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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

SEXTA-FEIRA 13 – PARTE 3 (1982). Dir.: Steve Miner.

 

NOTA: 8



Um ano após sua primeira aparição oficinal no cinema, Jason está de volta, desta vez para ficar, ainda em sua melhor forma.

 

Não sei se já comentei isso, mas, para mim, a franquia Sexta-Feira 13 funciona somente com os quatro primeiros filmes e também com o nono filme – um dos meus favoritos. Eu gosto muito da fase inicial da franquia, que era mais focada na trama e no suspense no que nas cenas de morte, ao contrário do que aconteceu com os filmes seguintes; além disso, os primeiros filmes eram bem feitos, e tinham desenvolvimento. Hoje, vou falar sobre o terceiro filme da franquia, lançado um ano após o primeiro: SEXTA-FEIRA 13 – PARTE 3, também dirigida por Steve Miner.

 

Cria dos anos 80, o filme acabou sendo lançado em 3D nos cinemas, e contou com aqueles efeitos estúpidos de coisas sendo jogadas na tela, mas, mais detalhes adiante.

 

O filme é um dos mais divertidos da franquia, simplesmente porque ele é repleto de situações absurdas, mas, ao contrário dos filmes de hoje em dia, ainda é focado na tensão e no suspense do que nas cenas de morte. Durante boa parte do filme, nós acompanhamos os outros personagens, os jovens que resolvem passar o fim de semana nas cercanias do Crystal Lake, usando drogas e fazendo sexo, algo comum na franquia. Mas apesar disso, nós também podemos ver o vilão, mas somente nas sombras, em planos abertos ou planos fechados. E como disse na resenha do filme anterior, Jason está em sua melhor forma – mais detalhes sobre isso adiante.

 

No entanto, apesar de contarmos com Jason em sua melhor forma, na minha opinião, este já começa a apresentar alguns problemas, principalmente no que diz respeito aos personagens e aos “efeitos” em 3D.

 

Para começar, aqui nós temos personagens completamente genéricos, quase desprovidos de carisma e profundidade. O casal que transa só quer saber disso – principalmente o garoto; temos também um casal de hippies que passa o filme inteiro chapado, além do gordinho que adora fazer piadas para chamar a atenção de todos. Isso sem falar na mocinha, que é completamente sem sal, e, apesar de ter um background com o vilão, não convence. Não sei se o problema foi a escalação da atriz, mas o fato é que ela realmente não funciona, além de ser um pouco caricata. E tem também a questão do background dela com o vilão. Em certo momento da trama, ela relata ao namorado o que aconteceu – uma cena tensa, por sinal – numa noite após brigar com os pais: enquanto descansava aos pés de uma árvore, ela se deparou com um homem deformado que a ameaçou com uma faca; apesar de conseguir lutar com o agressor, ela diz que acabou perdendo a consciência e não se lembra do que aconteceu depois, o que nos leva a pensar que talvez o vilão tenha feito alguma coisa terrível... Eu pessoalmente não sei se é verdade, porque não consigo imaginá-lo cometendo tal ato. Mas, tirando esse detalhe, o medo e a desconfiança da protagonista ficam bem evidentes, e isso é convincente, porque a mostra como uma vítima de uma experiência traumática tentando se reerguer e voltar ao normal, mesmo sendo difícil. Como eu disse, esse detalhe é muito bem explorado, o problema é performance da atriz...

 

E sobre o casal que transa, tem um detalhe. Em certos momentos, é mencionado que a garota está grávida, mas antes, a protagonista brinca com o fato dela precisar ir ao banheiro toda hora, o que leva ao diálogo. Eu não sou um especialista, mas, pelo que eu sei, a mulher grávida vai realmente ao banheiro com certa frequência, mas após o crescimento do feto, porque ele automaticamente aperta a bexiga, mas aqui, a barriga da garota ainda nem cresceu! Então, no meu ponto de vista, foi uma falha do roteiro. Corrijam-me se eu estiver errado. E como mencionei, o garoto passa o filme todo querendo transar com ela, além de ser aquele típico mala que gosta de se exibir.

 

E claro, temos o gordinho e o casal de hippies. O gordinho é o típico inseguro, que não consegue fazer amizade com ninguém, por isso, passa o filme inteiro fazendo brincadeiras com os outros para chamar a atenção de todos, o que chega a ser irritante, falando francamente. E o casal de hippies passa o filme todo fumando maconha. Ou seja, estereótipos ao extremo.

 

Talvez os únicos personagens interessantes – fora o vilão – sejam o namorado da mocinha, a namorada do garoto gordinho e um trio de punks. Eu acho que esses personagens bem melhores que os outros, e francamente, mereciam um pouco mais de destaque no filme, principalmente os punks, que rendem momentos engraçados, além de terem uma caracterização estereotipada até a medula.

 

Mas, vamos falar dos “efeitos especiais”. Conforme mencionado no cartaz e no trailer, Sexta-Feira 13 – Parte 3 foi rodado em 3D, e como consequência, somos bombardeados por cenas de objetos sendo “jogados” na tela. Eu pessoalmente nunca fui fã de filmes em 3D, mesmo os mais antigos, e confesso que tais efeitos me incomodam, não pela qualidade, mas pela quantidade de cenas. Pessoalmente, eu preferiria que o filme não fosse rodado em 3D, e sim em 2D; seria bem melhor. No entanto, também somos brindados com cenas clássicas, como por exemplo a cena do arpão e a cena do olho saltando.

 

E claro, não posso encerrar sem falar da direção e do vilão.

 

Sexta-Feira 13 – Parte 3 foi dirigido por Steve Miner, em sua última participação na franquia, e novamente, o diretor fez um ótimo trabalho. Ele se mostrou novamente um diretor competente, principalmente nas cenas de suspense. Temos aqui ótimos planos abertos, além de movimentos e ângulos de câmera criativos. No entanto, o mesmo não pode ser dito a respeito do elenco, conforme mencionado acima.

 

E claro, temos o vilão. Conforme já mencionei, Jason está novamente em sua melhor forma, diferente do que serie mostrado nos filmes seguintes. Assim como no anterior, temos aqui um Jason atlético, que corre atrás das vítimas, além de ter movimentos ágeis, principalmente quando vai atacar alguém. Além disso, temos aqui, a introdução da famosa máscara de hóquei, que se tornou a marca registrada do vilão. O engraçado é que tal fato acontece de maneira aleatória, porque o assassino passa a usá-la após atacar o garoto gordinho, que a usou para fazer outra de suas brincadeiras. Eu pessoalmente achei tal momento muito aleatório, mas vamos admitir que é muito legal ver o nosso querido Jason com sua máscara pela primeira vez. E claro – AVISO DE SPOILER! temos a oportunidade de ver o rosto dele no final do filme, algo que se tornaria clássico na franquia. E um detalhe importante: a maquiagem do vilão foi criada pelo Mestre Stan Winston! Mesmo não creditado, existem fotos na internet de Winston ao lado do ator caracterizado com a maquiagem. Muito legal. E respectivamente, 16 anos e 17 anos depois (1998 e 1999), Winston voltaria a trabalhar com o diretor em Halloween H2O, criando a máscara de Michael Myers; e em Pânico no Lago, sendo responsável pelo crocodilo.

 

Assim como o anterior, foi distribuído pela Paramount, que possuía dos direitos da franquia, e foi distribuído no exterior, inclusive aqui no Brasil, pelo estúdio, ao contrário do que aconteceu com o primeiro. Foi lançado em VHS e DVD por aqui, mas atualmente está fora de catálogo. Lá fora, recentemente foi lançado em um box gigante em Blu-ray com todos os filmes da franquia; se tal box chegará aqui, talvez nunca saberemos.

 

Enfim, Sexta-Feira 13 – Parte 3 é um ótimo filme. Um dos mais divertidos da franquia, com uma direção competente, além de cenas memoráveis e momentos absurdos. Jason Voorhees está em forma, mostrando sua agilidade e competência como um dos maiores vilões do Slasher, além de apresentar sua famosa máscara de hóquei. Mesmo com seus defeitos, é um filme que consegue divertir e arrepiar sem fazer o menor esforço. Recomendado. 




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sexta-feira, 7 de maio de 2021

SEXTA-FEIRA 13 - PARTE 2 (1981). Dir.: Steve Miner.

 

NOTA: 9



Segundo os produtores do primeiro Sexta-Feira 13, nunca houve a intenção de produzir uma sequência, muito menos de apresentar o personagem Jason, uma vez que no primeiro filme, quem distribui as facadas é sua mãe, Pamela Voorhees, que estava disposta a se vingar dos conselheiros pela morte de seu filho. Bom, até aí, tudo bem, mesmo porque o primeiro filme tinha uma história redondinha, com começo, meio e fim. No entanto, como sabemos, o final dá uma dica para uma possível continuação, agora focada no garoto que se afogou em Crystal Lake.

 

Bom, dito e feito. No ano seguinte ao lançamento de Sexta-Feira 13, fomos brindados com a sequência. Mas não se engane. SEXTA-FEIRA 13 – PARTE 2 é tão bom quanto o primeiro, e o melhor de tudo, seguiu os passos do primeiro e se tornou um filme ainda focado na tensão e no suspense, ao invés do banho de sangue. Mas isso não significa que o filme não tenha sangue. Mas, vamos falar sobre isso adiante.

 

O fato é que o filme é um dos melhores da franquia, e o meu favorito, talvez por ser um dos primeiros que eu vi, não me recordo bem. Mas seja como for, é um filme que eu gosto muito e me divirto toda vez que assisto.

 

Mas por que ele é tão bom? Pessoalmente, além dos detalhes mencionados acima, eu diria que é porque é bem escrito e bem dirigido, além de contar com bons atores que dão vida a personagens convincentes; mas, principalmente, eu diria que o filme é muito bom por causa de Jason, aqui em sua primeira aparição real na franquia. Mas, vamos por partes.

 

O roteiro, escrito por Ken Rutz, é redondo, com uma ótima trama focada no suspense nos primeiros atos, para depois focar nos assassinatos, assim como foi feito no primeiro filme. Como eu já disse várias vezes, é um tipo de filme de terror que eu gosto muito, uma vez que prepara o espectador para o que virá no futuro, e constrói o suspense de maneira convincente. Infelizmente, como sabemos, não é mais assim que se faz filmes de terror hoje em dia, então, é um ponto positivo. Outro é a direção de Steve Miner, aqui estreando. O diretor conseguiu fazer um ótimo trabalho, e as cenas são muito bem dirigidas, com ótimos enquadramentos e planos abertos. O elenco também não fica atrás. Assim como no primeiro filme, aqui, nós temos personagens bem escritos, que se parecem muito com pessoas que vemos no dia-a-dia. Novamente, é outra coisa que faz falta no cinema de terror atual – salvo algumas exceções. No entanto, a melhor personagem é a protagonista, Ginny, interpretada por Amy Steel. Ela é uma ótima personagem, e protagoniza as melhores cenas do filme, principalmente no final, quando fica cara a cara com Jason. Com certeza, é a melhor final girl da franquia.


No entanto, o melhor mesmo é o Jason, e já em sua primeira aparição oficial na franquia, ele está em sua melhor forma. Ao contrário do que veríamos nos filmes seguintes, principalmente após o ator Kane Hodder ter assumido o papel, aqui nós temos um Jason mais caipira, que vive no mato, numa casa improvisada, que usa um macacão e camisa xadrez. Não sei os demais fãs, mas eu gosto mais desse visual do personagem. Além disso, temos também um Jason atlético, que corre pela mata atrás de suas vítimas – assim como foi feito nos dois filmes seguintes – diferente o brucutu que anda calmamente até chegar às vítimas. E claro, não posso deixar de mencionar que, aqui, ele não está com sua clássica máscara de hóquei; ao invés disso, ele adota um saco na cabeça, com um buraco para o olho, e também não temos o clássico facão; temos aqui diversas armas, sendo as mais populares um forcado e uma picareta. E por fim, o rosto do vilão é o melhor da franquia inteira. Sem dúvida, aqui nós temos o melhor visual do personagem de toda a franquia.

 

Esses são os pontos positivos do filme. Devo também mencionar os efeitos especiais e as cenas de mortes. Infelizmente, aqui não pudemos contar com o mestre Tom Savini, mas o responsável pelos efeitos também fez um ótimo trabalho, e criou cenas de mortes memoráveis, com destaque para a cena da lança, completamente chupada do clássico Banho de Sangue (1971), do Maestro Mario Bava, além da cena da facada no rosto, também chupada do filme de Bava. Sim, o filme não tem muitas cenas de mortes, mas elas são muito boas, por causa dos efeitos especiais e da maneira como foram filmadas. No entanto, infelizmente, elas sofreram cortes da censura, talvez para evitar uma classificação indicativa maior, coisa muito comum na época. Hoje em dia, essas cenas podem ser encontradas na internet.

 

Mas apesar disso, Sexta-Feira 13 – Parte 2 é um filme muito bom, e além de contar com ótimas cenas de mortes, também conta com cenas bem tensas, principalmente no final. Assim como foi feito no primeiro filme, aqui foram utilizadas câmeras objetivas para simular o POV do assassino, e apenas suas mãos foram mostradas em cena, com uso de planos detalhes e enquadramentos estratégicos, para depois mostrar o vilão por completo nos momentos finais. Além disso, a cena em que a protagonista vê o personagem se aproximando de sua casa por uma janela é arrepiante e me dá calafrios toda vez que eu vejo. Tais técnicas foram utilizadas também nos dois filmes seguintes.

 

Assim como o anterior, foi distribuído pela Paramount, que possuía dos direitos da franquia, e foi distribuído no exterior, inclusive aqui no Brasil, pelo estúdio, ao contrário do que aconteceu com o primeiro. Foi lançado em VHS e DVD por aqui, mas atualmente está fora de catálogo. Lá fora, recentemente foi lançado em um box gigante em Blu-ray com todos os filmes da franquia; se tal box chegará aqui, talvez nunca saberemos.

 

Enfim, Sexta-Feira 13 – Parte 2 é um filme muito bom. Uma história redonda, com cenas de mortes memoráveis e momentos de pura tensão, que conta também com uma ótima direção. Um dos melhores da franquia, que fica melhor a cada revisão. A primeira aparição oficial de Jason Voorhees na franquia, em sua melhor forma. Um ótimo exemplo de uma continuação que não fica atrás do filme original e consegue ser tão boa quanto. Altamente recomendado.




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