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quinta-feira, 18 de maio de 2023

SEXTA-FEIRA 13 – PARTE 6 – JASON VIVE (1986). Dir.: Tom McLoughlin.

 

NOTA: 8


Antes de falar sobre o filme, vou deixar um recado. Esta é a ultima resenha a respeito da franquia Sexta-Feira 13, porque é o ultimo filme da franquia que tenho na minha coleção, e também porque os demais não foram lançados no Brasil em mídia física.

 

Bom, dado o recado, vamos lá.

 

Após o desempenho ruim da Parte 5, a Paramount decidiu trazer Jason de volta, e o resultado foi SEXTA-FEIRA 13 – PARTE 6 – JASON VIVE, dirigido por Tom McLoughlin.

 

Na opinião de muitos fãs da franquia, este é o segundo melhor depois do primeiro, talvez pela forma como foi contado. Ao contrário do tom sério dos filmes anteriores, aqui temos um longa conduzido pelo humor negro e pelas situações absurdas no roteiro.

 

Eu pessoalmente não considero esse um dos meus favoritos, mas admito que é muito legal. No entanto, eu ainda prefiro os quatro primeiros.

 

Mas vamos lá. Sexta-Feira 13 – Parte 6 é mais um filme focado no personagem do Tommy Jarvis, que esteve nos dois filmes anteriores, ganhando destaque na franquia como sendo uma espécie de nêmesis do vilão. Aqui, temos o personagem adulto novamente, disposto a provar que Jason está a solta, após ser revivido numa noite de tempestade. No entanto, ninguém acredita nele e somente descobrem a verdade após o assassino surgir diante deles.

 

É um roteiro bem amarrado, porque foca na trama de Tommy e sua busca para derrotar o vilão. Além disso, temos de fato a trama de um acampamento funcionando, porque temos crianças que estão realmente acampando no Crystal Lake, que aqui foi renomeado, justamente para tentar apagar a lenda do vilão.

 

Além disso, temos algumas cenas que envolvem um humor negro até que involuntário, com direito a quebras de quarta barreira, principalmente nas cenas envolvendo o coveiro do cemitério. Os personagens também contribuem para esse tom de humor, com tiradas espertas, muitas delas dadas pelos personagens secundários.

 

Uma das mais notáveis é a sequência do jogo de paintball, uma sequência aleatória, que surge do nada, com personagens estúpidos, que estão lá apenas para morrerem nas mãos de Jason. E as cenas de morte dessa sequência são bem criativas, com direito a membros arrancados e um rosto sendo prensado numa arvore com um smile desenhado nela. Nessa cena também é estabelecido como Jason conseguiu sua machete, arrancando-a de um dos jogadores. Na verdade, ao longo da franquia, nós vimos que o vilão conseguiu várias machetes diferentes, mas parece que foi aqui que a machete definitiva do personagem foi conquistada – mesmo que ele não faça uso dela nos demais filmes.

 

Conforme mencionado acima, aqui temos o retorno de Tommy Jarvis, mas também temos outros personagens bem interessantes, como o Xerife Garris, que faz de tudo para conter o protagonista porque não acredita nele; temos também a filha do xerife, que simpatiza com Tommy e decide ajuda-lo; como sempre, temos os monitores do acampamento, sendo todos muito bem estabelecidos e bem escritos. Os demais personagens também não fazem feio.

 

No entanto, o melhor personagem é o vilão. Aqui temos a primeira aparição da versão zumbi de Jason, visto que ele ressuscita de seu tumulo com ajuda de um raio. O vilão está em forma aqui, alto, brutal, implacável, com sua característica máscara de hóquei, luvas de couro e um cinto de utilidades. Essa é a peça do figurino que mais chama a atenção dos fãs, e adiciona um elemento a mais ao personagem.

 

Apesar de sua presença imponente, as cenas de morte são bem reduzidas aqui, principalmente graças aos cortes da MPAA, que era famosa por cortar as cenas mais sangrentas da franquia. A falta de cenas mais elaboradas não exclui as cenas de mortes criativas, principalmente a cena em que uma personagem tem o rosto prensado na lataria do trailer, ou quando Jason quebra um personagem ao meio.

 

E claro, além do roteiro bem amarrado, temos também uma direção criativa. O diretor McLoughlin faz uso de planos mirabolantes para criar cenas de tensão, sempre mostrando o vilão ao fundo do cenário, ou na frente da câmera.

 

E na trilha sonora, temos a presença do cantor Alice Cooper, com três canções, sendo a mais conhecida, He’s Back (The Man Behind the Mask), que toca nos créditos finais.

 

Sexta-Feira 13 – Parte 6 – Jason Vive foi lançado em 01/ago/1986 e obteve um bom resultado nas bilheterias.

 

A franquia foi lançada em VHS e DVD no Brasil ao longo dos anos, mas atualmente está fora de catálogo. Lá fora, a franquia foi lançada em Blu-Ray pela Shout! Factory, em um grande box ilustrado.

 

Enfim, Sexta-Feira 13 – Parte 6 – Jason Vive é um filme bem legal. Um filme com um roteiro bem amarrado, focado no humor negro, com grandes tiradas. Além disso, a direção é criativa e cria cenas de tensão e medo. O vilão Jason é o grande destaque, com um novo visual imponente, brutal e implacável, com a clássica machete e um cinto de utilidades. Um dos mais adorados pelos fãs da franquia. Um filme muito bom.





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quarta-feira, 7 de setembro de 2022

SEXTA-FEIRA 13 – PARTE 5 – UM NOVO COMEÇO (1985). Dir.: Danny Steinman.

 

NOTA: 3



Não há dúvidas que a franquia Sexta-Feira 13 é uma das maiores do Slasher; tudo graças à presença de seu vilão, o assassino Jason Voorhees. Desde o seu lançamento, o primeiro filme tornou-se um sucesso de bilheteria, o que inspirou o estúdio a realizar uma série de sequências.

 

Pois bem, eis que chegamos à SEXTA-FEIRA 13 – PARTE 5 – UM NOVO COMEÇO, lançado em 1985, e o mais controverso da franquia.

 

Por que controverso? Porque – ALERTA DE SPOILER! – este é o filme da franquia que não tem o vilão Jason! Mais detalhes sobre isso adiante.

 

Mas o maior problema não é esse. O problema é que o filme é bem fraco mesmo, graças, principalmente, aos personagens.

 

Aqui, nós temos os piores personagens da franquia, sem exceção. Nenhum dos personagens é carismático e simpatizante. São todos muito ruins, e os atores também não ajudam.

 

O resto do filme até que é bem filmado, principalmente as cenas de assassinato, que, assim como o primeiro, contam com takes em plano detalhe das mãos do assassino. O diretor Steinman faz um trabalho esforçado para conseguir criar um bom filme com bons momentos de suspense, mas, infelizmente, não temos cenas tão tensas assim, em comparação com os filmes anteriores.

 

A sensação que temos aqui é que os produtores e roteiristas não sabiam exatamente para onde ir após o final do filme anterior, e também não sabiam como aproveitar o personagem Tommy Jarvis, aqui mais velho. O personagem é muito chato, inexpressivo, e não faz absolutamente nada para o andamento da trama.

 

Mas o problema não é esse somente. O maior problema é o roteiro, principalmente quando foca nessa questão se Tommy está mesmo vendo Jason ou não; ou até, se ele é o responsável, ou não, pelos assassinatos no local. É um grande potencial desperdiçado.

 

Além do potencial desperdiçado, temos aqui os mesmos personagens genéricos da franquia: o casal que transa, a final-girl, os jovens desajustados, etc. Mas o pior fica para a mãe e o filho rednecks, que são os personagens mais desprezíveis e nojentos da franquia. Sério, eles são horríveis.

 

O melhor do filme são mesmo as cenas de assassinato. Assim como no primeiro filme, aqui somos brindados com takes em plano detalhe das mãos e pernas do assassino enquanto ele mata as vítimas. A melhor delas é cena da árvore, que chega até a dar aflição.

 

Mas vamos falar do potencial desperdiçado. Conforme mencionado acima, Tommy é um sujeito atormentado por visões do vilão, o que está causando problemas psicológicos. O mais frustrante, é que ele está sempre por perto depois que alguém morre, o que levanta suspeitas se ele é o responsável ou não. O pior fica para a última cena, que poderia gerar novas possibilidades para a franquia.

 

No entanto, a questão mais polemica é que aqui não temos o vilão Jason. ALERTA DE SPOILER! Conforme revelado no final do filme, o assassino é um motorista de ambulância que viu seu filho ser esquartejado por um dos jovens do local, e usou a lenda de Jason para criar pânico na região. Uma ideia capenga, mas que poderia ser muito melhor se Tommy fosse o responsável pelas mortes, por exemplo, o que faria muito sentido.

 

Nem preciso dizer que tal ideia não deu certo e o estúdio resolveu trazer o assassino de volta no filme seguinte.

 

Sexta-Feira 13 – Parte 5 foi lançado em 22/mar/1985 e não conseguiu obter um bom resultado de bilheteria.

 

A franquia foi lançada em VHS e DVD no Brasil ao longo dos anos, mas atualmente está fora de catálogo.

 

Enfim, Sexta-Feira 13 – Parte 5 é um filme fraco, com um grande potencial que infelizmente foi desperdiçado. Os personagens também não funcionam, principalmente o protagonista. As cenas de morte são a melhor coisa do filme e o salvam de ser um completo desastre. Um dos mais fracos da franquia.




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sábado, 23 de julho de 2022

SEXTA-FEIRA 13 – PARTE 4 – CAPÍTULO FINAL (1984). Dir.: Joseph Zito.

 

NOTA: 8.5



Dois anos após ser derrotado em Sexta-Feira 13 – Parte 3, Jason está de volta na terceira continuação da franquia, ainda em sua melhor forma.

 

SEXTA-FEIRA 13 – PARTE 4 – CAPÍTULO FINAL é mais um dos melhores filmes da franquia, tudo graças, novamente, à estrutura, à direção e aos efeitos especiais.

 

Conforme mencionei nas resenhas anteriores, os primeiros filmes da franquia eram os melhores, graças à técnica, porque eram mais focados na tensão e no mistério do que nos assassinatos em si, além de contar com um bom tempo de tela antes das mortes acontecerem. E aqui não é diferente.

 

Dá para ver que Sexta-Feira 13 – Parte 4 foi realizado com os anteriores como inspiração, até porque nós temos aqui um “filme de verdade”, ao invés dos demais, que se transformaram em galhofas, após a Parte 6 – principalmente a Parte 9, um dos meus favoritos.

 

Vale lembrar que o filme foi lançado no auge dos Slashers, que naquela época já começava a dar sinais de desgaste, com alguns exemplares questionáveis – mas, que graças à Hora do Pesadelo, o gênero teve um respiro novo. Mas naquela época, o gênero não andava bem das pernas, e as coisas também não estavam bem em virtude do lançamento de Natal Sangrento (1984), que obteve um retorno super negativo, o que motivou a Paramount a lançar este aqui, temendo uma provável rejeição do público.

 

Polêmicas e confusões a parte, este aqui é um dos melhores, e tudo contribui para isso. A começar pela direção do experiente Joseph Zito, vindo do ótimo Quem Matou Rosemary? (1981), que trouxe o clima de tensão para esse filme, com suas tomadas em POV, além de cenas carregadas de tensão. Outro ponto, claro, são os efeitos especiais, criados pelo mestre Tom Savini, mas isso será discutido depois.

 

Outro ponto são os personagens, que aqui estão no auge do caricato e do exagero, pelo menos alguns deles. Temos aqui os mesmos jovens que vão para o lago unicamente para fazer sexo e usar drogas. Como de costume, temos aquela história do velho “quem transa, morre”, porque, conforme estabelecido no gênero, os jovens que fazem sexo, acabam morrendo. O mesmo vale para aqueles que usam drogas.

 


Além dos jovens caricatos, temos também a família Jarvis, que aqui apresenta o garotinho Tommy, que em breve se tornaria o grande inimigo do vilão. Aqui, interpretado por Corey Feldman – pré-Garotos Perdidos – o garoto é um dos melhores personagens do filme, com suas máscaras e truques de monstros – a maior parte dos brinquedos de Tommy eram parte do próprio acervo de Savini.


O melhor é, claro, são as mortes. Infelizmente, como todos os filmes da franquia, este aqui foi censurado pela MPAA, que acabou cortando boas cenas, mas que na minha opinião, são as melhores da franquia, novamente graças aos efeitos de Savini. Se não fosse por esses cortes, o filme seria bem melhor, na minha opinião.

 

Não dá para falar desse filme sem mencionar os efeitos de maquiagem. Aqui temos o retorno de Tom Savini à franquia, com seus truques maravilhosos com lâminas falsas e sangue vermelho-vivo. A melhor é a cena do cutelo, onde o vilão crava a lâmina no rosto do personagem de Crispin Glover pré-De Volta para o Futuro.

 

Antes de encerrar, vamos falar do vilão. Assim como nos anteriores, aqui temos um Jason ágil, que corre atrás de suas vítimas, com o ferimento do filme anterior na cabeça e unhas pretas. E novamente temos a presença do machete, mas o vilão não usa; pelo contrário, a arma é usada no final, quando Tommy acaba com ele. E no final, temos a revelação do rosto do vilão no final do filme, com efeitos especiais de Savini com a ajuda de Kevin Yagher – que teve o nome escrito errado nos créditos!

 

Sexta-Feira 13 – Capítulo Final estreou em 13/abr/1984 e obteve bons resultados de bilheteria. Assim como o anterior, foi distribuído pela Paramount, que possuía dos direitos da franquia, e foi distribuído no exterior, inclusive aqui no Brasil, pelo estúdio, ao contrário do que aconteceu com o primeiro. Foi lançado em VHS e DVD por aqui, mas atualmente está fora de catálogo. Lá fora, recentemente foi lançado em um box gigante em Blu-ray com todos os filmes da franquia; se tal box chegará aqui, talvez nunca saberemos.

 

Enfim, Sexta-Feira 13 – Parte 4 – Capítulo Final é um dos melhores da franquia. Um filme com uma construção de tensão e mistério dignos de nota, combinados com uma direção experiente de alguém que conhece o gênero, além de contar com personagens exagerados e divertidos. Os efeitos especiais de Tom Savini são o verdadeiro destaque, além do próprio vilão. Um ótimo filme. 



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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

SEXTA-FEIRA 13 – PARTE 3 (1982). Dir.: Steve Miner.

 

NOTA: 8



Um ano após sua primeira aparição oficinal no cinema, Jason está de volta, desta vez para ficar, ainda em sua melhor forma.

 

Não sei se já comentei isso, mas, para mim, a franquia Sexta-Feira 13 funciona somente com os quatro primeiros filmes e também com o nono filme – um dos meus favoritos. Eu gosto muito da fase inicial da franquia, que era mais focada na trama e no suspense no que nas cenas de morte, ao contrário do que aconteceu com os filmes seguintes; além disso, os primeiros filmes eram bem feitos, e tinham desenvolvimento. Hoje, vou falar sobre o terceiro filme da franquia, lançado um ano após o primeiro: SEXTA-FEIRA 13 – PARTE 3, também dirigida por Steve Miner.

 

Cria dos anos 80, o filme acabou sendo lançado em 3D nos cinemas, e contou com aqueles efeitos estúpidos de coisas sendo jogadas na tela, mas, mais detalhes adiante.

 

O filme é um dos mais divertidos da franquia, simplesmente porque ele é repleto de situações absurdas, mas, ao contrário dos filmes de hoje em dia, ainda é focado na tensão e no suspense do que nas cenas de morte. Durante boa parte do filme, nós acompanhamos os outros personagens, os jovens que resolvem passar o fim de semana nas cercanias do Crystal Lake, usando drogas e fazendo sexo, algo comum na franquia. Mas apesar disso, nós também podemos ver o vilão, mas somente nas sombras, em planos abertos ou planos fechados. E como disse na resenha do filme anterior, Jason está em sua melhor forma – mais detalhes sobre isso adiante.

 

No entanto, apesar de contarmos com Jason em sua melhor forma, na minha opinião, este já começa a apresentar alguns problemas, principalmente no que diz respeito aos personagens e aos “efeitos” em 3D.

 

Para começar, aqui nós temos personagens completamente genéricos, quase desprovidos de carisma e profundidade. O casal que transa só quer saber disso – principalmente o garoto; temos também um casal de hippies que passa o filme inteiro chapado, além do gordinho que adora fazer piadas para chamar a atenção de todos. Isso sem falar na mocinha, que é completamente sem sal, e, apesar de ter um background com o vilão, não convence. Não sei se o problema foi a escalação da atriz, mas o fato é que ela realmente não funciona, além de ser um pouco caricata. E tem também a questão do background dela com o vilão. Em certo momento da trama, ela relata ao namorado o que aconteceu – uma cena tensa, por sinal – numa noite após brigar com os pais: enquanto descansava aos pés de uma árvore, ela se deparou com um homem deformado que a ameaçou com uma faca; apesar de conseguir lutar com o agressor, ela diz que acabou perdendo a consciência e não se lembra do que aconteceu depois, o que nos leva a pensar que talvez o vilão tenha feito alguma coisa terrível... Eu pessoalmente não sei se é verdade, porque não consigo imaginá-lo cometendo tal ato. Mas, tirando esse detalhe, o medo e a desconfiança da protagonista ficam bem evidentes, e isso é convincente, porque a mostra como uma vítima de uma experiência traumática tentando se reerguer e voltar ao normal, mesmo sendo difícil. Como eu disse, esse detalhe é muito bem explorado, o problema é performance da atriz...

 

E sobre o casal que transa, tem um detalhe. Em certos momentos, é mencionado que a garota está grávida, mas antes, a protagonista brinca com o fato dela precisar ir ao banheiro toda hora, o que leva ao diálogo. Eu não sou um especialista, mas, pelo que eu sei, a mulher grávida vai realmente ao banheiro com certa frequência, mas após o crescimento do feto, porque ele automaticamente aperta a bexiga, mas aqui, a barriga da garota ainda nem cresceu! Então, no meu ponto de vista, foi uma falha do roteiro. Corrijam-me se eu estiver errado. E como mencionei, o garoto passa o filme todo querendo transar com ela, além de ser aquele típico mala que gosta de se exibir.

 

E claro, temos o gordinho e o casal de hippies. O gordinho é o típico inseguro, que não consegue fazer amizade com ninguém, por isso, passa o filme inteiro fazendo brincadeiras com os outros para chamar a atenção de todos, o que chega a ser irritante, falando francamente. E o casal de hippies passa o filme todo fumando maconha. Ou seja, estereótipos ao extremo.

 

Talvez os únicos personagens interessantes – fora o vilão – sejam o namorado da mocinha, a namorada do garoto gordinho e um trio de punks. Eu acho que esses personagens bem melhores que os outros, e francamente, mereciam um pouco mais de destaque no filme, principalmente os punks, que rendem momentos engraçados, além de terem uma caracterização estereotipada até a medula.

 

Mas, vamos falar dos “efeitos especiais”. Conforme mencionado no cartaz e no trailer, Sexta-Feira 13 – Parte 3 foi rodado em 3D, e como consequência, somos bombardeados por cenas de objetos sendo “jogados” na tela. Eu pessoalmente nunca fui fã de filmes em 3D, mesmo os mais antigos, e confesso que tais efeitos me incomodam, não pela qualidade, mas pela quantidade de cenas. Pessoalmente, eu preferiria que o filme não fosse rodado em 3D, e sim em 2D; seria bem melhor. No entanto, também somos brindados com cenas clássicas, como por exemplo a cena do arpão e a cena do olho saltando.

 

E claro, não posso encerrar sem falar da direção e do vilão.

 

Sexta-Feira 13 – Parte 3 foi dirigido por Steve Miner, em sua última participação na franquia, e novamente, o diretor fez um ótimo trabalho. Ele se mostrou novamente um diretor competente, principalmente nas cenas de suspense. Temos aqui ótimos planos abertos, além de movimentos e ângulos de câmera criativos. No entanto, o mesmo não pode ser dito a respeito do elenco, conforme mencionado acima.

 

E claro, temos o vilão. Conforme já mencionei, Jason está novamente em sua melhor forma, diferente do que serie mostrado nos filmes seguintes. Assim como no anterior, temos aqui um Jason atlético, que corre atrás das vítimas, além de ter movimentos ágeis, principalmente quando vai atacar alguém. Além disso, temos aqui, a introdução da famosa máscara de hóquei, que se tornou a marca registrada do vilão. O engraçado é que tal fato acontece de maneira aleatória, porque o assassino passa a usá-la após atacar o garoto gordinho, que a usou para fazer outra de suas brincadeiras. Eu pessoalmente achei tal momento muito aleatório, mas vamos admitir que é muito legal ver o nosso querido Jason com sua máscara pela primeira vez. E claro – AVISO DE SPOILER! temos a oportunidade de ver o rosto dele no final do filme, algo que se tornaria clássico na franquia. E um detalhe importante: a maquiagem do vilão foi criada pelo Mestre Stan Winston! Mesmo não creditado, existem fotos na internet de Winston ao lado do ator caracterizado com a maquiagem. Muito legal. E respectivamente, 16 anos e 17 anos depois (1998 e 1999), Winston voltaria a trabalhar com o diretor em Halloween H2O, criando a máscara de Michael Myers; e em Pânico no Lago, sendo responsável pelo crocodilo.

 

Assim como o anterior, foi distribuído pela Paramount, que possuía dos direitos da franquia, e foi distribuído no exterior, inclusive aqui no Brasil, pelo estúdio, ao contrário do que aconteceu com o primeiro. Foi lançado em VHS e DVD por aqui, mas atualmente está fora de catálogo. Lá fora, recentemente foi lançado em um box gigante em Blu-ray com todos os filmes da franquia; se tal box chegará aqui, talvez nunca saberemos.

 

Enfim, Sexta-Feira 13 – Parte 3 é um ótimo filme. Um dos mais divertidos da franquia, com uma direção competente, além de cenas memoráveis e momentos absurdos. Jason Voorhees está em forma, mostrando sua agilidade e competência como um dos maiores vilões do Slasher, além de apresentar sua famosa máscara de hóquei. Mesmo com seus defeitos, é um filme que consegue divertir e arrepiar sem fazer o menor esforço. Recomendado. 




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sexta-feira, 7 de maio de 2021

SEXTA-FEIRA 13 - PARTE 2 (1981). Dir.: Steve Miner.

 

NOTA: 9



Segundo os produtores do primeiro Sexta-Feira 13, nunca houve a intenção de produzir uma sequência, muito menos de apresentar o personagem Jason, uma vez que no primeiro filme, quem distribui as facadas é sua mãe, Pamela Voorhees, que estava disposta a se vingar dos conselheiros pela morte de seu filho. Bom, até aí, tudo bem, mesmo porque o primeiro filme tinha uma história redondinha, com começo, meio e fim. No entanto, como sabemos, o final dá uma dica para uma possível continuação, agora focada no garoto que se afogou em Crystal Lake.

 

Bom, dito e feito. No ano seguinte ao lançamento de Sexta-Feira 13, fomos brindados com a sequência. Mas não se engane. SEXTA-FEIRA 13 – PARTE 2 é tão bom quanto o primeiro, e o melhor de tudo, seguiu os passos do primeiro e se tornou um filme ainda focado na tensão e no suspense, ao invés do banho de sangue. Mas isso não significa que o filme não tenha sangue. Mas, vamos falar sobre isso adiante.

 

O fato é que o filme é um dos melhores da franquia, e o meu favorito, talvez por ser um dos primeiros que eu vi, não me recordo bem. Mas seja como for, é um filme que eu gosto muito e me divirto toda vez que assisto.

 

Mas por que ele é tão bom? Pessoalmente, além dos detalhes mencionados acima, eu diria que é porque é bem escrito e bem dirigido, além de contar com bons atores que dão vida a personagens convincentes; mas, principalmente, eu diria que o filme é muito bom por causa de Jason, aqui em sua primeira aparição real na franquia. Mas, vamos por partes.

 

O roteiro, escrito por Ken Rutz, é redondo, com uma ótima trama focada no suspense nos primeiros atos, para depois focar nos assassinatos, assim como foi feito no primeiro filme. Como eu já disse várias vezes, é um tipo de filme de terror que eu gosto muito, uma vez que prepara o espectador para o que virá no futuro, e constrói o suspense de maneira convincente. Infelizmente, como sabemos, não é mais assim que se faz filmes de terror hoje em dia, então, é um ponto positivo. Outro é a direção de Steve Miner, aqui estreando. O diretor conseguiu fazer um ótimo trabalho, e as cenas são muito bem dirigidas, com ótimos enquadramentos e planos abertos. O elenco também não fica atrás. Assim como no primeiro filme, aqui, nós temos personagens bem escritos, que se parecem muito com pessoas que vemos no dia-a-dia. Novamente, é outra coisa que faz falta no cinema de terror atual – salvo algumas exceções. No entanto, a melhor personagem é a protagonista, Ginny, interpretada por Amy Steel. Ela é uma ótima personagem, e protagoniza as melhores cenas do filme, principalmente no final, quando fica cara a cara com Jason. Com certeza, é a melhor final girl da franquia.


No entanto, o melhor mesmo é o Jason, e já em sua primeira aparição oficial na franquia, ele está em sua melhor forma. Ao contrário do que veríamos nos filmes seguintes, principalmente após o ator Kane Hodder ter assumido o papel, aqui nós temos um Jason mais caipira, que vive no mato, numa casa improvisada, que usa um macacão e camisa xadrez. Não sei os demais fãs, mas eu gosto mais desse visual do personagem. Além disso, temos também um Jason atlético, que corre pela mata atrás de suas vítimas – assim como foi feito nos dois filmes seguintes – diferente o brucutu que anda calmamente até chegar às vítimas. E claro, não posso deixar de mencionar que, aqui, ele não está com sua clássica máscara de hóquei; ao invés disso, ele adota um saco na cabeça, com um buraco para o olho, e também não temos o clássico facão; temos aqui diversas armas, sendo as mais populares um forcado e uma picareta. E por fim, o rosto do vilão é o melhor da franquia inteira. Sem dúvida, aqui nós temos o melhor visual do personagem de toda a franquia.

 

Esses são os pontos positivos do filme. Devo também mencionar os efeitos especiais e as cenas de mortes. Infelizmente, aqui não pudemos contar com o mestre Tom Savini, mas o responsável pelos efeitos também fez um ótimo trabalho, e criou cenas de mortes memoráveis, com destaque para a cena da lança, completamente chupada do clássico Banho de Sangue (1971), do Maestro Mario Bava, além da cena da facada no rosto, também chupada do filme de Bava. Sim, o filme não tem muitas cenas de mortes, mas elas são muito boas, por causa dos efeitos especiais e da maneira como foram filmadas. No entanto, infelizmente, elas sofreram cortes da censura, talvez para evitar uma classificação indicativa maior, coisa muito comum na época. Hoje em dia, essas cenas podem ser encontradas na internet.

 

Mas apesar disso, Sexta-Feira 13 – Parte 2 é um filme muito bom, e além de contar com ótimas cenas de mortes, também conta com cenas bem tensas, principalmente no final. Assim como foi feito no primeiro filme, aqui foram utilizadas câmeras objetivas para simular o POV do assassino, e apenas suas mãos foram mostradas em cena, com uso de planos detalhes e enquadramentos estratégicos, para depois mostrar o vilão por completo nos momentos finais. Além disso, a cena em que a protagonista vê o personagem se aproximando de sua casa por uma janela é arrepiante e me dá calafrios toda vez que eu vejo. Tais técnicas foram utilizadas também nos dois filmes seguintes.

 

Assim como o anterior, foi distribuído pela Paramount, que possuía dos direitos da franquia, e foi distribuído no exterior, inclusive aqui no Brasil, pelo estúdio, ao contrário do que aconteceu com o primeiro. Foi lançado em VHS e DVD por aqui, mas atualmente está fora de catálogo. Lá fora, recentemente foi lançado em um box gigante em Blu-ray com todos os filmes da franquia; se tal box chegará aqui, talvez nunca saberemos.

 

Enfim, Sexta-Feira 13 – Parte 2 é um filme muito bom. Uma história redonda, com cenas de mortes memoráveis e momentos de pura tensão, que conta também com uma ótima direção. Um dos melhores da franquia, que fica melhor a cada revisão. A primeira aparição oficial de Jason Voorhees na franquia, em sua melhor forma. Um ótimo exemplo de uma continuação que não fica atrás do filme original e consegue ser tão boa quanto. Altamente recomendado.




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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

SEXTA-FEIRA 13 (1980). Dir.: Sean S. Cunningham.

 

NOTA: 9



Não há a menor duvida que Halloween, A Noite do Terror (1978), de John Carpenter, é o maior e melhor exemplar do gênero Slasher, até porque ele foi o primeiro a introduzir as regras que hoje são obrigatórias no gênero: Não faça sexo; não use drogas; nunca diga “Eu voltarei”, entre outras, sendo a principal, a figura do assassino mascarado que não morre.

 

Pois bem, eis que dois anos depois, outro filme se tornaria um clássico do gênero: SEXTA-FEIRA 13, dirigido por Sean S. Cunningham, e responsável por apresentar um novo ícone do terror: Jason Voorhees, o assassino de Crystal Lake. Mas, vamos com calma. Na verdade, o personagem só daria as caras de fato no filme seguinte, lançado um ano depois. Aqui, o assassino é outra pessoa. Mas, vamos por partes.

 

A ideia para o projeto partiu do diretor Sean S. Cunningham, que até então, era diretor de filmes infantis e de esporte, que não foram bem de bilheteria; além disso, Cunningham também o produtor do ultra-violento Aniversário Macabro (1972), filme de estreia do saudoso Wes Craven. Como seus trabalhos anteriores não deram retorno nas bilheterias, o diretor resolveu investir em outro gênero, então optou por fazer um filme de terror. E o filme que o inspirou foi justamente do filme de John Carpenter.

 

Na verdade, conforme o diretor conta, ele não tinha nem ideia de como fazer um filme de terror, mas mesmo assim, pediu para que a Variety publicasse um anuncio que dizia: “Friday the 13th, The Most Horrifying Film Ever Made!”, sendo que a única coisa que era de fato concreta era o título, novamente inspirado na ideia de uma data comemorativa, a exemplo de Halloween. O próximo a embarcar foi o roteirista Victor Miller, que já trabalhara com o diretor anteriormente. Miller foi ao cinema assistir ao filme de Carpenter, e de lá já descobriu as “regras” para se montar um filme do gênero Slasher.

 

As demais historias de bastidores se divergem. Uma delas diz que o diretor tinha contato com membros da Máfia de Chicago, que o ajudaram a conseguir dinheiro para o filme; outra fala que o diretor teve a ideia para o filme após assistir ao filme Banho de Sangue (1971), do Maestro Mario Bava, que foi exibido em uma sessão dupla com Aniversário Macabro, com o bizarro título de Last House on the Left II, sendo que foi lançado um ano antes do filme de Wes Craven. Na verdade, existem fãs do gênero que dizem que Sexta-Feira 13 é idêntico ao filme de Bava. Eu pessoalmente não acho. Acredito, sim, que Cunningham deva ter se inspirado no filme de Bava, mas não tinha a intenção de copiá-lo quadro a quadro.

 

Bom, seja como for, o fato é que Sexta-Feira 13 é um grande exemplar do Slasher, e também um dos melhores filmes do gênero, a começar pelo próprio roteiro. O roteirista Victor Miller admite que foi inspirado pelo filme de John Carpenter, mas a própria narrativa é bem diferente. Uma coisa que os dois filmes têm em comum é a estrutura. Ambos são mais focados na atmosfera do que nos assassinatos, apostando mais no suspense, deixando o gore para depois. Conforme já disse varias vezes, é o tipo de filme que eu gosto muito, porque investe mais na construção do ambiente e dos personagens, do que nos assassinatos; e temos um grande intervalo entre eles, algo que infelizmente não funciona hoje em dia, com as plateias mais acostumadas com o gore e a violência chocante explicita.

 

E o suspense toma conta do filme do começo ao fim. O diretor e o roteirista não poupam o espectador de cenas angustiantes, que conseguem deixar qualquer um com vontade de roer as unhas ou pular da cadeira. Eu mesmo já vi o filme várias vezes e sempre fico nervoso nessas cenas, principalmente no final, quando o assassino é revelado e começa a caçar a ultima sobrevivente pelo acampamento. Se no filme de John Carpenter isso já funcionou bem, aqui também não é diferente.

 

A direção de Cunningham é segura e experiente. O diretor e o diretor de fotografia fazem um belo trabalho, e seus ângulos e tomadas do acampamento são muito bem feitos, principalmente quando adotam a câmera como POV do assassino. São realmente cenas bem filmadas e enquadradas, e bem editadas, principalmente à noite, quando o acampamento é tomado por uma tempestade. Novamente, é um exemplo de como os filmes de terror eram mais focados nesse aspecto, o da atmosfera.

 

No entanto, apesar de ter sido influenciando por Halloween, Sexta-Feira 13 é diferente em uma coisa: os efeitos especiais. Enquanto o filme de Carpenter não tinha quase nenhuma gota de sangue, aqui a coisa foi bem diferente. Aqui nós temos assassinatos sangrentos, com o gore jorrando na tela. E cada um consegue ser mais cruel que o outro. O responsável pelos efeitos especiais foi o mestre Tom Savini, que já possuía uma carreira no cinema de terror, sendo mais conhecido por ser o colaborador do saudoso George A. Romero nos seus filmes de zumbis. Savini havia trabalhado anteriormente em O Despertar dos Mortos, lançado dois anos antes, e já mostrara seu talento; e aqui não foi diferente. Os efeitos especiais de maquiagem são espetaculares e vão dos mais simples aos mais elaborados. Difícil dizer qual o melhor, mas os meus favoritos são o da fecha e do machado. Uma aula de maquiagem, tudo feito com efeitos práticos.

 

Conforme mencionei acima, a franquia Sexta-Feira 13 foi a responsável por introduzir o personagem Jason Voorhees na cultura pop, transformando-o no maior vilão do cinema Slasher de todos os tempos. No enranto, quem dá as facadas no primeiro Sexta-Feira 13 não é o Jason, e sim, sua mãe, Pamela Voorhees, motivada pela vingança por terem deixado seu filho se afogar no lago no passado. E a Sra. Voorhees, toca o terror, eliminando os jovens um por um com requintes de sadismo e crueldade. É uma personagem excelente, uma das melhores do gênero Slasher, e tudo se deve a interpretação da atriz Betsy Palmer, que na época já não era um rosto tão conhecido no cinema, e, segundo ela mesma diz, estava precisando de dinheiro; inclusive, quando leu o roteiro, a atriz detestou o projeto, mas acabou aceitando o papel.

 

Sexta-Feira 13 foi lançado em 1980, e tornou-se um sucesso de bilheteria. Tornou-se também o primeiro filme Slasher a ser distribuído por um grande estúdio, no caso, a Paramount Pictures, que foi a responsável pela distribuição nos Estados Unidos, enquanto que no exterior, inclusive no Brasil, o filme foi distribuído pela Warner Bros. O sucesso do filme foi o responsável pelo surgimento das sequencias, cujo primeiro filme saiu no ano seguinte. Atualmente, a franquia conta com mais de dez filmes, incluindo o crossover com Freddy Krueger em Freddy X Jason (2003). Há muito tempo, surgiram rumores de um novo filme, mas, devido a uma batalha de direitos, isso não foi possível, uma vez que não se sabe qual estúdio detêm os direitos da franquia, uma vez que em determinado momento, a Paramount largou a franquia. Se haverá um novo filme ou não, acredito que nunca saberemos.

 

Foi lançado em VHS e DVD no Brasil, mas atualmente está fora de catalogo.

 

Enfim, Sexta-Feira 13 é um filme assustador. Uma historia redonda, com uma trama de verdade, simples, mas que consegue assustar. Os efeitos especiais de Tom Savini são um dos destaques do filme. Um dos maiores Slashers de todos os tempos. Um dos Filmes Mais Assustadores de Todos os Tempos. Um Clássico dos Slashers. 







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