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sexta-feira, 2 de julho de 2021

CANINOS BRANCOS (Jack London).

 

NOTA: 9.5



Eu adoro lobos-cinzentos. São algumas das minhas criaturas favoritas, principalmente por causa de sua beleza. E eu já comentei sobre eles. A primeira vez foi sobre o meu primeiro livro, O Vale dos Lobos, publicado em 2014, pelo Grupo Editorial Scortecci; e a segunda vez foi sobre o filme Lobos (1981), filme de terror que me inspirou a escrever o livro.

 

E aqui estou, mais uma vez, para falar sobre lobos. Mas desta vez, não será uma história de horror. Pelo contrário, é uma história linda: CANINOS BRANCOS, do autor Jack London.

 

Na verdade, este texto é sobre uma releitura, uma vez que eu já havia lido o livro antes, numa edição da Editora Martin Claret. No entanto, aquela não foi uma leitura muito prazerosa, porque eu resolvi ler cada uma das partes do livro num dia diferente – o livro é dividido em cinco partes. E nessa leitura, eu não me agarrei com firmeza na história.

 

Bom, agora com essa releitura, a coisa foi diferente. Eu pude me prender à leitura no tempo certo, lendo um pouco de cada vez, principalmente porque o livro é composto basicamente por texto, e não contem muitos diálogos.

 

Aliás, preciso dizer que esse é um detalhe que torna a leitura desse livro complicada, uma vez que London faz uso de muito texto para descrever as aventuras de seu personagem-título. Mas ao mesmo tempo que é uma leitura complicada, é também prazerosa e impressionante porque eu quase não leio livros com poucos diálogos e poucos personagens humanos.

 

Isso mesmo, quase não temos personagens humanos nessa história, e faz sentido, porque não é uma história sobre pessoas, mas sim, sobre um lobo.

 

London faz deste livro quase uma biografia do personagem, contando para nós como e onde ele nasceu, passando por sua juventude, até chegar a vida adulta. Se isso não é uma biografia, não sei o que deve ser. E o autor não poupa Caninos Brancos de perrengues, e que perrengues. Existem passagens violentas no livro, que cortam o coração do leitor, e é difícil escolher a pior. Eu confesso que enquanto estava lendo, eu senti um aperto no coração.

 

E as coisas pioram quando ele se torna propriedade de um homem branco que o compra de um cacique. Não vou dizer o que acontece, para não dar spoilers, mas é tão terrível quanto os perrengues que ele enfrenta na floresta e na aldeia dos índios.

 

Mas apesar disso, Caninos Brancos é um grande livro. London se mostrou um excelente autor, e soube contar sua história com total maestria. E o livro contém grandes cenas, todas protagonizadas pelo personagem-título; as melhores, na minha opinião, acontecem no final da história.

 

Antes de encerrar, devo dizer que o motivo que me levou a ler – ou nesse caso, reler – o livro foi a adaptação lançada em 1993 e produzida pela Disney. É um filme excelente, e durante a leitura, eu pude visualizar o ator animal que interpretou o lobo, o cão Jed.

 

Essas são as qualidades que fazem de Caninos Brancos um livro excelente e um grande romance do escritor Jack London.

 

Enfim, esse é um excelente livro. Uma linda história de aventura, ação, drama e amor contada com uma maestria ímpar. O autor Jack London se mostrou um grande contador de histórias e criou um dos maiores romances dos Estados Unidos. Um livro maravilhoso. Altamente recomendado.



JACK LONDON


Acesse também:

https://livrosfilmesdehorror.home.blog/


domingo, 17 de março de 2019

LOBOS (1981). Dir.: Michael Wadleigh.



Resenha publicada em homenagem ao ator Albert Finney, que faleceu em Fevereiro.

NOTA: 10


LOBOS (1981)
LOBOS é um filme excelente. Um dos melhores filmes sobre animais assassinos já produzidos.

Dirigido por Michael Wadleigh, o filme é baseado no livro de estreia do escritor Whitley Strieber, autor de Fome de Viver e do polêmico Comunhão.

O que o torna um filme brilhante é a sua execução. Toda a trama desenvolve-se lentamente, deixando o terror nas sombras, revelando-o apenas nos momentos finais. Durante boa parte do filme, somos apresentados a uma historia policial clássica, com todos os elementos.

Mas não apenas a trama policial merece destaque, como também a trama de suspense, construída aos poucos, na base da sugestão. Não sei se o diretor optou por fazê-lo por razões orçamentárias ou de proposito; o caso é que a coisa funciona brilhantemente. Assim como Spielberg fez em Tubarão, Wadleigh faz uso da câmera subjetiva para simular a presença dos lobos na cidade de Nova York; porém, ele o faz com o uso de câmeras especiais, com efeitos infravermelhos, que visualizam o calor das vítimas, por exemplo.

Outra coisa bem realizada são os truques que o diretor usa para indicar que os animais estão sempre presentes, seja com o personagem especialista, interpretado por Tom Noonan, seja com os personagens indígenas, que constituem um elemento chave da historia. Todos os elementos funcionam e aumentam ainda mais o suspense e a vontade de ver os lobos. E quando eles surgem, – próximo ao final do filme – é possível ver que todos os truques valeram a pena, da mesma forma que no Clássico de Spielberg.

Como mencionado acima, a trama é construída aos poucos, em slowburn, e isso, para alguns, pode ser um ponto fraco. Mas, pessoalmente, eu gostei da maneira como tudo foi orquestrado; até porque, não sei se o resultado ficaria tão bom se os lobos surgissem logo no começo do filme.

Não sei como as coisas funcionam em outros filmes de animais assassinos, principalmente cães, mas aqui, a matança causada pelos lobos tem um motivo: a sobrevivência. Como explica o personagem de Eddie Holt, interpretado por Edward James Olmos, ao personagem principal, interpretado por Albert Finney, tudo está acontecendo por causa da destruição causada pelos homens no passado, o que deixou os animais sem lugar para morar, e a beira da extinção, uma pista deixada brevemente pelo personagem de Noonan, anteriormente. Ou seja, os papeis se inverteram.

Porém, a policia não vê as coisas dessa forma, e, até verem de fato os lobos, acreditam que os crimes são trabalho de um grupo terrorista que está agindo nos Estados Unidos. As sequencias de investigações são muito bem construídas e convincentes. É possível ver que aqueles personagens estão querendo apenas fazer o seu trabalho e garantir a segurança do publico.

Os aspectos técnicos também contribuem para a eficiência do filme. Não conheço o trabalho de Wadleigh, então, não posso afirmar se os seus outros filmes seguem a mesma linha técnica, mas aqui, tudo funciona. A fotografia de Gerry Fisher está perfeita, captando nos tons sujos e decadentes de Nova York com maestria; as câmeras steadicam também fazem bonito, principalmente nas cenas envolvendo a ponte do Brooklyn, onde os índios se escondem durante a noite e trabalham durante o dia. A trilha sonora é magistral, e garante arrepios na espinha.

Além de ser um filme de terror policial, LOBOS também é um filme de terror sobrenatural, e isso é mostrado nas sequencias em que Holt passa por uma transformação na praia, e também na sequencia final. O tema da troca de formas na cultura indígena é muito bem explorado no filme, e, como já mencionado, possui um papel chave na trama, uma vez que fica no ar a duvida se os lobos são de fato lobos, ou índios em metamorfose. O aspecto sobrenatural também é sugerido na sequencia do primeiro assassinato, uma vez que a policia imagina que membros de um culto Vodu estão envolvidos no caso, mas isso é logo descartado. Seja como for, o resultado é arrepiante.

Os animais do título são o verdadeiro destaque. Mesmo com pouca presença, eles enchem a tela com seu ar ameaçador e sua beleza. Eles surgem apenas no final do filme, e o fazem de maneira brilhante. Todos os lobos presentes na historia são negros e a fotografia noturna contribui para o clima de mistério da sequencia em que eles surgem. Eles passam o filme inteiro escondidos em uma igreja em ruinas na parte velha da cidade, e, sinceramente, o ambiente possui um clima gótico que contribui para o ar de mistério e suspense do filme.


Enfim, LOBOS é um filme de primeira. Um filme de terror com elementos de trama policial e mistério e terror sobrenatural, tudo muito bem amarrado em uma trama redonda e bem construída.




sexta-feira, 15 de março de 2019

SINOPSE "O VALE DOS LOBOS".


O VALE DOS LOBOS
Sparrow, Alaska, 2002.
Vinte e seis anos depois da invasão de uma alcateia de lobos, a pequena cidade parece finalmente ter encontrado a paz; até que, um dia, novos lobos são vistos e o pânico se alastra novamente. O prefeito Jonathan Campbell convoca uma reunião, onde promete cuidar do problema. Mas, apesar de suas promessas, alguém não acredita nele: Paul Rydell, xerife da cidade. Rydell conhece muito bem Campbell, e sabe que ele dificilmente cumpre o que diz.
Em meio à essa rivalidade, algo acontece: a antiga secretária de Campbell é encontrada morta, com o corpo mutilado. Rydell e seus homens começam a investigar, mas não chegam a um resultado imediato. Durante a investigação, Paul relata a seus homens que no passado, a cidade foi invadida por uma alcateia, onde um policial foi morto. Rapidamente, eles suspeitam que os animais tenham algo a ver com a morte da mulher.
Alguns meses depois, uma freira é atacada e morta, nas mesmas circunstâncias que a secretária de Campbell. Desta vez, Rydell não tem dúvidas sobre o que aconteceu: ela foi morta pelos lobos. Agora, ele e seus homens precisam correr contra o tempo e impedir que novas mortes ocorram na cidade.
Ao mesmo tempo, precisam lutar contra Campbell, que está disposto a destruir a região montanhosa ao redor da cidade, conhecida como “Vale dos Lobos”, nome dado pelos índios que viviam ali no passado. Mas Rydell não medirá esforços para impedi-lo, pois acredita que o lugar está relacionado às mortes, principalmente por causa de um misterioso totem construído pelos índios, que segundo eles, possui poderes sobrenaturais.

SOBRE "O VALE DOS LOBOS".



O VALE DOS LOBOS
Meu primeiro livro, O VALE DOS LOBOS é minha interpretação da famosa relação entre homens e lobos. 
Neste livro, eu conto o que aconteceria se os lobos decidissem se vingar dos homens pelo que fizeram a eles durante séculos.
A inspiração para a história foi um filme de terror chamado Lobos (1981), sobre dois policiais que tentam descobrir quem está matando pessoas em Nova York. Porém, no filme, a razão para as mortes é a sobrevivência – no meu livro, é a vingança. 
O cenário escolhido foi o Estado do Alaska (EUA), principalmente uma pequena cidade chamada Unalaska, que serviu de modelo para minha Sparrow. Mas, apesar de Sparrow ser fictícia, eu menciono muitos lugares que realmente existem no Alaska. 
O motivo pelo qual decidi ambientar meu material nos Estados Unidos é porque me senti mais à vontade; pude imaginar mais, criar mais coisas fantásticas.
Além da revolta dos lobos, lido também com a questão do HIV, já que um dos personagens descobre ser HIV positivo, mas, lido com o assunto de forma natural, uma vez que a história se passa no início dos anos 2000, e, as pessoas portadoras do vírus podiam viver mais um pouco, ao contrário do que aconteceu no final dos anos 80, quando ele surgiu.
A trama possui elementos de história policial, mas, também apresenta elementos de terror e suspense.
O Vale dos Lobos é uma obra de ficção. Nunca houve um relato de um lobo ou alcateia de lobos atacarem o homem nos EUA. 
Lançado pela Scortecci Editora, o livro já disponível no site da Editora para venda.
Boa leitura!

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