece quase do nada, em um momento inoportuno.

 

Eu mencionei acima que as técnicas de direção de Corman são o motivo que fazem deste um filme muito divertido, e de fato é verdade. Corman se mostra um grande diretor, principalmente quando trabalha com os atores. A câmera de Corman se move com fluidez pelos cenários, principalmente no cenário do bar, que conta com planos abertos, mas com movimentos e ângulos espertos. A fotografia em preto e branco também funciona, porque combina muito com o filme, além de contribuir com a atmosfera e o aspecto de filme B.

 

O elenco também funciona, e todos os atores entregam ótimas performances, principalmente o ator Dick Miller, no papel do protagonista – anos antes de se tornar ator figurinha nos filmes do diretor Joe Dante. O Walter Paisley daqui – muito diferente das outras versões do personagem – é tímido e inseguro, e quando conquista 15 minutos de fama, muda de maneira brusca, tornando-se confiante, mas sem perder a timidez e a insegurança.

 

Outro personagem que entrega tudo, é o dono do bar onde Paisley trabalha. Ele é completamente louco, com aspecto de bêbado e desnorteado, principalmente quando descobre a verdade sobre as esculturas de Paisley.

 

E o freguês que recita poesias também merece destaque, porque ele é o primeiro a aparecer no filme, e pode levar o espectador a pensar que ele é o protagonista, mas logo o jogo vira. Ele é muito educado, sempre comentando a respeito de sua arte, e quando recita um poema em homenagem a Walter, o filme fica legal.

 

Um Balde é um dos filmes favoritos do diretor Joe Dante, que o levou a escalar Dick Miller para seus filmes quando se tornou cineasta, além de homenagear o protagonista deste filme, batizando alguns personagens de Miller com o nome Walter Paisley, apesar de todos serem diferentes.

 

Foi lançado em DVD no Brasil pela Versátil Home Vídeo na coleção Obras-Primas do Terror 12, em versão restaurada, que contou com um depoimento de Corman nos extras.

 

Enfim, Um Balde de Sangue é um filme bom. Um filme de terror com toques cômicos, contado com as técnicas singulares de Roger Corman, aliadas a um roteiro bacana, com personagens interessantes, e um enredo cômico. Um dos filmes mais divertidos que já vi, contado com a maestria do lendário Roger Corman.


Créditos: Versátil Home Vídeo.


terça-feira, 1 de agosto de 2023

A MALDIÇÃO DE FRANKENSTEIN (1957). Dir.: Terence Fisher.

 

NOTA: 9.5


Desde sua publicação, no século XIX, Frankenstein, de Mary Shelley, tornou-se um clássico da literatura e um dos maiores expoentes da literatura de horror e ficção cientifica. E como todo sucesso literário, ganhou diversas adaptações para diversas mídias, principalmente para o cinema.

 

E hoje, eu vou falar sobre uma delas: A MALDIÇÃO DE FRANKENSTEIN, lançado em 1957, dirigido por Terence Fisher, e produzido pela lendária Hammer Filmes.

 

Bom, eu vou começar dizendo que este é um dos mais importantes filmes de horror de todos os tempos, porque inaugurou a nova fase do lendário estúdio britânico, que na época, estava mal das pernas e investia em produções em preto e branco. Frankenstein quebrou essa regra porque foi o primeiro filme do estúdio totalmente produzido em cores, além de transportar a historia de Mary Shelley para outra época, diferente do havia sido feito até então em Hollywood.

 

Além de ser um dos filmes de terror mais importantes de todos os tempos, este é também um dos melhores filmes do estúdio, e isso se deve à sua técnica. É um filme muito bem feito, bem escrito, bem dirigido, bem atuado e com uma técnica exemplar.

 

O longa foi dirigido por Terence Fisher, um dos grandes nomes do estúdio, e responsável pelos maiores clássicos do mesmo. O cineasta fez um excelente trabalho aqui e conseguiu arrancar grandes performances de seus atores e equipe, e criou momentos memoráveis. O cineasta soube aproveitar muito bem tudo o que tinha, assim como faria nos filmes posteriores do estúdio.

 

Sem duvida, um dos grandes atrativos de A Maldição de Frankenstein é o seu elenco. No papel principal, temos o lorde Peter Cushing, na época, um nome bem reconhecido no estúdio, graças às suas contribuições anteriores. O astro criou um Frankenstein digno de ódio, um personagem vilanesco, que não se importa com ninguém além de si próprio e seus experimentos. Em alguns momentos, é possível sentir raiva do personagem, visto o modo como ele trata os demais. Mas isso não o impede de ser uma das grandes performances do astro.

 

Além de Cushing, temos também os atores Robert Urquhart, como o professor de Frankenstein, Paul Krempe; Hazel Court como Elizabeth; e Valerie Gaunt como a empregada Justine. Assim como Cushing, todos estão muito bem em seus papeis, principalmente Urguhart, que faz um professor Krempe que se mostra oposto à Frankenstein, principalmente quando o mesmo passa a envolver Elizabeth em seus experimentos. Krempe é o verdadeiro herói do filme, e está disposto a combater Frankenstein com todas suas forças, a fim de impedir seu reinado de horror. Hazel Court também não faz feio e entrega uma Elizabeth doce e amável, além de apaixonada por Frankenstein. Quem também não está ruim é Valerie Gaunt, cuja personagem é um mero brinquedo para o Barão, mas que não tem medo dele quando é colocada de lado.


Mas não tem jeito. Quem sem duvida rouba a cena, é o também lorde Christopher Lee, em seu primeiro filme de terror e sua primeira colaboração com o estúdio. O astro interpreta a Criatura de Frankenstein, e tem a melhor atuação do longa, fazendo de sua Criatura um ser perverso, cruel, que não tem escrúpulos em matar. Mesmo sem dizer uma palavra, Lee tem uma das maiores atuações de sua carreira, sem dúvida.

 

Ainda sobre a Criatura, ela tem um dos visuais mais originais do cinema, indo totalmente contra o que foi feito pelo lendário Jack Pierce no clássico de James Whale. A Criatura de Christopher Lee tem um rosto envolto em cicatrizes, além de um figurino que lembra o Nosferatu de Murnau. É um dos melhores visuais para a Criatura de todos os tempos.

 

A Maldição de Frankenstein também marca o inicio, não apenas da parceria, mas também da amizade entre Peter Cushing e Christopher Lee, que rapidamente se tornaram sinônimo de sucesso de produções do estúdio, e também grandes amigos fora dele, e assim ficaram até o fim de suas vidas. Seus nomes estão para sempre cravados no hall dos grandes astros do cinema de horror de todos os tempos.

 

A Maldição de Frankenstein foi o primeiro filme em cores da Hammer, e posso dizer que é um dos melhores. As cores pulsam na tela, principalmente o vermelho, enchem o filme, e o deixam ainda mais bonito, principalmente com as novas versões restauradas.

 

O filme foi lançado nos cinemas em Maio de 1957, e se tornou um sucesso de bilheteria, o que motivou o estúdio a lançar uma sequencia já no ano seguinte, e criar uma franquia, assim como fizeram com Drácula, também do ano seguinte.

 

Foi lançado em DVD no Brasil pela Versátil Home Vídeo, na coleção Frankenstein no Cinema, em inédita versão restaurada, com muitos extras.

 

Enfim, A Maldição de Frankenstein é um filme excelente. Um verdadeiro espetáculo visual, que se tornou um dos filmes de horror mais importantes de todos os tempos para a Hammer Filmes. A presença dos lordes Peter Cushing e Christopher Lee no elenco é o grande atrativo do filme, e é maravilhoso vê-los juntos pela primeira vez. A direção e a fotografia também contribuem para deixar o filme ainda melhor. Um verdadeiro clássico do terror e uma das melhores adaptações da obra de Mary Shelley. Altamente recomendado. 


Créditos: Versátil Home Vídeo.

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terça-feira, 11 de abril de 2023

A INVASÃO DOS DISCOS VOADORES (1956). Dir.: Fred F. Sears.

 

NOTA: 10


Durante os anos 50, Hollywood produziu uma variedade de filmes voltados para a invasão extraterrestre, como uma forma de retratar o que estava acontecendo no mundo naquela época.

 

A INVASÃO DOS DISCOS VOADORES é um desses filmes lançados nessa leva, e um dos melhores; e motivos para isso não faltam.

 

Conforme mencionei em resenhas anteriores, este é um exemplo daqueles filmes da década de 50 que sabiam divertir o publico com suas tramas que focavam na paranoia da invasão alienígena.

 

E claro, devo mencionar que o fator que torna o filme atrativo são os efeitos especiais, criados pelo mestre Ray Harryhausen – mais detalhes sobre isso adiante.

 

Bom, mas vamos falar sobre o filme primeiramente. Dirigido por Fred F. Sears, aqui temos um típico filme de ficção cientifica da época, com a presença dos cientistas, e principalmente dos militares, que querem impedir a ameaça.

 

É o tipo de coisa que ficou comum na época, principalmente por causa do medo da ameaça nuclear e da invasão comunista, então, os militares eram presença garantida em filmes do gênero.

 

E os personagens são muito criveis. Assim como mencionei em resenhas de filmes da mesma época, o elenco é um fator que contribui para deixar o filme mais realista; mais uma vez, vemos aqui que os atores interpretam muito bem seus papéis e passam a credibilidade. Em nenhum momento, eu achei que eles estavam atuando de maneira forçada ou exagerada; pelo contrário.

 

A direção de Fred F. Sears também é competente. O diretor cria cenas muito boas, principalmente nas sequencias da invasão em Washington, com planos abertos dando destaque para as naves e a destruição que elas provocam.

 

O roteiro também é bem construído, e desde o começo, deixa claro a respeito do que se trata, mostrando os discos voadores praticamente logo na primeira cena e em seguida, desenvolvendo a história em cima da ameaça da invasão dos extraterrestres, e em seguida, apresentando os protagonistas e a sua relação com os invasores, porque o Dr. Marvin é um cientista que desenvolve foguetes, e os extraterrestres derrubam os foguetes que ele e sua equipe lançam; e também estabelece que Marvin consegue se comunicar com os alienígenas, graças ao seu gravador.

 

Mas não tem como falar do filme sem mencionar os efeitos especiais, criados pelo mestre do Stop-Motion, Ray Harryhausen. Os discos voadores têm um design maravilhoso, que realmente lembra um disco, com sua arma de raios. Para cada cena, Harryhausen tinha modelos de tamanhos diferentes e a animação é espetacular e convincente. E os alienígenas também têm um visual legal, com uma armadura que dispara raios que desintegram o alvo.

 

E a melhor cena que eles protagonizam é a invasão em Washington. As naves sobrevoam a capital dos EUA de maneira extraordinária, passando pelos prédios históricos e monumentos, causando pânico na população.

 

E claro, também não posso deixar de falar sobre o filme sem mencionar a influencia que o longa teve no diretor Tim Burton, admirador confesso de Harryhausen. Para mim, é impossível não desassociar o longa de Burton com este aqui, principalmente porque temos cenas praticamente idênticas, como um dos monumentos de Washington sendo destruído, ou quando uma das naves cai na água; e o modo de derrotar os invasores é basicamente o mesmo, com o uso de som, além do design dos OVNIs.

 

A Invasão dos Discos Voadores foi dirigido por Fred F. Sears, um dos nomes mais associados ao cinema de ficção cientifica na década de 50. Infelizmente, em 1957, o cineasta cometeu suicídio após reações negativas ao seu ultimo filme, The Giant Claw.

 

Foi lançado em DVD no Brasil em edição dupla, com a versão colorida e com a versão em preto e branco, com um segundo disco recheado de extras. Atualmente, tal edição está fora de catalogo.

 

Enfim, A Invasão dos Discos Voadores é um filme excelente. Uma obra clássica de ficção cientifica da época, com todos os aspectos presentes. Os efeitos especiais do mestre Ray Harryhausen são o grande destaque, com seus discos voadores com design único, que protagonizam cenas memoráveis. Um filme maravilhoso. 



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sexta-feira, 1 de maio de 2020

A GUERRA DOS MUNDOS (1953). Dir.: Byron Haskin.


NOTA: 9.5



A GUERRA DOS MUNDOS (1953)
A GUERRA DOS MUNDOS é um dos maiores clássicos do cinema, e a segunda melhor adaptação de H.G. Wells. 

Lançado em 1953, até hoje, é reconhecido como um dos melhores exemplares do gênero de ficção científica, tendo influenciado diversos filmes posteriores. E mesmo hoje em dia, mais de sessenta anos após seu lançamento, ainda é um filme espetacular, principalmente por causa dos efeitos especiais – mais detalhes adiante.

Para mim, o faz deste um filme tão especial, é a nostalgia; não nostalgia por ter vivido naquela época (porque eu não vivi naquela época), mas sim por ver como o cinema era antigamente, sem efeitos digitais mirabolantes. Mesmo hoje em dia, é um filme que, do meu ponto de vista, não envelheceu mal e continua muito bem feito. Mas não é só isso. É interessante assistir aos filmes do passado e prestar atenção nos métodos de realização dos mesmos. Comparando com hoje, tudo parece muito mais simples e sem preocupação, chegando até ser divertido, principalmente nos filmes de gênero. Mas acima de tudo, eles passavam credibilidade. Conforme mencionei na resenha de O Monstro do Mar Revolto, era possível acreditar que aqueles personagens eram reais, e aqui acontece a mesma coisa, principalmente com cientistas e militares. E boa parte disso se deve ao roteiro: não existem muitos diálogos expositivos, ou explicações e teorias que se repetem ao longo da narrativa, pelo contrário; os diálogos são de fácil compreensão e não se repetem, o que os torna mais criveis. Você acredita que são cientistas de verdade e militares de verdade, justamente porque não precisam de um roteiro explicativo; é bem realista. É o tipo de coisa que faz falta no cinema atual.

Apesar do livro de Wells se passar na Inglaterra Vitoriana – época em que o autor viveu – o roteiro é ambientado na Califórnia dos anos 50, possivelmente por questões orçamentais; mas isso não é um problema. O filme faz parte de uma espécie de “realidade alternativa”, onde o material-base para a adaptação não existe, o que é bem interessante e bizarro, até. Além disso, o cinema de ficção cientifica da época sempre contou com filmes contemporâneos, então, uma adaptação fiel da obra, ambientada era Inglaterra Vitoriana provavelmente seria estranho; então a historia foi alterada para a realidade da época. É um dos melhores exemplos de adaptação que funcionam, porque capturam o espirito do material-base e não exatamente a época em que o mesmo foi escrito. Sem contar que o filme possui aquele aspecto do cinema sci-fi dos anos 50, o que contribui para a nostalgia.

Com certeza, um dos fatores que tornam A Guerra dos Mundos um filme espetacular, são os efeitos especiais, principalmente o design das naves dos Marcianos. Segundo o colecionador e historiador de cinema Bob Burns, o diretor de arte Al Nozaki tinha a ideia de criar um design diferente, porque todas as naves vistas até então, tinham quase sempre o mesmo design. Então, Nozaki apresentou um design semelhante à uma arraia-jamanta, cuja a arma de raios era acoplada em cima da nave e tinha aparência de cobra. O resultado foi um dos melhores e mais originais designs de discos voadores da história do Cinema. E de fato, as naves – ou maquinas de guerra, como são chamadas – são a melhor coisa do filme, e roubam a cena quando estão em tela. É impossível não se fascinar por elas, com sua cor escura e luzes verdes, principalmente quando aparecem voando e destruindo a cidade com seus raios de calor. O design dos marcianos é também um ponto a favor. Ao invés de cria-los a partir da concepção original de Wells, os cineastas apresentaram os extraterrestres como seres bípedes, com dois longos braços e três olhos. Também um design original e memorável. Graças aos efeitos especiais, o filme foi premiado com um Oscar® em 1954.


Este filme é dividido em três partes: o primeiro ataque dos Marcianos; o contra-ataque dos militares, e a evacuação e destruição de Los Angeles, cada uma com cenas memoráveis. Não direi muito sobre elas para não dar spoiler. Vou apenas falar da terceira parte. As melhores cenas da terceira parte são a evacuação e a destruição de Los Angeles. A cena da evacuação é uma das melhores que já vi, porque é muito bem filmada, inclusive, pode até ser utilizada como referencia para esses tempos que estamos vivendo, onde a humanidade está mais preocupada em salvar a própria pele do que ajudar o próximo. Realmente uma sequencia impressionante. A destruição de Los Angeles não fica para trás, com as naves voando por entre os prédios e destruindo os mesmos com seus raios de calor; em meio a isso, o protagonista correndo pelas ruas desertas, procurando a mocinha. Um perfeito cenário de apocalipse.

Uma curiosidade sobre as naves dos Marcianos. O diretor Byron Haskin reaproveitou as mesmas em seu filme Robson Crusoé em Marte, lançado em 1964.

A Guerra dos Mundos foi produzido por George Pal, considerado um dos mais importantes cineastas de ficção cientifica, tendo produzido também, a adaptação de “A Máquina do Tempo”, lançada em 1960 e estrelada por Rod Taylor, também considerada um marco do cinema de ficção cientifica. Foi lançado em Agosto de 1953, e tornou-se um sucesso de critica e de bilheteria. Até hoje, é considerado um dos maiores filmes de ficção cientifica de todos os tempos. Em 2011, foi selecionado para preservação no National Film Regisrty pela Biblioteca do Congresso dos EUA. Os Marcianos ocuparam a 27ª na lista dos 50 Maiores Vilões do Cinema do AFI (American Film Institute).

Em 2005, o diretor Steven Spielberg dirigiu uma nova adaptação do livro de Wells, estrelada por Tom Cruise.

Em 2020, a Criterion Collection anunciou o lançamento do filme em Blu-ray, em versão restaurada em 4k. Vamos aguardar. Infelizmente, é certo que essa versão nunca será lançada aqui no Brasil. O filme chegou a ser lançado em DVD no Brasil, mas atualmente está fora de catalogo.

A Guerra dos Mundos é, sem duvida, um dos maiores filmes de ficção cientifica de todos os tempos. Uma historia muito bem contada, em todos os sentidos. Um filme que até hoje, é motivo de referencia para cinéfilos e cineastas. Um épico da ficção cientifica e um clássico do gênero, e uma das maiores adaptações de H.G. Wells. Excelente.

Altamente recomendado.










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terça-feira, 27 de agosto de 2019

O MONSTRO DO MAR REVOLTO (1955). Dir.: Robert Gordon.


NOTA: 10




O MONSTRO DO MAR REVOLTO (1955)
O MONSTRO DO MAR REVOLTO é excelente. Lançado em 1955, é mais uma cria do “cinema radioativo” da década de 50, que nos trouxe obras como Tarântula, O Mundo em Perigo, Earth vs the Spider, O Começo do Fim, entre outros.

Mas o que o torna um filme tão maravilhoso? Bem, para começar, a historia. Como todo produto daquela época, é uma historia simples, até, com tudo que tem direito: o monstro radioativo, os cientistas determinados a descobrir a causa de sua existência, o Exército mobilizado para destruí-lo e, claro, a população da cidade correndo em pânico. O filme tem tudo isso, e mais. Realmente, é um daqueles filmes que fica melhor a cada vez que assistimos, e fica mesmo. E o melhor de tudo é que o filme não tem falhas. É um filme redondinho, com roteiro bem amarrado.

E assistindo, fica claro o porquê disso tudo. Em nenhum momento, a trama é falha, arrastada, desconexa; é perfeitamente linear, indo do ponto A ao ponto Z, com tudo acontecendo do jeito certo, no momento certo, o que rende cenas memoráveis – mais sobre isso adiante.

Além de ser redondinha, a trama também é crível, inclusive a questão da Bomba H, que no filme, funciona muito bem. O que importa é que os personagens parecem de fato, cientistas e militares. Sério. Não é difícil acreditar que o Capitão Pete Matthews é um militar de verdade; que Leslie e Carter são cientistas, e por aí vai. As atuações ajudam nessa impressão. Nenhum dos atores é canastrão, ou atua mal; pelo contrário.

Os aspectos técnicos também funcionam. O diretor Robert Gordon preenche a tela com cenas bem filmadas, que combinam muito bem com materiais de arquivo, técnica comum no cinema daquela época. Gordon utiliza imagens de arquivo de submarinos, navios sendo abatidos e testes com bombas. Isso, combinado com as cenas do filme, não fica falso. Os efeitos em cromaqui também funcionam. É o tipo de efeito que eu gosto muito, efeitos ópticos, onde os personagens aparecem “destacados” da tela. Efeitos assim são muito melhores do que os efeitos de hoje em dia.

O melhor sobre esse filme, além do que já foi mencionado, é que o tipo de filme que dá pra assistir de uma tacada só. A historia é tão rápida que em pouco tempo, o filme já acabou. E dá pra se divertir. Quer dizer, eu não sou do tipo que fica dando risada, apontando pra tela, vendo o quão “malfeito” ele é; pelo contrário, eu me divirto muito vendo aquele polvo gigantesco atacando a cidade de San Francisco, destruindo a pote Goden Gate e esmagando a população com seus tentáculos. É o tipo de filme que eu gosto de ver para me distrair e me divertir.

Já comentei sobre os personagens, mas, não posso deixar de falar sobre eles detalhadamente. O Capitão Pete Matthews é o típico Capitão da Marinha Americana. Um homem determinado, sempre disposto a servir o país e talvez se sacrificar pela tripulação de seu submarino. A Dra. Leslie Joyce é talvez a melhor personagem do filme. Ao contrario das personagens femininas de sempre, ela mostra-se uma mulher a frente de seu tempo, que não aceita ajuda de nenhum homem e quer provar que também pode ser tão capaz quanto eles. E ela consegue. E por fim, seu colega John Carter. Assim como Leslie, ele também é determinado a sua causa, e apoia as opiniões da colega e também a respeita, o que é muito importante. Juntos, eles formam uma espécie de “triangulo amoroso” em certos pontos da historia, mas, fica claro que o romance entre Matthews e Leslie é o mais evidente. E o legal, é que não atrapalha em nada o andamento da historia.

Não posso concluir esse texto sem deixar de mencionar o Polvo.

Ele é, sem duvida, a melhor coisa do filme inteiro. Gigantesco, com seus tentáculos enormes, que deslizam pela cidade de San Francisco, destruindo os prédios, esmagando as pessoas, ou então, envolvendo os barcos, para leva-los para debaixo d’água. Posso dizer, com toda certeza, que ele é muito melhor que qualquer criatura digital do cinema de hoje. Tudo isso graças aos efeitos especiais do saudoso Mestre Ray Harryhausen, mestre da animação Stop-Motion. A animação de Harryhausen é perfeita, e em momento nenhum, passa a sensação de ser falsa; pelo contrario, é possível acreditar que o polvo é real, e está causando todos aqueles estragos. Difícil dizer qual cena é a melhor, porque ele brilha em todas elas. Mas, sem duvida, a mais icônica, é quando ele ataca a ponte Golden Gate, em San Francisco. É uma cena muito bem feita, como todas envolvendo o monstro. E quando ele surge, enche a tela com sua monstruosidade e sua beleza. Um belíssimo monstro marinho. É a minha criatura favorita de Harryhausen.

Ray Harryhausen foi um mestre na arte da animação Stop-Motion, que consiste no lento processo de animar um frame por vez e fotografar, animar um frame e fotografar... Um processo lento e demorado. Harryhausen começou como discípulo de Willis O’Brien, responsável pelo inesquecível King Kong (1933). Juntos, eles foram responsáveis pela animação do macaco de Mighty Joe Young (1949), filme de aventura inspirado em King Kong. Entre seus outros trabalhos, destacam-se A Sétima Viagem de Sinbad (1958), A Ilha Misteriosa (1961), Jasão e o Velo de Ouro (1963), o excelente O Vale de Gwangi (1969) e Fúria de Titãs (1981), seu último trabalho antes de se aposentar. Suas criaturas tornaram-se referencia para o cinema de fantasia, e seu trabalho é reverenciado por cinéfilos e cineastas até hoje; um de seus maiores admiradores é o diretor Tim Burton, que prestou varias homenagens à ele em seus filmes. Harryhausen faleceu em 7/mai/2013.

O filme foi lançado em DVD no Brasil em 2007, numa edição com dois discos, com vários extras, entre eles, um bate-papo entre Harryhausen e Tim Burton. O primeiro disco apresenta o filme em versão original em preto e branco e versão colorida, supervisionada por Harryhausen. O filme fez parte de uma coleção de três filmes de Harryhausen, que contou também com A Invasão dos Discos Voadores (1956) e A Vinte Milhões de Léguas da Terra (1957). Atualmente, o DVD está fora de catálogo.

Os polvos gigantes voltariam ao cinema no ótimo Tentáculos (1977), trash italiano lançado no sucesso de Tubarão (1975), e depois em Octopus (2000) e Octopus 2 (2001), duas bobagens lançadas direto para vídeo.

Enfim, O Monstro do Mar Revolto é um filme excelente. Um pequeno Clássico da Ficção Científica. Um dos melhores filmes de monstros de todos os tempos. Excelente. Maravilhoso.









segunda-feira, 27 de maio de 2019

O VAMPIRO DA NOITE (1958). Dir.: Terence Fisher.


NOTA: 9.5



DRÁCULA,
O VAMPIRO DA NOITE (1958)
DRÁCULA, O VAMPIRO DA NOITE é mais uma adaptação do Clássico de Bram Stoker. Lançado em 1958, é a primeira produção colorida sobre o Conde Vampiro, produzida pela Hammer Films um ano após o lançamento de A Maldição de Frankenstein, estrela por Peter Cushing e Christopher Lee. Aqui, os atores voltam a atuar juntos, nos papeis do Prof. Van Helsing, e do Conde Drácula, respectivamente. 

Além de ser um clássico do terror, essa produção da Hammer Films é uma das melhores adaptações do livro de Bram Stoker, que fez de Christopher Lee um astro, e fixou seu lugar no hall dos Mestres do Terror, ao lado do amigo Peter Cushing, Vincent Price, Bela Lugosi, Boris Karloff e outros. E também, ao lado de Lugosi, Lee tornou-se o interprete definitivo de Drácula, com seu ar elegante, aristocrático, sedutor e principalmente, ameaçador, exibindo suas presas afiadas, banhadas em sangue – apresentadas pela primeira vez neste filme.

Sem duvida, um dos atrativos da produção é o fato de ter sido rodado em Technicolor, o que ajudou a criar um clima belo e assustador, principalmente quando envolve o vermelho vivo do sangue, que enche a tela.

O diretor Terence Fisher criou um dos filmes mais assustadores de todos os tempos, um marco do terro gótico, com todas as características que se tornariam clássicas no gênero, o cemitério envolto em nevoas, florestas abandonadas, o castelo cheio de teias de aranha e pó, entre outros. E tudo funciona muito bem. Desde o primeiro momento, o filme não decepciona, e conforme a historia avança, a beleza aumenta, bem como o clima de mistério e horror, digno de provocar arrepios.

Talvez, hoje em dia, para o publico mais exigente, o filme não seja tão assustador, uma vez que os tempos mudaram, e o gosto do publico mudou. Mas, para mim, assistir a esse filme, é uma experiência maravilhosa, tanto pelos motivos mencionados acima, como pelas atuações de Peter Cushing e Christopher Lee. Há quem diga que Cushing se transformou na personificação definitiva do arqui-inimigo de Drácula, e, devo dizer que é verdade. Que me perdoem Edward Van Sloan (Drácula de 1931), Anthony Hopkins (Drácula de Bram Stoker) e até mesmo Laurence Olivier (Drácula de 1979), mas o Van Helsing de Cushing é excelente. Determinado a sua causa, ele não poupa esforços para destruir o Vampiro-Mor, mas também mostra-se um homem racional, devotado tanto à fé quanto à ciência. Já o Drácula de Christopher Lee é a personificação do Mal. Alto e elegante, seu Drácula consegue tomar conta do filme, mesmo com sua pouca presença em tela; desde que surge pela primeira vez, envolto em sombras, é capaz de meter medo no espectador sem nenhum esforço, com seu olhar frio e expressão neutra; o mesmo acontece quando se transforma numa criatura sanguinária.

O restante do elenco também convence em suas performances, principalmente o ator Michael Gough, no papel de Arthur Holmwood, irmão de Lucy, noiva de Harker. O ator entrega uma atuação notável, sem caricaturas ou exageros. Melissa Stribling, no papel de Mina, esposa de Arthur, também merece destaque, com uma atuação convincente.

Como em todas as adaptações cinematográficas, esta teve mudanças em sua estrutura e narrativa. Talvez a mais notável seja a ocorrida nos personagens. Enquanto que no livro de Bram Stoker, Jonathan Harker e Mina Murray são noivos, aqui ela torna-se esposa de Arthur Holmwood, que tornou-se irmão de Lucy, ao invés de seu pretendente; os demais personagens não são mencionados – apenas o Dr. Seward, aqui reduzido a uma ponta. A atração de Lucy por crianças, após ser vampirizada, permaneceu, quando ela toma a filha da governanta como sua vitima. A cena em que Van Helsing a enfrenta no cemitério é a melhor do filme, um trabalho maravilhoso de direção e fotografia e direção de arte.

Mas, talvez, o melhor mesmo fique para o ultimo ato, quando Drácula e Van Helsing finalmente se enfrentam no castelo: uma cena de combate imbatível, com os dois rivais lutando igualmente, até o momento em que Van Helsing derrota o vilão, numa cena antológica, que sofreu cortes da censura. Porém, apesar de ser uma cena memorável, não supera o embate entre Van Helsing e Drácula no filme 1931.

Drácula fez um grande sucesso na época do seu lançamento, o que possibilitou a Hammer a lançar uma série de filmes sobre o vilão, com Christopher Lee reprisando o papel em 6 deles. No entanto, mesmo com o sucesso financeiro, o filme não obteve boas criticas. Hoje em dia, é reconhecido como um clássico do terror.

Enfim, Drácula, O Vampiro da Noite é um filme excelente. Uma das melhores adaptações do livro de Bram Stoker. Um belíssimo filme de terror.



domingo, 17 de março de 2019

O MONSTRO DA LAGOA NEGRA (1954). Dir.: Jack Arnold.


Resenha publicada em homenagem à atriz Julia Adams, que faleceu em Fevereiro.

NOTA: 10


O MONSTRO DA LAGOA NEGRA (1954)
Lançado na década de 50, O MONSTRO DA LAGOA NEGRA encerra o ciclo dos Monstros Clássicos da Universal, que começou em 1931, com Drácula, dirigido por Tod Browning e estrelado por Bela Lugosi. Diferente de seus antecessores, o filme não aposta no horror gótico, e, sim, em uma trama de ficção científica ambientada no Rio Amazonas, no Brasil. 

Mas, mesmo apostando na ficção científica, o filme também é um exemplar do gênero de horror, com direito a cenas verdadeiramente assustadoras e clima de tensão onipresente. As cenas envolvendo o Homem-Guelra são as melhores do filme, e, com certeza, as mais memoráveis; aliás, o Monstro é o grande destaque, com seu visual clássico e inigualável. Mesmo depois de quase 70 anos, o design do personagem-título ainda impressiona, e supera toda e qualquer criatura digital do cinema atual.

O que também o torna um dos filmes mais assustadores de todos os tempos, é o clima de suspense, construído de forma eficiente e simples, mas que consegue fazer qualquer um dar um pulo. As cenas submarinas também não ficam atrás, e, mesmo em preto e branco, são maravilhosas e muito bem filmadas.
E, de certa forma, toda essa beleza ajuda na construção e atmosfera, uma vez que alguns momentos, é fácil esquecer que se trata de um filme de terror. E como todo filme de terror, os momentos assustadores enchem a tela, com destaque para a cena em que o Monstro ataca dois mergulhadores embaixo d´água. Uma sequencia muito bem dirigida e sufocante.

Além do protagonista anfíbio, os protagonistas humanos também não ficam atrás, com destaque para o trio de cientistas. Julia Adams está maravilhosa como a estrela Kay Lawrence, que desperta o interesse romântico do Monstro, bem como o dos dois personagens principais, os cientistas David Reed e Mark Williams. Ambos passam o filme inteiro disputando entre si a atenção e o amor da cientista, que mostra-se claramente dividida entre eles.
O filme também se encaixa no perfil clássico da historia da Fera que se apaixona pela Bela, onde também o verdadeiro vilão da historia não é o monstro em si. E aqui, a coisa é mostrada com clareza. Williams é o típico personagem que não se importa com a segurança dos demais, e está disposto a tudo para obter sucesso na expedição. Tudo mesmo.

O MONSTRO DA LAGOA NEGRA foi dirigido por Jack Arnold, e é um de seus filmes mais lembrados, ao lado de Tarântula (1955) e O Incrível Homem que Encolheu (1957), este último baseado em um livro de Richard Matheson. A produção foi marcada por momentos difíceis, principalmente aqueles envolvendo os interpretes do Monstro; os atores tiveram problemas com os trajes de borracha da Criatura, principalmente o ator Ben Chapman, que interpretou o Monstro quando ele estava fora d’água.

Outros pontos memoráveis – talvez os mais memoráveis – sejam a trilha sonora, com seu tema onipresente, composta por Henry Mancini, Hans J. Salter e Herman Stein. O tema toca em praticamente todas as cenas em que o Monstro surge na tela, mesmo que por poucos segundos. Sem dúvida, é um dos temas mais lembrados do cinema de horror. Outro momento inesquecível é a Clássica cena de nado sincronizado, protagonizada por Kay e o Monstro. Com certeza, é a cena que mais define o longa, uma vez que também é uma das mais bonitas. É possível perceber que a protagonista chamou a atenção da Criatura, e ela rapidamente se encanta por ela, demonstrando, inclusive receio de se aproximar. Uma clássica cena de amor.

O filme teve outras duas continuações, a primeira novamente dirigida por Jack Arnold, onde o Monstro escapa de um parque aquático na Florida e toca o terror. Hoje, talvez o filme seja mais lembrado por ser um dos primeiros do astro Clint Eastwood, em uma ponta não-creditada. O terceiro filme mostra o Monstro mais humano, após sofrer uma cirurgia de emergência. Infelizmente, nenhum dos filmes foi lançado no Brasil.

O MONSTRO DA LAGOA NEGRA é um dos filmes de monstros mais lembrados de todos os tempos, ao lado de King Kong e Godzilla. Um dos maiores clássicos do cinema, com certeza, serviu de inspiração para diversos filmes de criaturas, marinhas ou não. O Homem-Guelra, e seus amigos do Ciclo Clássico da Universal, foram homenageados pelo diretor Fred Dekker no seu clássico Deu a Louca nos Monstros (1987), e, por alguma razão, o tema musical do filme está presente no filme Godzilla Vs. King Kong (1962), o que deixou o filme ainda mais divertido.

A melhor homenagem ao filme foi feita por Guillermo del Toro em A Forma da Água (2017). Fã declarado do clássico, del Toro inspirou-se claramente na trama do monstro que se apaixona pela mocinha, e criou uma belíssima história de amor, que levou o merecido Oscar® de Melhor Filme em 2018.

Um Clássico do Cinema. Um filme maravilhoso. Uma obra fantástica.




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