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sábado, 23 de julho de 2022

SEXTA-FEIRA 13 – PARTE 4 – CAPÍTULO FINAL (1984). Dir.: Joseph Zito.

 

NOTA: 8.5



Dois anos após ser derrotado em Sexta-Feira 13 – Parte 3, Jason está de volta na terceira continuação da franquia, ainda em sua melhor forma.

 

SEXTA-FEIRA 13 – PARTE 4 – CAPÍTULO FINAL é mais um dos melhores filmes da franquia, tudo graças, novamente, à estrutura, à direção e aos efeitos especiais.

 

Conforme mencionei nas resenhas anteriores, os primeiros filmes da franquia eram os melhores, graças à técnica, porque eram mais focados na tensão e no mistério do que nos assassinatos em si, além de contar com um bom tempo de tela antes das mortes acontecerem. E aqui não é diferente.

 

Dá para ver que Sexta-Feira 13 – Parte 4 foi realizado com os anteriores como inspiração, até porque nós temos aqui um “filme de verdade”, ao invés dos demais, que se transformaram em galhofas, após a Parte 6 – principalmente a Parte 9, um dos meus favoritos.

 

Vale lembrar que o filme foi lançado no auge dos Slashers, que naquela época já começava a dar sinais de desgaste, com alguns exemplares questionáveis – mas, que graças à Hora do Pesadelo, o gênero teve um respiro novo. Mas naquela época, o gênero não andava bem das pernas, e as coisas também não estavam bem em virtude do lançamento de Natal Sangrento (1984), que obteve um retorno super negativo, o que motivou a Paramount a lançar este aqui, temendo uma provável rejeição do público.

 

Polêmicas e confusões a parte, este aqui é um dos melhores, e tudo contribui para isso. A começar pela direção do experiente Joseph Zito, vindo do ótimo Quem Matou Rosemary? (1981), que trouxe o clima de tensão para esse filme, com suas tomadas em POV, além de cenas carregadas de tensão. Outro ponto, claro, são os efeitos especiais, criados pelo mestre Tom Savini, mas isso será discutido depois.

 

Outro ponto são os personagens, que aqui estão no auge do caricato e do exagero, pelo menos alguns deles. Temos aqui os mesmos jovens que vão para o lago unicamente para fazer sexo e usar drogas. Como de costume, temos aquela história do velho “quem transa, morre”, porque, conforme estabelecido no gênero, os jovens que fazem sexo, acabam morrendo. O mesmo vale para aqueles que usam drogas.

 


Além dos jovens caricatos, temos também a família Jarvis, que aqui apresenta o garotinho Tommy, que em breve se tornaria o grande inimigo do vilão. Aqui, interpretado por Corey Feldman – pré-Garotos Perdidos – o garoto é um dos melhores personagens do filme, com suas máscaras e truques de monstros – a maior parte dos brinquedos de Tommy eram parte do próprio acervo de Savini.


O melhor é, claro, são as mortes. Infelizmente, como todos os filmes da franquia, este aqui foi censurado pela MPAA, que acabou cortando boas cenas, mas que na minha opinião, são as melhores da franquia, novamente graças aos efeitos de Savini. Se não fosse por esses cortes, o filme seria bem melhor, na minha opinião.

 

Não dá para falar desse filme sem mencionar os efeitos de maquiagem. Aqui temos o retorno de Tom Savini à franquia, com seus truques maravilhosos com lâminas falsas e sangue vermelho-vivo. A melhor é a cena do cutelo, onde o vilão crava a lâmina no rosto do personagem de Crispin Glover pré-De Volta para o Futuro.

 

Antes de encerrar, vamos falar do vilão. Assim como nos anteriores, aqui temos um Jason ágil, que corre atrás de suas vítimas, com o ferimento do filme anterior na cabeça e unhas pretas. E novamente temos a presença do machete, mas o vilão não usa; pelo contrário, a arma é usada no final, quando Tommy acaba com ele. E no final, temos a revelação do rosto do vilão no final do filme, com efeitos especiais de Savini com a ajuda de Kevin Yagher – que teve o nome escrito errado nos créditos!

 

Sexta-Feira 13 – Capítulo Final estreou em 13/abr/1984 e obteve bons resultados de bilheteria. Assim como o anterior, foi distribuído pela Paramount, que possuía dos direitos da franquia, e foi distribuído no exterior, inclusive aqui no Brasil, pelo estúdio, ao contrário do que aconteceu com o primeiro. Foi lançado em VHS e DVD por aqui, mas atualmente está fora de catálogo. Lá fora, recentemente foi lançado em um box gigante em Blu-ray com todos os filmes da franquia; se tal box chegará aqui, talvez nunca saberemos.

 

Enfim, Sexta-Feira 13 – Parte 4 – Capítulo Final é um dos melhores da franquia. Um filme com uma construção de tensão e mistério dignos de nota, combinados com uma direção experiente de alguém que conhece o gênero, além de contar com personagens exagerados e divertidos. Os efeitos especiais de Tom Savini são o verdadeiro destaque, além do próprio vilão. Um ótimo filme. 



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segunda-feira, 6 de junho de 2022

A HORA DO PESADELO 4 – O MESTRE DOS SONHOS (1988). Dir.: Renny Harlin.

 

NOTA: 8.5



Em 1984, quando lançou A Hora do Pesadelo, Wes Craven não sabia o quão importante seu filme seria para o gênero, e o quão popular o seu vilão, o assassino Freddy Krueger, se tornaria ao longo dos anos. O sucesso do primeiro filme motivou os donos da New Line a transformar o filme em uma franquia de sucesso.

 

Em 1988, a New Line lançou A HORA DO PESADELO 4 – O MESTRE DOS SONHOS, terceira continuação da franquia, com direção de Renny Harlin.

 

Aqui, temos outro ótimo filme, com o mesmo clima dos anteriores, que apresenta pela primeira vez o polêmico humor negro do vilão Freddy Krueger.

 

Além do humor negro, temos também o retorno de Kristen e seus amigos do filme anterior, aqui novamente às voltas com Krueger. Mas, conforme sabemos – spoilers! – esse novo filme não é sobre eles, e sim sobre a amiga de Kristen, Alice Johnson, que se torna o novo alvo do vilão.

 

Conforme mencionei na resenha do filme anterior, eu acho esse um grande toque da franquia, pois apresenta para nós a possibilidade de Krueger ser uma entidade universal, que ameaça os sonhos de outras pessoas, e não apenas de Nancy Thompson, protagonista do primeiro filme.

 

Pois bem, aqui temos um novo grupo de adolescentes atormentados pelo vilão, que precisam unir forças para tentar destruí-lo. Além das novas vítimas, temos também os adultos que não se importam com os problemas dos filhos, algo muito comum na franquia.

 

E assim como nos filmes anteriores, temos aqui uma direção criativa, com cenários e cenas exuberantes, fantasiosos, outra coisa muito comum na franquia. O diretor Harlin fez um ótimo trabalho, além de dar um toque único para a franquia.

 

Aliás, esse é outro toque. Cada diretor deu o seu toque único à franquia, mas não perderam a essência da mesma, e o trabalho de Harlin é um dos melhores.

 

O roteiro também não fica atrás, com cenas memoráveis e dignas de nota, como por exemplo, a cena da pizza de almas, a cena da barata e a derrota de Freddy. Cada uma dessas cenas é bem feita e tem o seu mérito.

 

O elenco jovem também é um destaque. Nenhum dos jovens atua de forma caricata e dão seu próprio ar aos personagens. Cada um dos jovens tem a sua própria característica, o que os torna presas fáceis para o vilão. E temos aqui grandes cenas de morte, sendo uma delas mencionada acima. Eu pessoalmente acho esse um dos atrativos da franquia – as formas criativas com que Freddy mata suas vítimas, chegando a ser melhores do que a dos slashers que vieram depois dele.

 

E claro, temos o vilão novamente em forma. Como todos sabemos, a partir deste aqui, vemos o assassino abusar do humor negro na hora de se apresentar para as vítimas, algo que para os mais exigentes, pode ser uma falha, mas para mim, não há problema, visto que Krueger faz uso do humor desde o primeiro filme, sim! Eu encaro essa tendência como uma arma a mais para o vilão, além de dar-lhe mais personalidade.

 

No entanto, apesar de suas qualidades, um dos problemas do filme é a presença de Kristen Parker, aqui interpretada por Tuesday Knight, que substituiu Patricia Arquette, que estava grávida na época. Eu sinceramente acho muito estranho ver a atriz interpretando a personagem, que apesar do seu esforço, não convence. Talvez, os realizadores pudessem ter escalado outra atriz, ou então, reescrever o roteiro. Mas, enfim...

 

Antes de encerrar, quero destacar os efeitos especiais. Temos aqui talvez, alguns dos melhores efeitos da franquia, visto que os responsáveis fazem verdadeiros truques de mágica para trazer o roteiro à vida, principalmente nas cenas de mortes. A melhor delas, sem dúvida, é a cena da barata, onde uma das personagens vai se transformando num inseto antes de ser eliminada. Uma cena nojenta, mas, em se tratando de pessoas virando insetos, teremos sempre A Mosca (1986), o Clássico absoluto de David Cronenberg, onde Jeff Goldblum se transforma em mosca. Outra cena memorável, é a cena da pizza de almas, que mistura miniaturas e cenários em tamanho real. E temos também um exemplo parecido na cena de derrota de Freddy, onde o técnico Screaming Mad George teve que criar um peito gigante do vilão para os atores interagirem.

 

Mas o melhor é a caracterização do vilão, novamente comandada por Kevin Yagher, com auxílio de Howard Berger, da KNB Effects Group. Eu pessoalmente gosto muito do trabalho de Yagher na franquia, visto que ele deu seu próprio ar ao astro, e talvez, um de seus visuais mais memoráveis. E Robert Englund continua perfeito, numa atuação inspirada.

 

A Hora do Pesadelo 4 foi lançado em 04/mai/1988 nos EUA e foi um sucesso de bilheteria, motivando a New Line a produzir uma nova sequência para o ano seguinte. A franquia foi lançada em VHS, DVD e Blu-ray no Brasil ao longo dos anos, mas atualmente, está fora de catálogo.

 

Enfim, A Hora do Pesadelo 4 é um dos melhores da franquia. A direção de Renny Harlin é um dos atrativos do longa, com cenas hipnotizantes e coloridas. Robert Englund entrega uma atuação inspirada no papel do vilão Freddy Krueger, que começa a apresentar os primeiros indícios de humor negro, algo que contribui para deixar o filme ainda melhor. Os efeitos especiais também merecem menção, principalmente nas cenas de mortes. Um longa criativo e divertido.



 

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