Mostrando postagens com marcador LITERATURA BRASILEIRA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LITERATURA BRASILEIRA. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de março de 2020

DOM CASMURRO (Machado de Assis).


NOTA: 9.5



DOM CASMURRO
Capitu traiu Bentinho?

Essa é a pergunta que todos nós, que já lemos o livro de Machado de Assis alguma vez na vida, sempre fazemos. Qual o objetivo do autor ao escrever essa obra? Bem, eu sinceramente não sei. O que eu sei é que até hoje, DOM CASMURRO é motivo de discussões.

Mas é só isso que faz deste um livro fascinante? Não. Na minha segunda excursão à ele, pude perceber que é muito mais do que um livro aberto a sugestões. É um dos melhores e mais divertidos livros que já li. A primeira vez que tive contato com ele foi durante a época da escola, quando resolvi encarar alguns clássicos da nossa literatura para o Vestibular. Dos poucos livros que li, a única experiência negativa foi com A Cidade e as Serras, do autor Eça de Queirós. O resto foi muito bem, e este aqui é um deles. Eu gostei da experiência, e ao contrario do que possa parecer, não achei um livro chato e ultrapassado; pelo contrario, foi uma leitura prazerosa.

E a sensação se repetiu nessa releitura, feita mais de dez anos depois, inspirada, curiosamente, pela novela Bom Sucesso, da Rede Globo. Curioso, não? Na verdade, eu já tentei reler o livro em outra ocasião, mas, provavelmente por causa da edição, não consegui concluir, então deixei de lado. Somente depois de ver o livro sendo mencionado na novela, é que resolvi dar outra chance a ele, desta vez em outra edição. E não deu outra.

Eu me diverti muito durante a leitura, principalmente quando Bentinho relata sua infância ao lado da família. O modo como ele os descreve é muito engraçado, como se todos fossem personagens de alguma comédia, principalmente o agregado José Dias, que vive com eles. O sujeito é um verdadeiro cara de pau em todas as suas ações, e parece não ter vergonha nenhuma. É o tipo de personagem que a gente se pega rindo quando lê o que ele faz, e foi justamente assim que me senti; tive vontade de rir sempre que lia alguma linha de diálogo. A mãe de Bentinho também não fica atrás. Sem duvida, a melhor característica dela é o fato de não desistir da promessa que fizera quando o filho nasceu: ele iria para o seminário. É o tipo de insistência que chega a ser engraçada de certa forma, porque, conforme Bentinho narra, isso o coloca em diversas confusões, principalmente por causa da sua vizinha, Capitu, que também se torna seu primeiro e único amor. Não sei as outras pessoas que já leram o livro, mas, para mim, essa historia não me parece um romance e sim uma comédia romântica dramática.

A respeito da escrita do autor, digo o seguinte. É um livro muito bem escrito. Não tive muitos problemas durante a leitura, e consegui visualizar as cenas sem problemas, principalmente as cenas da infância do protagonista. Ainda não tive acesso aos outros textos de Machado de Assis, mas imagino que sejam tão bem escritos quanto este. A leitura do livro também foi rápida.

Bom, vamos à principal questão da obra. Capitu traiu Bentinho, ou tudo não passou de imaginação dele? Eu sinceramente, não sei responder. Não me lembro a que conclusão cheguei após a leitura que fiz no passado, mas após essa releitura, tudo que posso dizer é: não sei a resposta. E olha que, em certo trecho, há certa “pista” de uma possível traição; mas, mesmo após esse trecho – e antes dele até – , fica difícil confiar na palavra do Bentinho, porque Capitu sempre se mostrou muito apaixonada por ele, desde a infância. Fica a dúvida.

Esse também foi o melhor momento da leitura em minha opinião, o namoro de Capitu e Bentinho. É o típico amor de juventude, onde tudo é maravilhoso e divertido e novo. Em vários momentos, pareceu que eu tinha voltado à minha própria juventude e estava vivendo o mesmo tipo de amor – sensação essa que já havia sentido em Memórias de um Sargento de Milícias, outro clássico da literatura brasileira, e um dos meus livros favoritos.

Alias, como mencionado acima, a tal promessa da mãe do Bentinho leva o protagonista a uma serie de confusões, principalmente por causa do romance dele com Capitu. Em um dos capítulos mais engraçados, ela arma um “plano” para ajudar Bentinho a fugir da promessa, mas dá tudo errado. E essas confusões vão aumentado ao longo do livro, o que torna a leitura muito mais prazerosa.

Existem também outras cenas cômicas no livro, como por exemplo, um sonho onde Bentinho se imagina matando Capitu; ou então, quando ele pondera se deveria ou não acabar com a própria vida, em virtude de suas desconfianças... Mas existem também momentos dramáticos, principalmente no final, quando o personagem conclui sua narrativa, completamente sozinho. Não chegam a ser momentos dignos de nó na garganta, mas, servem quase como um castigo para Bentinho, por duvidar da fidelidade da esposa. Talvez.

Mas, a pergunta que fica é: Machado de Assis deixou a resposta escondida em algum lugar do livro, ou seu objetivo era mesmo fazer o leitor tirar suas próprias conclusões? Acredito que jamais saberemos.

Enfim, o fato é que Dom Casmurro é um dos maiores clássicos da literatura brasileira; um livro que até hoje gera discussões e é motivo de estudos, tanto no Brasil, como no exterior.

Um livro muito bem escrito. Uma historia romântica e divertida, com personagens memoráveis. Um clássico da literatura brasileira. Divertido. Excelente.

Altamente recomendado.

E para concluir, uma ultima pergunta. Capitu traiu Bentinho?




sexta-feira, 15 de março de 2019

BODAS DE PAPEL (Daniel Moraes).


NOTA: 9.5



BODAS DE PAPEL
Em seu livro de estreia, Daniel Moraes faz um relato emocionante e surpreendente real em um livro de ficção.

O autor conseguiu me prender a atenção desde o prólogo, onde faz uma apresentação rápida e discreta dos protagonistas. Depois, apresentou o casal protagonista de forma simples e sincera, expondo suas características físicas e personalidades.

Ele deu também uma descrição detalhada dos cenários, fazendo com que eu me imaginasse naqueles lugares – além de imaginar como seriam Michelle e Michael.

O momento da descoberta do câncer de Michelle é feito aos poucos, bem como dever ser, pois, assim, segura o leitor até fim. A partir desse momento, me senti na obrigação de não parar de ler, porque queria descobrir o que iria acontecer à Michelle, Michael e seu filho.

O drama do casal foi descrito com maestria, e Daniel Moraes não teve vergonha de mostrar as emoções de ambos – principalmente de Michael. O autor também não mostrou pudores ao descrever as cenas de sexo do casal, e isso torna sua novela ainda mais surpreendente.

Mas o melhor ele deixou para o clímax, me fazendo imaginar qual seria o fim de Michelle. Ele o fez de uma maneira tão sincera que, quando comecei a ler sobre a chegada de Michael ao hospital, me surpreendi ao ver que outra situação acontecera.

E quanto ao final?

Olhe, nesse quesito, Daniel Moraes está de parabéns, porque, depois de um clímax tenso e dramático, ele deu um fantástico e emocionante final surpresa para sua novela. Um final digno – um final feliz.

Enfim, BODAS DE PAPEL, romance de estreia do escritor Daniel Moraes é um dos melhores livros que já li na vida e um dos mais surpreendentes também. O autor fez um belíssimo trabalho. Uma ótima obra.

Se você procura romance e emoção, BODAS DE PAPEL é o livro certo!

Recentemente, o autor assinou contrato com a Rouxinol Editora, e uma nova edição do livro foi lançada.

Acesse:


Totalmente recomendado.






SINOPSE "PARAÍSO AZUL".


PARAÍSO AZUL
Após lançar seu livro, a jovem bióloga Pamela Harris decide se aventurar novamente pelos mares. Apesar das opiniões contrárias de sua família e amigos, Pamela está determinada a levar a ideia adiante. Quando seu relacionamento termina, ela embarca em um avião rumo ao Caribe.
Uma vez hospedada em um hotel na ilha de Barbados, a jovem conhece Emily Barnes, de quem se torna amiga. Ao voltar para casa, mergulha no trabalho para esquecer seus problemas pessoais, mas recebe um convite para participar de uma conferência na Austrália, seu país natal. Durante as apresentações, ela conhece Allan Smith, Amber Campbell e Amanda Perkins, proprietários de uma pequena produtora de documentários de Los Angeles, e, rapidamente, convida-os para uma nova aventura pelos mares da Austrália.
De MATHEUS L. CARVALHO, esta é a história de uma incrível viagem pelos sete mares. Um livro repleto de aventura e emoção, que mostra como a persistência é a melhor forma de realizar nossos desejos.



SOBRE "PARAÍSO AZUL".



PARAÍSO AZUL
PARAÍSO AZUL, meu segundo livro é resultado de uma paixão: o fundo do mar.

Diferente de O Vale dos Lobos (2014), não há nada de sobrenatural neste livro. É uma história "normal", com situações que podem ocorrer no nosso dia-a-dia.

A protagonista dessa história é Pamela Harris, jovem bióloga marinha que, após de lançar seu livro, decide fazer novas viagens pelos mares.

Assim como em Vale, decidi ambientar a história fora do Brasil, mais precisamente nos Estados Unidos, Austrália e África do Sul. Para compor o enredo, utilizei vários conhecimentos que possuo sobre a vida marinha, principalmente tubarões e cefalópodes, animais mais presentes na narrativa. Os locais que menciono são reais, e foram descritos conforme informações que colhi na internet e que assisti em documentários.

Além da questão do fundo do mar, também abordo levemente a questão do contrabando, por meio de um personagem secundário. Esse fato surgiu naturalmente, enquanto eu escrevia a história. Nunca tive a pretensão de estendê-lo, para não perder o foco da narrativa.

O livro foi escrito durante a produção de Vale, e, ao contrário de seu antecessor, levou menos tempo para ser produzido.

Paraíso Azul é uma obra de ficção. Seus personagens e situações existem na imaginação de seu autor.

Recém-lançado pela Scortecci Editora, está disponível em seu site para venda.


Acesse:

Scortecci:

Catálogo de publicações:

Livraria Asabeça:

Portal do Escritor:


Portal Amigos do Livro:

Amazon:

Livraria Martins Fontes:


SINOPSE "O VALE DOS LOBOS".


O VALE DOS LOBOS
Sparrow, Alaska, 2002.
Vinte e seis anos depois da invasão de uma alcateia de lobos, a pequena cidade parece finalmente ter encontrado a paz; até que, um dia, novos lobos são vistos e o pânico se alastra novamente. O prefeito Jonathan Campbell convoca uma reunião, onde promete cuidar do problema. Mas, apesar de suas promessas, alguém não acredita nele: Paul Rydell, xerife da cidade. Rydell conhece muito bem Campbell, e sabe que ele dificilmente cumpre o que diz.
Em meio à essa rivalidade, algo acontece: a antiga secretária de Campbell é encontrada morta, com o corpo mutilado. Rydell e seus homens começam a investigar, mas não chegam a um resultado imediato. Durante a investigação, Paul relata a seus homens que no passado, a cidade foi invadida por uma alcateia, onde um policial foi morto. Rapidamente, eles suspeitam que os animais tenham algo a ver com a morte da mulher.
Alguns meses depois, uma freira é atacada e morta, nas mesmas circunstâncias que a secretária de Campbell. Desta vez, Rydell não tem dúvidas sobre o que aconteceu: ela foi morta pelos lobos. Agora, ele e seus homens precisam correr contra o tempo e impedir que novas mortes ocorram na cidade.
Ao mesmo tempo, precisam lutar contra Campbell, que está disposto a destruir a região montanhosa ao redor da cidade, conhecida como “Vale dos Lobos”, nome dado pelos índios que viviam ali no passado. Mas Rydell não medirá esforços para impedi-lo, pois acredita que o lugar está relacionado às mortes, principalmente por causa de um misterioso totem construído pelos índios, que segundo eles, possui poderes sobrenaturais.

SOBRE "O VALE DOS LOBOS".



O VALE DOS LOBOS
Meu primeiro livro, O VALE DOS LOBOS é minha interpretação da famosa relação entre homens e lobos. 
Neste livro, eu conto o que aconteceria se os lobos decidissem se vingar dos homens pelo que fizeram a eles durante séculos.
A inspiração para a história foi um filme de terror chamado Lobos (1981), sobre dois policiais que tentam descobrir quem está matando pessoas em Nova York. Porém, no filme, a razão para as mortes é a sobrevivência – no meu livro, é a vingança. 
O cenário escolhido foi o Estado do Alaska (EUA), principalmente uma pequena cidade chamada Unalaska, que serviu de modelo para minha Sparrow. Mas, apesar de Sparrow ser fictícia, eu menciono muitos lugares que realmente existem no Alaska. 
O motivo pelo qual decidi ambientar meu material nos Estados Unidos é porque me senti mais à vontade; pude imaginar mais, criar mais coisas fantásticas.
Além da revolta dos lobos, lido também com a questão do HIV, já que um dos personagens descobre ser HIV positivo, mas, lido com o assunto de forma natural, uma vez que a história se passa no início dos anos 2000, e, as pessoas portadoras do vírus podiam viver mais um pouco, ao contrário do que aconteceu no final dos anos 80, quando ele surgiu.
A trama possui elementos de história policial, mas, também apresenta elementos de terror e suspense.
O Vale dos Lobos é uma obra de ficção. Nunca houve um relato de um lobo ou alcateia de lobos atacarem o homem nos EUA. 
Lançado pela Scortecci Editora, o livro já disponível no site da Editora para venda.
Boa leitura!

Acesse:
ou

AVISO.

  O LIVROS & FILMES DE HORROR está em recesso. Obrigado.