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sexta-feira, 18 de outubro de 2024

HALLOWEEN 4 – O RETORNO DE MICHAEL MYERS (1988). Dir.: Dwight H. Little.

 

NOTA: 6


Dez anos após sua primeira aparição, Michael Myers está de volta em HALLOWEEN 4 – O RETORNO DE MICHAEL MYERS.

 

E chegamos a Halloween 4, o filme que retoma a linha do tempo que terminou em Halloween II, e que dá início à polêmica Trilogia de Thorn, que, na opinião de muitos críticos, destruiu a mitologia da franquia, além de não fazer muito sentido.

 

Além disso, esse filme também não se iguala ao primeiro, e nem ao segundo em questões técnicas e de roteiro, mas, mais detalhes sobre isso mais para frente.

 

Primeiro, vamos começar dizendo como essa sequência ganhou a luz do dia.

 

Depois da recepção fria do filme anterior, o produtor Moustapha Akkad queria retomar as raízes da franquia, ou seja, queria trazer Michael de volta. Sendo assim, ele chamou os criadores, John Carpenter e Debra Hill, para escreverem o roteiro, mas, a ideia deles se distanciou muito do que Akkad tinha em mente.

 

Segundo informações da internet, e de um livro que fala sobre as ideias rejeitadas de continuações para a franquia, o roteiro de Carpenter e Hill focava nas consequências do massacre de 1978, com a cidade de Haddonfield abandonando o Halloween, e com uma nova onda de assassinatos acontecendo, o que despertaria a possibilidade de que um novo Michael Myers estaria surgindo.

 

No entanto, a Akkad não gostou da proposta e rejeitou o roteiro, o que levou Carpenter e Hill a abandonarem a franquia, e Akkad a adquirir os direitos. Então, um novo roteirista foi contratado, e, segundo informações, ele teve de agir rápido, porque, naquele ano, uma greve de roteiristas estava prestes a estourar. O roteirista conseguiu finalizar o trabalho em alguns dias, mas não havia tempo para revisões e reescritas, o que prejudicou o resultado.

 

O diretor Dwight H. Little também não tinha muita experiência no cinema, e teve que trabalhar num ritmo acelerado para concluir o filme a tempo para o lançamento. Posso dizer que ele fez um trabalho decente, apesar de cometer alguns erros, principalmente na hora de montar o filme.

 

Assim como o primeiro, Halloween 4 foi rodado na primavera, o que levou os realizadores a se virar para encontrar folhas secas e abóboras para decorar os cenários.  Levando em conta o tempo que tiveram, eu diria que eles conseguiram se virar muito bem.

 

Na trama, Michael passa dez anos em um hospital, e será transferido para Smith’s Grove. No entanto, ele consegue matar os paramédicos e parte de volta para Haddonfield, com o intuito de matar sua sobrinha. Sabendo que Michael está à solta novamente, o Dr. Loomis decide ir à caça do assassino.

 

Passado esse resumo da trama, vamos falar sobre o filme em si.

 

Halloween 4 é um filme que tenta seguir a fórmula criada por Carpenter, além de tentar seguir também a fórmula dos slashers que estavam em vigor na época. Mas, além disso, ele se esforça para ser uma continuação, visto que apresenta novos personagens e situações que não estavam presentes nos filmes anteriores.

 

Eu vou sincero aqui e dizer que até gosto dos personagens novos, e eles funcionam bem no filme, principalmente a garotinha Jamie Lloyd, a filha de Laurie Strode, que, segundo a trama, morreu em um acidente automobilístico, o que levou Jamie a ser adotada por outra família.

 

A família de Jamie convence bem, e os atores não fazem feio em suas performances, assim como boa parte do elenco. A irmã mais velha, Rachel, se apresenta como uma possível final-girl certinha, que cuida da irmã mais nova e a leva para pedir doces no Halloween.

 

O mesmo pode ser dito a respeito dos outros jovens que compõem o elenco, o namorado de Rachel, e a filha do novo xerife, eles cumprem bem seus papéis.

 

No entanto, isso não livra o filme de muitos erros, principalmente no roteiro. Como eu disse acima, o roteiro foi escrito em poucos dias antes da greve, portanto, não foi possível fazer uma revisão, ou reescrevê-lo, o que leva o filme a apresentar situações absurdas, que não fazem sentido, em sua maioria.

 

A principal delas, para mim, é quando um dos homens do xerife informa a ele que descobriu que os demais policiais foram massacrados na delegacia. Isso não faz o menor sentido, visto que há repórteres na cidade, e também ocorreu um blackout. Como ele descobriu isso, então? Porque deve ter ouvido os linchadores comentando entre si? Como, se ele ficou na casa de Jamie o tempo todo? Eu não engulo essa cena.

 

Outro erro está na sequência final na caminhonete. De acordo com a cena, Michael surge por trás do veículo e mata todos os homens. Mas, como ele apareceu lá, se, na cena anterior, ele foi derrubado por um extintor de incêndio na escola? Em momento nenhum, ele é visto saindo da escola e se escondendo debaixo do veículo. Eu não sei como essa cena faz sentido.

 

Além disso, a montagem às vezes também parece não fazer sentido, principalmente na sequência de perseguição na escola, porque, parece que Michael está em vários lugares do prédio ao mesmo tempo, o que deixa a sequência mais confusa, e parece que a geografia do prédio é confusa.

 

Quando eu era mais novo, eu admito que não dava importância para esses problemas, mas, conforme fui ficando mais velho, com um certo senso crítico, fui percebendo o quão bagunçado é esse filme.

 

Outro problema apresentado por alguns críticos, é o visual do vilão. Após sua fuga, fica claro que Michael roubou o macacão de um mecânico, mas o problema é o visual de sua máscara. É mostrado que Michael a rouba de uma loja de fantasias, mas, ela não lembra em nada a máscara original, sendo aparentemente lisa, contando com os olhos negros e expressão facial neutra. Aliás, essa questão da máscara ficaria mal resolvida ao longo das demais continuações.

 

As cenas de morte também não são muito inspiradas; para falar a verdade, eu diria que elas aparentam terem sido censuradas pela MPAA, o que as deixou incompletas. Mas isso não as impediu de apresentar problemas, em especial, a cena em que a filha do xerife é empalada na parede por uma espingarda. Essa é mais uma cena que não faz o menor sentido, além de não ser nem um pouco prática e inverossímil.

 

E claro, não podemos deixar que falar do maior problema do filme – e das duas sequências –, que é a presença do Dr. Loomis. Conforme vimos em Halloween II, ele provoca uma explosão no hospital que deixa Michael incapacitado, e que, na teoria, deveria matá-lo. O fato de Michael sobreviver à explosão pode até ser perdoado, mas Loomis sobreviver e ficar com uma cicatriz minúscula no rosto e nas mãos também não é verossímil. Se foi uma condição imposta por Moustapha Akkad, mostra que realmente ele não estava interessando em coerências.

 

E a derrota de Michael deixa evidente que o fato dele ter sobrevivido em Halloween 5 também não faz sentido, principalmente por causa do local onde ele foi derrotado.

 

No entanto, apesar dos erros, Halloween 4 tem seus bons momentos, como boas cenas de suspense, além de contar com uma boa cena de ação na caminhonete, e uma ótima sequência de créditos iniciais, e uma boa trilha sonora.

 

Enfim, Halloween 4 é um filme bom. Uma continuação decente para a franquia Halloween, que traz seu principal personagem de volta, além de fazer adições razoáveis ao elenco. Um filme que contêm muitos erros, principalmente no roteiro, mas eles são compensados pela trilha sonora e por um elenco que atua bem.



 

terça-feira, 4 de junho de 2024

PRÍNCIPE DAS SOMBRAS (1987). Dir.: John Carpenter.

 

NOTA: 9


PRÍNCIPE DAS SOMBRAS é um dos meus filmes favoritos do diretor John Carpenter, porque é um dos filmes do cineasta que eu mais vejo.

 

Na teoria, o longa é um filme de terror, mas na prática, é um filme que contém muitas coisas ao mesmo tempo e muitos temas misturados.

 

O roteiro, escrito pelo próprio diretor – usando pseudônimo –, mistura física com religião e terror cósmico, além de contar com um elenco de muitos personagens.

 

Mas não se engane. Essa confusão tonal faz parte do charme do longa, que é feito com as técnicas milenares do cineasta, que faz aqui, um dos seus melhores filmes.

 

Na trama, o Padre Loomis recruta um professor de Física e seus alunos para investigar estranhos fenômenos que estão acontecendo na cidade de Los Angeles. Durante as investigações, eles descobrem que tais fenômenos estão relacionados a um estranho recipiente guardado no porão de uma velha igreja.

 

Parece uma trama simples, não é? Mas, conforme mencionei acima, o roteiro de Carpenter lida com vários assuntos diversos. O diretor lida com questões de Física e religião de uma forma que eu nunca tinha visto em um filme; ele quase junta os dois, como se fossem uma coisa só.

 

De acordo com o próprio diretor, a ideia veio por causa do interesse que ele tem nessas questões de Física, nas equações, etc., e com isso, criou um filme que merece ser visto com a mente aberta.

 

Eu acho que isso é importante. Assistir ao filme com a mente aberta, e não com o olhar de um Físico, ou Teólogo, porque Carpenter com questões um tanto quanto problemáticas, principalmente em determinado trecho, quando diz quem foi Jesus Cristo, e de onde Ele veio. Com certeza, não é todo mundo que vai engolir a explicação que o roteiro dá.

 

Conforme também mencionei acima, o roteiro contém um elenco bem grande de personagens, e acredito que Carpenter teve que fazer um malabarismo para conseguir colocá-los juntos na narrativa, visto a quantidade de atores ali presentes. Acredito que esse é um detalhe que pode deixar o espectador confuso, até mesmo porque, alguns deles não são mencionados pelo nome.

 

No entanto, apesar do elenco bem grande, temos um protagonista, o Padre Loomis, interpretado por Donald Pleasence, em sua terceira colaboração com Carpenter, que é o fio condutor da trama toda. Ao seu lado, temos outros personagens importantes, que estão presentes desde o começo. O primeiro é o professor Birack, que se mostra um conhecido do padre; temos também os alunos Brian, Catherine e Walter, um dos personagens mais divertidos do filme. Brian e Catherine são o casal de mocinhos, que acabam fazendo parte do time de físicos que são contratados para investigar o estranho cilindro com líquido verde. Eu confesso que tenho meus problemas com Brian, porque ele não me convence em alguns pontos do filme – não sei se é por causa do ator, ou por causa do próprio personagem. Walter é o aluno convencido, de quem ninguém gosta, que fala besteiras nos momentos errados.

 


Outro detalhe que merece ser mencionado é o cenário. O filme inteiro se passa dentro de uma antiga igreja em Los Angeles, e Carpenter soube aproveitar o cenário ao máximo. Sua câmera foca em diversos locais diferentes da igreja, mesmo tendo seu foco no porão, onde o recipiente misterioso está localizado. Aparentemente pequena do lado de fora, a igreja é bem grande do lado de dentro, com vários lances de escadas, e diversos quartos e uma enfermaria. É um cenário bem dinâmico.

 

Os efeitos especiais também merecem menção especial. Temos aqui efeitos de corpos se despedaçando, truques de maquiagem e insetos. A maquiagem do filme é muito boa, além de contar com alguns efeitos de body horror, principalmente quando o receptor do líquido verde é revelado. O corpo e o rosto do personagem em questão fica coberto de feridas e pústulas, dando um aspecto até que nojento, diga-se de passagem.



O efeito do líquido verde também é digno de nota. Ao longo do filme, ele aparenta estar rodando dentro do cilindro, e o efeito não se perde nem mesmo quando o recipiente é filmado em planos abertos. Temos também efeitos de gotas e rachadas do líquido caindo de baixo para cima, com truques muito bem feitos.

 

Além da maquiagem e efeitos do líquido, temos também a presença de insetos e minhocas, e são muitos deles, principalmente na cena em que um personagem se desfaz diante dos protagonistas, coberto por milhares de besouros. Temos também minhocas presas na janela e formigas se acumulando no formigueiro. Faço ideia de como esses efeitos foram criados, de tão bem feitos que são.

 

Vale aqui também uma menção ao estranho líquido verde. No primeiro momento, não sabemos exatamente qual sua origem, ou seu significado, mas fica claro que ele é capaz de se infectar diversas pessoas, sendo passado de uma para outra por meio de jatos. Ele permanece um mistério, até que o professor revela ao padre que todas as partículas do mundo possuem um reflexo, então, o padre chega à conclusão que o líquido seja um fluído do próprio Satã, mesmo que isso não fique explícito no roteiro.

 

E por fim, além das questões religiosas e físicas, temos também um pouco de viagem no tempo, visto que os personagens têm um sonho específico, com a entrada da igreja e com uma figura negra misteriosa; a voz presente no sonho informa ao espectador que a mensagem está sendo passada do ano de 1999, ou seja, do futuro. Talvez, tal sonho signifique que o mundo está acabando, e que o Apocalipse chegará no ano de 1999, conforme se acreditava.

 

E antes de encerrar, temos uma participação especial de Alice Cooper, no papel de um líder de um grupo de moradores de rua que são infectados pelo líquido de forma indireta. Mesmo com a pouca presença, o cantor rouba a cena quando aparece, e seu personagem é muito assustador.

 

Foi lançado em Blu-ray no Brasil pela Obras-Primas do Cinema, em versão remasterizada em 4k, aprovada pelo diretor de fotografia, com muitos extras.

 

Enfim, Príncipe das Sombras é um filme excelente. Um filme bizarro, que mistura diversos assuntos ao mesmo tempo, além de contar com muitos personagens em seu elenco. Uma trama sobrenatural de mistério e terror cósmico, contada com a maestria característica do diretor John Carpenter. O diretor lida com questões religiosas e de Física de maneira brilhante, e cria uma trama bem elaborada. Um dos melhores filmes do diretor. Altamente recomendado.


Créditos: Obras-Primas do Cinema.


sábado, 30 de outubro de 2021

HALLOWEEN II – O PESADELO CONTINUA (1981). Dir.: Rick Rosenthal.

 

NOTA: 9.5



Não há dúvidas que Halloween – A Noite do Terror (1978) é um dos maiores filmes de terror de todos os tempos, e um clássico absoluto do gênero Slasher. Motivados pelo sucesso do primeiro filme, e inspirados pelo sucesso de outros exemplares do gênero, os produtores logo se animaram para lançar uma sequência. HALLOWEEN II – O PESADELO CONTINUA foi a primeira delas, distribuída pela Universal e produzida por Dino de Laurentiis.

 

Lançado em 1981, o filme é uma continuação direta do Clássico de John Carpenter, pois começa exatamente onde o primeiro filme parou, algo raro de ser nas continuações, mesmo hoje em dia. Aliás, esse é o primeiro ponto positivo do filme, porque geralmente, sequencias tendem a começar de forma independente, muitas vezes com passagens de tempo entre um filme e outro, mas aqui foi diferente.

 

Halloween II é um exemplo de sequência que não ofende o filme original, pelo contrário, chega a ser tão bom quanto, mesmo sem o brilhantismo do antecessor. Inclusive, conforme mencionado em diversos sites, os dois filmes juntos formam um longa único com 3 horas de duração. Outra coisa que é sempre mencionada, é que este é conhecido pelos fãs da franquia como o “Filme do Hospital”, uma vez que a historia se passa dentro do Hospital Memorial de Haddonfield, o que, para muitos, é motivo de algumas criticas, mas, mais detalhes sobre isso adiante. E outra coisa que chama atenção no filme, é o fato de haver mais sangue, ação e violência e cenas icônicas, mas não entrarei em detalhes ainda.

 

O fato é que Halloween II é um dos melhores da franquia, justamente por ser um filme que de certa forma, tentou seguir a tradição do primeiro filme, mantendo um clima de suspense e mistério, apesar de também apresentar cenas de violência e nudez, algo que não estava presente no filme anterior. O principal motivo para tais mudanças foi o fato de que naquela época, o gênero Slasher já apresentava tais características, principalmente nos primeiros filmes da franquia Sexta-Feira 13, cuja primeira sequência foi lançada no mesmo ano. Então, o jeito foi seguir a formula. E deu muito certo.

 

Eu sou um grande fã de Halloween II, e considero um dos meus favoritos da franquia. Eu assisti ao filme pela primeira vez em 2002 e gostei imediatamente, principalmente porque naquela época, eu estava descobrindo a franquia, então, quando surgiu a oportunidade, eu agarrei. Até hoje, eu gosto muito do filme e fica melhor a cada revisão. Aliás, conforme mencionei outra vezes, eu sou um fã assumido da franquia – menos dos filmes que vieram depois de Halloween H2O no inicio dos anos 2000 – até mesmo dos mais problemáticos, principalmente Halloween 5 e Halloween 6 (somente a Versão do Produtor). Felizmente, a franquia voltou com tudo em 2018, com o maravilhoso reboot de David Gordon Green, e suas duas continuações.

 

Halloween II foi novamente produzido por Moustapha Akkad e Irwin Yablans, que demonstraram interesse em realizar uma sequencia após o sucesso do gênero Slasher nos cinemas; então, para isso, chamaram novamente John Carpenter e Debra Hill; no entanto, na época, ambos estavam envolvidos na produção de A Bruma Assassina (1980), que seria lançado pela Avco Embassy. Tanto Carpenter quanto Hill na realidade não tinham muito interesse em uma sequência de Halloween, pelo menos não tão cedo, mas mesmo assim, acabaram entrando no projeto, mesmo após desavenças com Yablans, que acabou processando Carpenter após este se desvincular do projeto inicialmente e se dedicar à Bruma. Para prestar auxilio, o produtor Dino de Laurentiis também acabou se envolvendo, mesmo que por meio de sua companhia, a Dino de Laurentiis Corportation. No final, Carpenter e Hill escreveram o roteiro e assumiram o cargo de produtores, mas novos problemas surgiram. Segundo o próprio Carpenter, ele mesmo não gostou do trabalho que fez no roteiro, tendo inclusive, declarado que o escreveu enquanto bebia sua cerveja favorita, o que acabou explicando algumas decisões na trama – inclusive a principal delas. E além de escrever o roteiro e co-produzir, Carpenter também ficou novamente responsável pela trilha sonora, e contou com a ajuda de Alan Howarth; mas mesmo assim, o diretor acabou não se envolvendo tanto, porque acabou se dedicando a O Enigma de Outro Mundo, sua obra-prima, que sairia no ano seguinte. Mesmo assim, a trilha sonora ficou muito boa, principalmente o tema principal, que ganhou uma ótima variação. E para completar, Carpenter e Hill ainda estavam envolvidos com a produção de Fuga de Nova York, lançado no mesmo ano.

 

Halloween II, inicialmente, seria dirigido por Tommy Lee Wallace, que trabalhou no original como designer de produção e co-editor. No entanto, após o ler o roteiro, Wallace detestou e acabou abandonando o projeto, que acabou sendo dirigido por Rick Rosenthal, um conhecido de Carpenter, aqui em sua estreia na função. O diretor fez um ótimo trabalho e se mostrou muito competente, principalmente como diretor de atores, e conseguiu arrancar ótimas performances de seu elenco.

 

O filme marcou o retorno de Jamie Lee Curtis e Donald Pleasence à franquia, nos respectivos papeis de Laurie Strode e Dr. Loomis. Além deles, os atores Charles Cyphers e Nancy Stephens também retornaram, reprisando seus papeis. Cyphers não tem muita presença em tela, realmente, mas sua participação é memorável. Outros como a enfermeira-chefe Sra. Alves; os motoristas de ambulância, Jimmy e Budd; as enfermeiras Janet e Jill; e o vigia Sr. Garret; além do policial Hunt, completam o elenco de novos personagens do longa, e todos são muito bons, assim como os atores que os interpretam. Além do elenco, o diretor de fotografia Dean Cundey também retornou, e seu trabalho é excelente, principalmente nas cenas dos corredores escuros do hospital, que ganharam um clima soturno e macabro.

 

Alias, como mencionado acima, Halloween II é conhecido como o “Filme do Hospital”, e devo dizer que funcionou muito bem, porque eu acho que se o roteiro tivesse optado por uma trama parecida com o primeiro filme, talvez o resultado não fosse tão bom assim. No entanto, apesar da inovação na trama, para os mais exigentes, ela apresenta um grande problema: não tem absolutamente ninguém naquele hospital! Não sei realmente como os hospitais são retratados nos filmes americanos, mas, devo dizer que não me importo tanto assim para esse detalhe; claro, ver um hospital vazio e escuro num filme é estranho, mas isso não faz muita diferença para mim. Eu gosto desse clima.

 

Além de ser considerado o “Filme do Hospital Vazio”, Halloween II é o filme da franquia com as cenas de morte mais memoráveis para os fãs, e são muitas. Carpenter e Hill capricharam na violência aqui, com direito a mortes verdadeiramente sangrentas e pesadas, principalmente dentro do hospital. Temos também algumas cenas ótimas fora do hospital, sendo a melhor delas, a cena do atropelamento seguido da explosão de uma van. No entanto, as cenas mais famosas ficam mesmo dentro do hospital, com destaque para a enfermeira que tem seu rosto mergulhado em uma piscina de água quente, além da outra enfermeira que é levantada no ar após ser esfaqueada por um bisturi; além, é claro, da destruição de Michael, no final.

 

Não posso concluir este texto sobre Halloween II sem mencionar Michael Myers. Se no primeiro filme, nós tínhamos um Michael Myers mais misterioso, com ares de stalker, aqui a coisa é diferente. Michael assume uma personalidade mais mortal, que mata suas vítimas com requintes de crueldade, e ele praticamente não poupa ninguém. O vilão percorre os corredores do Hospital de Haddonfield como um predador a procura de sua presa, e não mede esforços para encontrá-la e matá-la. Em relação ao seu visual, temos aqui o que talvez o “Michael Myers de Halloween II”, com a mascara um pouco deformada e a gola do macacão rente ao pescoço, e o bisturi ao invés da faca. Além disso, temos o famoso visual no final do filme, com sangue escorrendo pelos olhos da máscara. Mesmo assim, ele continua o mesmo, e tais mudanças são quase imperceptíveis.

 

Outra coisa que ronda pela internet, é o fato de Halloween II ser o filme que “definiu” a franquia, ou seja, ele estabeleceu os rumos que a franquia tomaria nos anos seguintes, e muito disso provavelmente se deve ao fato de Carpenter ter escrito o roteiro enquanto bebia sua cerveja favorita – sem julgamentos, pelo amor de Deus! Quer dizer, talvez não seja exatamente o caso, mas o fato é que o filme apresenta situações que foram seguidas nas continuações, como por exemplo, a cena da escola, onde a palavra “Samhain” está escrita com sangue na lousa. Essa cena serviu para estabelecer a ligação de Michael Myers com a cultura druida e a celebração do Festival de Samhain, além de estabelecer ligação com a famigerada “Maldição de Thorn”, o que transformou o personagem numa entidade sobrenatural ligada a rituais de sacrifícios e seitas, conforme estabelecido em Halloween 5 e principalmente em Halloween 6. Outra coisa que Carpenter acrescentou aqui foi o fato de Laurie Strode – ALERTA DE SPOILER!ser irmã de Michael Myers, o que explica a obsessão do maníaco por ela. Segundo Carpenter, ele estava sem ideias para o filme e resolveu acrescentar esse detalhe na historia, talvez para explicar por que Michael persegue Laurie. Tal fato foi estabelecido nas sequencias, principalmente em Halloween H2O, onde Laurie e Michael se reencontram e se enfrentam como irmão e irmã. Nas demais continuações, os laços familiares aparecem na perseguição de Michael a sua sobrinha, mas, mais detalhes sobre isso nas resenhas de Halloween 4, Halloween 5 e Halloween 6 – Versão do Produtor.

 

Halloween II foi lançado nos cinemas em 30/out/1981 – há 40 anos – e tornou-se um sucesso de bilheteria, apesar das críticas negativas. O sucesso do filme inspirou John Carpenter e Debra Hill a produzir mais uma sequência, Halloween III – A Noite das Bruxas, lançado no ano seguinte, mas que tomou um caminho diferente, conforme veremos no futuro.

 

Foi lançado em DVD no Brasil, mas permaneceu fora de catálogo por anos, até ser lançado em Blu-Ray pela Obras-Primas do Cinema, numa edição caprichada, em versão restaurada, juntamente com o Clássico de John Carpenter, que também foi lançado em versão restaurada em 4k, além das versões estendidas para TV. Lá fora, os cinco primeiros filmes da franquia receberam um lançamento recente em novas versões restauradas em 4k, com artes de capa muito bonitas. Não sei se chegarão aqui no Brasil, principalmente os dois primeiros, mas, não custa sonhar, não é mesmo?

 

Enfim, Halloween II – O Pesadelo Continua é excelente. Um filme cheio de ação, violência, e cenas que são lembradas com muito carinho pelos fãs da franquia. Um exemplo de sequência que não ofende o filme original, pelo contrário, merece lugar ao seu lado, mesmo não contendo o brilhantismo do antecessor. O retorno de Michael Myers e outros personagens clássicos, aliados a um roteiro bem amarrado, uma direção afiada e trilha sonora inspirada, fazem deste um dos melhores filmes da franquia Halloween. Excelente. Sangrento. Arrepiante.

 

FELIZ DIA DAS BRUXAS!


Créditos: Obras-Primas do Cinema



Acesse também:

https://livrosfilmesdehorror.home.blog/

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

HALLOWEEN, A NOITE DO TERROR (1978). Dir.: John Carpenter.


NOTA: 10


HALLOWEEN, A NOITE DO TERROR
(1978)
HALLOWEEN, A NOITE DO TERROR, é, sem duvida, a obra máxima de John Carpenter. Lançado há 40 anos – completa 41 anos de lançamento em 25/out – , ainda é o maior exemplar do gênero Slasher. Além disso, é um dos maiores filmes de terror de todos os tempos.

O que o torna um filme excepcional é a própria historia. Vale lembrar que quando o filme foi lançado, o gênero ainda engatinhava no cinema; o único exemplar lançado até então era o excelente Noite de Terror (1974), do diretor Bob Clark, considerado o primeiro Slasher da historia. Nessa época, o Slasher tinha algo de especial, simplesmente porque os responsáveis sabiam como contar uma historia. Ou seja, não havia necessidade de mostrar sangue o tempo todo na tela; antes disso tudo, havia um enredo, com personagens estabelecidos, enfim. Coisas que fazem muita falta hoje em dia.

Halloween é perfeito até hoje, não apenas pela historia redonda, mas também pela maneira como foi produzido. Claramente um filme de baixo orçamento, rodado em pouco tempo, com atores novatos, quase sem nenhum efeito especial... A fórmula para se contar uma boa historia, conforme já mencionei varias vezes.

Carpenter soube fazer grandes coisas com o orçamento que dispunha. Como exemplo, Jamie Lee Curtis e suas colegas não tinham dinheiro para o figurino, então, usaram suas próprias roupas; a icônica máscara do assassino Michael Myers foi confeccionada a partir de uma máscara do Capitão Kirk de Star Trek, e outras coisas mais. Viram como é possível fazer um grande filme com o mínimo possível de recursos?

O roteiro, escrito por Carpenter e sua colega Debra Hill, é excelente. Não tem nenhuma ponta solta, e durante boa parte da historia, não mostra nada de assustador, apostando mais no suspense. Além disso, não acontece uma carnificina, coisa esperada em filmes do gênero; ao contrário, Michael mata apenas cinco pessoas, e não há sangue em nenhuma das cenas, uma delas acontece off-screen. O único momento em que o filme mostra uma certa quantidade de sangue, é no inicio, quando Michael esfaqueia sua irmã.

Aliás, essa é outra grande tirada do roteiro. Ao contrario dos filmes de hoje, onde é preciso haver uma explicação para determinados eventos assustadores, Carpenter não diz absolutamente nada sobre o passado de Michael Myers. Em menos de 10 minutos, ele já mostra o garoto esfaqueando a irmã e depois sendo descoberto pelos pais, que removem sua mascara e revelam sua expressão neutra. E já é suficiente. Não há necessidade nenhuma de contar quem era o garoto antes do assassinato da irmã, nem de contar por que ele se tornou um assassino. Existem coisas que é melhor não explicar, e ponto.

Outro mérito do filme é a sua trilha sonora, composta por Carpenter. É uma das trilhas mais memoráveis do cinema de horror, ao lado da trilha de Psicose (1960), com certeza. É aquele tipo de trilha que quando escutamos, já sabemos de qual filme se trata; e o melhor, não fica chata de ouvir. Eu gosto muito dessa trilha, é uma das melhores, talvez a melhor, composta pelo diretor. E também se tornou uma das marcas do filme, ao lado do vilão Michael Myers.

O elenco também se destaca. Jamie Lee Curtis, em seu primeiro filme, está perfeita como Laurie Strode, a final girl. Inclusive, acho que ela se tornou o modelo para as futuras final girls do gênero: ingênua, tímida, virgem, inteligente... O tipo de mocinha perfeita, que vencerá o mal e sobreviverá no final. Suas colegas de elenco também não fazem feio. Nancy Loomis e P.J. Soles também estão ótimas nos papeis de Annie e Lynda, respectivamente; os outros coadjuvantes também estão muito bem. Mas, ninguém está melhor do que o astro Donald Pleasence, no papel do Dr. Sam Loomis. Ao lado de Blofeld, de Com 007 Só se Vive duas Vezes (1967), esse o papel mais memorável do ator. Loomis é implacável, e não mede esforços para encontrar Michael. Mesmo com pouca presença, Pleasence rouba a cena, e faz de Loomis um personagem memorável. Em certo momento do filme, Loomis proclama um dos mais famosos monólogos do cinema de horror, em uma cena muito bem feita:

“Eu o conheci há 15 anos; disseram-me que não havia nada.
Nem razão, nem consciência, nem compreensão, 
ou a mais remota noção de vida ou morte; bem ou mal; certo ou errado.
Eu conheci esse menino de 6 anos com esse rosto vazio, 
pálido, sem emoção, e... olhos negros. Os olhos do Mal. 
Eu passei 8 anos tentando alcança-lo, e depois mais 7 tentando 
mantê-lo preso, porque eu sabia que o que existia por
trás dos olhos daquele menino era pura e simplesmente... o Mal.”

Sem duvida, uma das melhores falas do filme, e Pleasence o faz de maneira brilhante, sem apelar para caras e bocas e gestos exagerados. O tipo de cena que merece ser estudada, não apenas pela atuação de Pleasence, mas também pelo roteiro. Uma cena brilhante.

Ainda sobre Loomis, é possível ver que ao longo do filme, ele se transforma num personagem obcecado. Como mencionado acima, ele não mede esforços para encontrar Michael, mas tem um porém aí. Ele não está disposto a sacrificar alguém; pelo contrario, está disposto a se sacrificar para capturar o vilão. Na minha opinião, é um dos melhores anti-heróis do gênero. Sim, porque o Dr. Loomis não é um herói, que salva a cidade da ameaça do vilão. É mais um anti-herói.

Halloween é um Slasher. É fato. E como tal, apresentou uma fórmula que se repetiria a exaustão pela década seguinte:

1) É preciso ter acontecido algo ruim no passado;
2) Você precisa apresentar um grupo de adolescentes sozinhos em um ambiente em que não podem contar com a ajuda de adultos;
3) Se você fizer sexo, você vai morrer;
4) Deve ter a cena do “don’t go in there!”;
5) You can’t kill the Boogeyman.

Essas eram as “regras” estabelecidas pelo gênero naquela época, além das demais apresentadas pela franquia Pânico, nos anos 90. As principais eram, talvez, a dos adolescentes cheios de libido que transam loucamente e são mortos pelo assassino; e a final girl, que é a garota tímida e virgem, que sempre derrota o assassino. No quesito anterior, Halloween tem outra coisa: os adolescentes libidinosos são extremamente folgados. Meu Deus, como são folgados! Isso vale tanto para a Annie, quanto para a Lynda, e o namorado dela, o Bob. Eles não têm vergonha nenhuma na cara, e transam sem pudor na casa dos outros. Não sei como uma coisa dessas é permitida, mas, funciona. Vou ser honesto, não gosto muito das amigas da Laurie por causa disso, mas, ao contrario do que viria depois nos outros filmes do gênero, elas são personagens simpáticas, bacanas, até, o tipo de amigos que todos nós tivemos no colégio.

Esse é também outro ponto. A nostalgia. Quando eu assisti esse filme pela primeira vez, eu ainda estava na escola, então, eu me identificava muito com aqueles estudantes na sala de aula, escrevendo em seus fichários. Eu adoro essa sensação que o filme me passa, ainda hoje. Dá vontade de voltar àqueles tempos de colégio. Os outros filmes da minha coleção que passam a mesma sensação são Carrie, A Estranha (1976) e Christine, O Carro Assassino (1983); no entanto, desses três, Carrie possui impacto maior – mas esse é assunto para outra resenha.

Como mencionado acima, o roteiro de John Carpenter e Debra Hill foca muito mais no clima de suspense do que no terror. Como já mencionei em outras resenhas, é o tipo de filme que faz muita falta hoje em dia, porque existe uma historia sendo contada. Hoje em dia, o filme pode parecer arrastado para os mais exigentes, mas, para mim, isso ainda funciona; tanto que, até a metade do filme, nada de assustador acontece – assustador no sentido “horror” da palavra, porque a tensão está presente em todos os momentos. Nós quase não vemos Michael durante o filme, ele está sempre na penumbra, observando as adolescentes, antes de mata-las; e quando a primeira delas morre, já se passaram mais de 40 minutos de filme. Hoje em dia, é muito difícil se ver um filme construído dessa maneira. E as outras mortes também demoram um pouco para acontecer, e acontecem do mesmo jeito: na base do suspense e da lentidão da cena. E como mencionado também, aqui morrem somente cinco pessoas. E, apesar de ser um Slasher, não há uma gota de sangue. É perfeito.

Não posso encerrar esse texto sem falar sobre Michael Myers. O que dizer sobre ele? Michael é, sem duvida, um dos maiores vilões do cinema de horror. Uma figura que vive nas sombras, um stalker, um voyeur, implacável, selvagem... Tudo isso e um pouco mais. Michael é uma força da natureza, o Mal encarnado, conforme Carpenter definiu. É um vilão que não precisa de origem, nem de explicação para seus atos; uma figura que mete medo só de olhar para ele; nada consegue impedi-lo. É o vilão perfeito. E já aqui, Carpenter apresentou a ideia de que o assassino não pode morrer, algo estabelecido também nos filmes seguintes. E outra coisa que o torna assustador, é o fato de não conseguirmos vê-lo direito. Carpenter e o diretor de fotografia Dean Cundey foram muito espertos nesse sentido; Michael passa boa parte do filme escondido nas sombras, e só conseguimos vê-lo ao longe, sem mostrar seu rosto. Ele só aparece mesmo nos momentos finais, por poucos segundos. Sua icônica máscara rendeu uma das historias mais famosas de bastidores. Um dos problemas estabelecidos no roteiro é justamente a máscara do assassino. Em certo ponto, Carpenter cogitou utilizar uma máscara de palhaço, mas não agradou. Então, eles alteraram o roteiro, e substituíram a mascara. Então, o diretor de arte, Tommy Lee Wallace, foi a uma loja de fantasias e comprou uma máscara do ator William Shatner, famoso pelo seriado Star Trek, onde interpretava o Capitão Kirk. Eles então cortaram mais os olhos, pintaram-na de branco e pintaram o cabelo de preto. O resto é historia. Michael Myers fixou seu lugar no hall dos vilões do cinema de horror.

Halloween tornou-se um sucesso de bilheteria, arrecadando mais de 70 milhões de dólares, em comparação ao orçamento de US$ 300 mil. Por anos, tornou-se o filme independente de maior bilheteria de todos os tempos, perdendo o posto para As Tartarugas-Ninja (1990).

O sucesso do filme motivou o lançamento de uma sequência, Halloween II, de 1981, considerado tão bom quanto o primeiro. O filme seguinte, Halloween III (1983), dirigido por Tommy Lee Wallace, foi um fracasso de bilheteria, por não apresentar os personagens dos filmes anteriores. A franquia retornou em 1988 com Halloween 4, O Dia das Bruxas, com Michael Myers e o Dr. Loomis de volta. Halloween 5, A Vingança de Michael Myers, foi lançado em 1989, e na opinião de muitos, começou a apresentar a queda de qualidade da franquia. A verdadeira “queda de qualidade” só viria mesmo em Halloween 6, A Última Vingança, lançado em 1995, e ultimo filme de Donald Pleasence, que faleceu antes do termino das filmagens. Halloween 6 teve inúmeros problemas de bastidores, sendo esquartejado pelo estúdio, e lançado duas vezes: a primeira, lançado nos cinemas, mostrou-se uma verdadeira bomba; já a segunda versão, batizada de Producer’s Cut, é considerada a mais próxima da versão final, além de apresentar diferenças na narrativa. Em 1998, a série foi retomada com Halloween H2O: Vinte Anos Depois, novamente com Jamie Lee Curtis no papel principal e Steve Miner na direção. H2O tornou-se o primeiro reboot da franquia, porque ignorou tudo o que foi feito depois do segundo filme, além de terminar de maneira a saga de Michael Myers de forma definitiva. Infelizmente, não foi bem assim. Eu pessoalmente adoro todos os filmes da franquia – que para mim, acaba em H2O – até mesmo “os ruins” Halloween 5 Halloween 6 – Producer’s Cut.

Enfim, Halloween, A Noite do Terror é um Clássico absoluto. Um dos maiores filmes de terror de todos os tempos. Mesmo depois de 40 anos, ainda se mantém imbatível. Uma história muito bem contada, redonda e sem pontas soltas. Um clássico dos Slashers, e sem dúvida, o maior filme do gênero. Brilhante. Assustador. Tenso. Um filme excelente.  

Altamente recomendado.







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