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segunda-feira, 15 de julho de 2019

NOITES DE TERROR (1981). Dir.: Andrea Bianchi.


NOTA: 8.5




NOITES DE TERROR (1981)
NOITES DE TERROR (1981), do diretor Andrea Bianchi, é uma baboseira trash. Mas, é uma baboseira trash muito divertida! É sem dúvida, um dos melhores filmes italianos de zumbis já feitos, e fica melhor a cada revisão.

E o mais legal, é o que filme não tem vergonha nenhuma de se assumir trash, seja pela caracterização dos zumbis, pelas atuações canastronas dos atores, pela direção ou pelo roteiro; o fato é que é um filme trash e ponto. Além de ser um filme trash, é também um dos mais absurdos, principalmente por conta de algumas cenas.

Uma pena que não se fazem mais filmes assim hoje em dia, com essa carga de trasheira, que fazem a gente rir. E não só isso; o filme também tem um clima de interior, com uma belíssima ambientação no casarão em fim de tarde, o que deixa-o ainda mais atraente, pelo menos para mim.

O diretor Bianchi sabe filmar cenas externas, com seus enquadramentos, ele pega muito bem os cenários, de uma forma até convidativa. É sério, desde a primeira vez que vi o filme, fiquei com vontade de conhecer aquele cenário, porque é muito bonito. De verdade.

Mas não é apenas o cenário que é atraente. Os efeitos de maquiagem dos zumbis são excelentes. Os zumbis são putrefatos, com vermes saindo das órbitas, os crânios cheios de terra, roupas maltrapilhas e andar lento. Aquele tipo de caracterização que não dá pra levar a sério, mas que é bem legal, daquele jeito exagerado que os italianos gostavam de fazer.

Os atores também não ficam atrás. São todos um bando de canastrões, fazendo caras e bocas e gestos exagerados na presença dos mortos-vivos. Impossível dizer qual é o “pior”, uma vez que todos exageram nas atuações. O pior é que nenhum dos personagens desperta nosso interesse; eles são simpáticos, cada um a sua maneira, mas não são interessantes, aqueles por quem a gente torce no final do filme. Eles não são assim! Desde que os zumbis surgem, a gente torce por eles, para que eles acabem com os vivos! É sério! O casal de “mocinhos” não convence, são dois completos idiotas; o mesmo vale para os outros.

Mas, tirando esse “detalhe”, é possível se divertir com Noites de Terror, seja pelos fatores já mencionados acima, seja pelo roteiro. Parece que nada faz sentido nesse filme! Para o expectador mais exigente, talvez seja assim mesmo, mas pra mim, não é bem assim. Eu sou do tipo que gosta de preencher os “furos” de um roteiro, até porque, nem sempre as pessoas dizem quais são. Talvez o principal aqui esteja no começo do filme, quando o professor – sempre barbudo, não é? – descobre um desenho num pedaço de pedra em uma caverna próxima, e, quando retorna, disposto a descobrir o restante, os zumbis são despertados. Para o expectador mais exigente, talvez não faça o menor sentido, mas para mim, é assim: o desenho que o professor removeu da parede da caverna mantinha os mortos aprisionados, e, uma vez que foi removido, eles foram libertados. E a tal da “Profecia da Aranha Negra”, descrita no filme, pode estar presente naquelas inscrições na caverna. Enfim, a minha interpretação é essa.

Como mencionado acima, os efeitos especiais são um destaque. Criados por Gino De Rossi – não o Maestro Giannetto de Rossi! – em parceria com Rosario Prestopino, eles são mesmo sensacionais, como já mencionado também. Não dá pra dizer qual zumbi é o melhor, mas, o meu favorito é o que surge por debaixo da terra, quando o casal protagonista está namorando na grama. De verdade, é um dos melhores. Destaco também o primeiro zumbi que aparece, logo no começo do filme, e mata o professor. O mesmo já não pode ser dito no final do filme, quando surge um zumbi com uma mascara de caveira. Por mais que tenham tentado torna-lo convincente, pra mim não funcionou.

Mas não são apenas os zumbis que fazem “a festa”. O filme é repleto de cenas gore, desde o começo. Sério. Eu falo de corpos sendo abertos, com os órgãos expostos, sendo comidos pelos zumbis, e sangue, muito sangue! Não sei como esse filme não foi parar na famigerada lista dos “Videos Nasties”, criada na Inglaterra nos anos 80. É sério, só pela primeira cena verdadeiramente gore, o filme poderia entrar nela sem esforço. Por mais nojentas que elas sejam, são bem divertidas, porque a própria burrice dos personagens contribui para que eles morram. A melhor cena é a cena da foice, onde uma das personagens é decapitada por uma foice gigante. Mais essa! Aqui, os zumbis utilizam armas para entrar na casa: foices, machados, enxadas, toras. Muito legal.

O filme chegou a ser lançado em VHS no Brasil, duas vezes, por duas distribuidoras. Na minha opinião, a mais picareta foi a Poderosa, que lançou com o título A Noite dos Mortos-Vivos, igual ao Clássico do saudoso George A. Romero! A outra, lançou com o título A Noite do Terror, com um zumbi com uma metralhadora na capa! Picaretagem da boa!

Mesmo assim, permaneceu raro durante muitos anos, até ser lançado em DVD pela Versátil Home Vídeo, em versão restaurada sem cortes, com áudio original em italiano, na excelente coleção Zumbis no Cinema 2.

Enfim, Noites de Terror é um filme muito legal. Um dos melhores filmes italianos de zumbis. Uma pérola trash muito divertida.

Recomendado.




Créditos: Versátil Home Vídeo






domingo, 17 de março de 2019

EVIL DEAD - UMA NOITE ALUCINANTE I - A MORTE DO DEMÔNIO (1981). Dir.: Sam Raimi.


NOTA: 10


EVIL DEAD - UMA NOITE ALUCINANTE I -
A MORTE DO DEMÔNIO (1981)
EVIL DEAD é um Clássico! Não apenas um Clássico do Terror, mas um Clássico do Cinema. Um marco do gore, é um filmes mais assustadores que eu já vi na vida.

Tudo começou em 2002, quando fui à locadora com meu irmão e minha mãe, como era costume nas noites de sexta-feira. Como sempre, fui à seção de filmes de terror e comecei a vasculhar as fitas. Acabei encontrando o VHS e resolvi alugar. Naquela mesma noite, botei no videocassete. O resultado foi uma noite de horror, tão grande que devolvi a fita no dia seguinte. Um tempo depois, aluguei a fita novamente e consegui assistir ao filme, com exceção da cena em que um dos monstros decepa a própria mão com os dentes – cena essa que me assustou da primeira vez. Mais tarde naquele mesmo ano, acabei comprando o DVD, que veio junto com o VHS do segundo filme, numa banca de revista. A experiência foi praticamente a mesma. Hoje em dia, reconheço o valor e a importância desse pequeno filme de horror.

Lançado em 1981, escrito e dirigido por Sam Raimi, não há duvidas de que é um dos maiores filmes de terror de todos os tempos, contando com legiões de fãs no mundo todo.
Com certeza, o que torna Evil Dead tão assustador é a sua simplicidade. Rodado com um orçamento mínimo, praticamente por estudantes de cinema, é a prova de que não se precisa de um orçamento gigantesco para se contar uma boa historia, independente do gênero. Raimi conseguiu grandes feitos, principalmente técnicos, com destaque para a maquiagem dos monstros e truques de câmera, que seriam aprimorados no segundo filme, lançado seis anos depois.

Um detalhe curioso é que na época em que o filme foi lançado, o que estava em vigor no cinema de horror eram os slashers, então, Raimi e sua equipe queriam fazer uma coisa diferente, fora de realidade, como explicou o astro Bruce Campbell, anos mais tarde. E de fato, conseguiram. Filmes sobre possessões demoníacas não eram novidade no cinema na época, porém, eram sempre voltados para o cunho religioso. Até onde eu sei, antes de Evil Dead, não houve nenhum filme sobre possessão demoníaca abordada dessa maneira. E com certeza, nunca houve depois.

Como mencionado acima, o filme, além de ser um marco do horror, é um marco do gore, ou talvez, um dos mais importantes filmes gore do cinema. E falo sério. Desde o momento que o primeiro personagem é possuído pelos demônios, Raimi não nega fogo, e mostra sangue de todas as formas, saindo de todos os lugares, principalmente nos momentos finais. Antes dele, talvez o maior filme gore do cinema tenha sido O Despertar dos Mortos (1978), do saudoso George A. Romero, que logo na abertura, contava com sequencias verdadeiramente sangrentas, criadas pelo mestre Tom Savini. Mas aqui, parece que Raimi foi mais fundo, com o exagero ao máximo, o que contribui para o clima assustador da historia.

Porém, não só de horror vive Evil Dead. Em certos momentos, principalmente no inicio, o diretor pega leve com o espectador, às vezes criando um clima de filme leve, até engraçado. E mesmo depois que a coisa pega fogo, ele apresenta momentos em que nada acontece, o que também ajuda a aumentar o medo e a tensão. E não é sempre que isso dá certo.

Outra coisa que o filme ajudou a fazer, foi popularizar, e por que não, criar o subgênero Cabin in the Woods, onde os personagens vão para uma cabana nas montanhas. Talvez o exemplo mais conhecido depois de Evil Dead seja Cabana do Inferno (2003), primeiro filme dirigido por Eli Roth.

Não sei o que outros cineastas que exploraram esse subgênero fizeram em seus filmes, mas, aqui, Raimi praticamente transforma a cabana em um personagem da historia, talvez um dos personagens mais importantes da historia, uma vez que os outros não podem sair, porque os espíritos demoníacos tomaram todo o ambiente. E o pior é que, de fato, não há lugar para onde eles podem ir, conforme o protagonista Ash e sua irmã descobriram quando tentaram escapar após a polêmica sequencia das árvores – que até hoje, rende discussões. E como eles, de certa forma, também nós nos sentimos presos àquele lugar, ainda mais quando as esperanças de fugir com vida vão diminuindo à medida que todos são possuídos.

Por falar nos personagens, dois merecem destaque. O primeiro com certeza é Ash, interpretado por Bruce Campbell. Para quem conhece o personagem hoje, com seu ar de bad boy, com uma motosserra na mão, caçando e despedaçando demônios, vai se surpreender. Aqui ele é apresentado quase como um medroso, sempre gritando e hesitando na hora de matar os monstros. Isso é claramente uma forma de construir o personagem, uma vez que no segundo filme, ele se torna-se aquele Ash J. Williams que todos nós conhecemos e adoramos hoje – e que com certeza, gostaríamos de ser ou então ter ao nosso lado numa briga com os demônios da franquia. Outro que merece destaque é sua irmã, Cheryl. Se no inicio da historia, ela mostra-se uma pessoa insegura com aquela aventura, após ser possuída pelos demônios, torna-se um monstro implacável. Alias, essa sempre foi uma característica da trilogia: mesmo com os outros personagens sendo possuídos, sempre um acaba se tornando o vilão principal. E logo no primeiro filme, a coisa fica feia. A criatura não poupa o personagem principal em momento nenhum, principalmente depois que foge do porão, onde estava presa.

Para finalizar, Evil Dead é um filme cheio de fãs. Desde o seu modesto lançamento, tornou-se um dos mais importantes filmes de todos os tempos, figurando na lista dos “1001 Filmes que Você Precisa Ver Antes de Morrer”, além de receber altas avaliações em sites especializados no gênero e outros. E o reconhecimento passou para suas continuações, que também contam com altas avaliações do publico.

Em 2013, recebeu um remake, que contou com Raimi e Campbell como produtores. Como todo produto do cinema de horror atual, o remake aposta mais no clima pesado e na falta de sustos. Pelo menos, contou com efeitos práticos que conseguem ser convincentes, mas, não superam o original em nada.

Enfim, Evil Dead é um grande filme. Um verdadeiro Clássico do Terror. Um dos Filmes Mais Assustadores de Todos os Tempos. Excelente.






sexta-feira, 15 de março de 2019

O ÚLTIMO TUBARÃO (1980). Dir.: Enzo G. Castellari.


NOTA: 10


O ÚLTIMO TUBARÃO (1980)
O ÚLTIMO TUBARÃO é a melhor Jaws Rip-off de todas.

Com uma trama que praticamente copia o Clássico de Spielberg, o filme é a definição de cópia descarada: super divertido, com atuações canastronas e efeitos especiais duvidosos. 

Um enorme tubarão aterroriza a pequena comunidade de Port Harbor. Como sempre, o prefeito não se interessa pela ameaça, e sim em ganhar dinheiro. Cabe então a dois especialistas em tubarões a responsabilidade de acabar com o monstro para sempre. 

Trama básica, não? Exatamente. Pois é aí que está o trunfo. Mesmo com todos os clichês do gênero, a fita consegue se superar, principalmente nas cenas em que o monstro aparece. Ele é de longe a melhor coisa do filme. 

Criado por Giorgio Ferrari - em colaboração com Giorgio Pozzi - o animal é totalmente inexpressivo, mas consegue convencer em todas as cenas, mesmo aquelas misturadas com tomadas de tubarões verdadeiros.

E sendo cria o cinema fantástico italiano, o filme é cheio de momentos absurdos, como a famosa cena do helicóptero - talvez a cena mais memorável. É um exagero completo, tanto no contesto como nas atuações dos atores.

Outro momento memorável é o combate final entre o "herói" Peter Benton (James Franciscus) e o vilão. A sequência possui a melhor cena do filme inteiro, quando o tubarão devora o amigo de Benton, momentos antes de ser morto por ele.

O filme é "famoso" pelo processo levantado pela Universal, que o considerou uma cópia não autorizada de seu Blockbuster. E ao que parece, sua circulação é proibida até hoje; no Brasil, foi lançado em VHS com o título Tubarão IV, como se fosse uma continuação da cinessérie. 

Chamado de Clássico da Sessão das Dez do SBT, O Último Tubarão é um dos melhores filmes de tubarão já feitos, e a minha Jaws Rip-off favorita.





AVISO.

  O LIVROS & FILMES DE HORROR está em recesso. Obrigado.