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sexta-feira, 3 de maio de 2019

MEGATUBARÃO (2018). Dir.: Jon Turteltaub.


NOTA: 8


MEGATUBARÃO (2018)
MEGATUBARÃO é uma bobagem! Mas uma bobagem super legal!
Lançado no ano passado, pode ser considerado mais uma das inúmeras Jaws Rip-offs que temos visto recentemente a cada mês. A única diferença, é que, ao contrario daquelas produções, essa aqui realmente tem algo de bom, por incrível que pareça.

Segundo informações obtidas por Marcos Brolia, do sensacional 101 Horror Movies, o filme, que é baseado em um livro de Steve Alten, esteve em produção há anos. Ao que parece, deveria ser um filme dirigido por Eli Roth, e deveria ser muito mais sangrento. Porém, os executivos optaram por cortar as cenas de gore, talvez por medo de perder o público. E olha, em certos momentos, o gore fez falta. Acho que desde os filmes da série Tubarão, nenhum filme do gênero teve um numero tão reduzidos de mortes em cena. E francamente, por mais legais que sejam as cenas de morte, elas não são apenas o fundamental.

Bom, o fato é que o filme é muito divertido; eu dei muita risada, involuntárias, verdade. Impossível dizer qual cena é a mais absurda, uma vez que elas surgem a cada momento. Uma das mais absurdas é quando o “herói” interpretado por Jason Statham pula na água atrás da criatura, e, quando está a alguns metros de distancia do barco, resolve colocar a mascara de mergulho! Na hora que vi a cena, comecei a dar muita risada! E foi assim pelo resto do filme.

Além dos momentos engraçados, o longa também é povoado por frases de efeito, a maioria dita pelo “protagonista”. Por falar nele, é um completo imbecil, como todos os personagens do filme. De verdade. Já vi filmes com personagens imbecis, mas era possível torcer por eles; aqui é o contrario; passei o filme todo torcendo pelo tubarão, uma vez que deve ser o personagem mais inteligente do filme todo.

Falando no tubarão, posso dizer que ele é muito bem feito, e, ao contrario do pôster, passa longe de parecer com um grande tubarão branco, descendente do Megalodonte (ou Megalodon). De verdade, num período em que os tubarões digitais são horríveis e não convincentes, aqui é o oposto, talvez pelo orçamento da produção. O monstro é muito bonito, realista e consegue assustar, sim, mesmo quando sua presença deixa de ser novidade. Os demais efeitos visuais também chamam a atenção e dão a impressão de serem realistas, sim. Porém, de todos os efeitos visuais, o melhor, sem duvida, é a Lula-Gigante que surge de repente, ataca um dos submarinos da equipe e é covardemente despachada pelo tubarão, com apenas 15 segundos de presença na tela. Motherfucking shark!

Mesmo sendo um filme de ação, deu pra ver que ele se esforça para criar um clima de suspense, mas não consegue; o máximo que passa é um clima de claustrofobia, uma vez que a equipe passa boa parte do tempo embaixo d’água, cercada pela escuridão e pelos peixes abissais. Em vários aspectos, o filme me lembrou muito o ótimo Do Fundo do Mar (1999).

Outra coisa que o filme faz, na maior cara de pau, é tentar “homenagear” o Clássico de Spielberg, seja nos falsos momentos de suspense, seja nos takes vistos de cima. Aliás, outro atrativo são os planos do tubarão visto de cima; belíssimos, destacando o tamanho descomunal do monstro. Muito bons, mesmo.

Mas, enfim, o fato é que Megatubarão é um filme muito legal. Divertido, impossível de se levar a sério, com momentos engraçados e frases de efeito. Vale muito a pena para dar umas boas risadas. Pelo menos, consegue ser muito melhor que os filmes da Asylium e uma bobagem chamada Tubarões 3 (2002), que também era sobre Megalodontes. 

Detalhe: o que motivou meu interesse em assistir esse filme foi a propaganda da Skye, com a canção Beyond the Sea ao fundo. Não sei por quê, mas, funcionou muito bem.

sexta-feira, 15 de março de 2019

O ÚLTIMO TUBARÃO (1980). Dir.: Enzo G. Castellari.


NOTA: 10


O ÚLTIMO TUBARÃO (1980)
O ÚLTIMO TUBARÃO é a melhor Jaws Rip-off de todas.

Com uma trama que praticamente copia o Clássico de Spielberg, o filme é a definição de cópia descarada: super divertido, com atuações canastronas e efeitos especiais duvidosos. 

Um enorme tubarão aterroriza a pequena comunidade de Port Harbor. Como sempre, o prefeito não se interessa pela ameaça, e sim em ganhar dinheiro. Cabe então a dois especialistas em tubarões a responsabilidade de acabar com o monstro para sempre. 

Trama básica, não? Exatamente. Pois é aí que está o trunfo. Mesmo com todos os clichês do gênero, a fita consegue se superar, principalmente nas cenas em que o monstro aparece. Ele é de longe a melhor coisa do filme. 

Criado por Giorgio Ferrari - em colaboração com Giorgio Pozzi - o animal é totalmente inexpressivo, mas consegue convencer em todas as cenas, mesmo aquelas misturadas com tomadas de tubarões verdadeiros.

E sendo cria o cinema fantástico italiano, o filme é cheio de momentos absurdos, como a famosa cena do helicóptero - talvez a cena mais memorável. É um exagero completo, tanto no contesto como nas atuações dos atores.

Outro momento memorável é o combate final entre o "herói" Peter Benton (James Franciscus) e o vilão. A sequência possui a melhor cena do filme inteiro, quando o tubarão devora o amigo de Benton, momentos antes de ser morto por ele.

O filme é "famoso" pelo processo levantado pela Universal, que o considerou uma cópia não autorizada de seu Blockbuster. E ao que parece, sua circulação é proibida até hoje; no Brasil, foi lançado em VHS com o título Tubarão IV, como se fosse uma continuação da cinessérie. 

Chamado de Clássico da Sessão das Dez do SBT, O Último Tubarão é um dos melhores filmes de tubarão já feitos, e a minha Jaws Rip-off favorita.





AVISO.

  O LIVROS & FILMES DE HORROR está em recesso. Obrigado.