sexta-feira, 10 de junho de 2022

POSTAGEM ESPECIAL.

 



Hoje, há 100 anos, nasceu Judy Garland.

 

Ao longo de sua carreira, Judy foi uma das maiores atrizes da Hollywood Clássica, tendo participado de clássicos como O Mágico de Oz, Agora Seremos Felizes, O Ponteiro da Saudade, Desfile de Páscoa, entre muitos outros.

 

Apesar de seus outros trabalhos, até hoje, a atriz é lembrada por sua atuação em O Mágico de Oz, onde protagonizou uma das cenas mais icônicas do cinema: a interpretação da canção “Somewhere Over the Rainbow”, que levou o 1º lugar na lista do AFI.

 

Judy Garland deu vida a personagens inesquecíveis, e sua contribuição para o cinema jamais será esquecida.

 

Feliz aniversário, JUDY GARLAND!


segunda-feira, 6 de junho de 2022

A HORA DO PESADELO 4 – O MESTRE DOS SONHOS (1988). Dir.: Renny Harlin.

 

NOTA: 8.5



Em 1984, quando lançou A Hora do Pesadelo, Wes Craven não sabia o quão importante seu filme seria para o gênero, e o quão popular o seu vilão, o assassino Freddy Krueger, se tornaria ao longo dos anos. O sucesso do primeiro filme motivou os donos da New Line a transformar o filme em uma franquia de sucesso.

 

Em 1988, a New Line lançou A HORA DO PESADELO 4 – O MESTRE DOS SONHOS, terceira continuação da franquia, com direção de Renny Harlin.

 

Aqui, temos outro ótimo filme, com o mesmo clima dos anteriores, que apresenta pela primeira vez o polêmico humor negro do vilão Freddy Krueger.

 

Além do humor negro, temos também o retorno de Kristen e seus amigos do filme anterior, aqui novamente às voltas com Krueger. Mas, conforme sabemos – spoilers! – esse novo filme não é sobre eles, e sim sobre a amiga de Kristen, Alice Johnson, que se torna o novo alvo do vilão.

 

Conforme mencionei na resenha do filme anterior, eu acho esse um grande toque da franquia, pois apresenta para nós a possibilidade de Krueger ser uma entidade universal, que ameaça os sonhos de outras pessoas, e não apenas de Nancy Thompson, protagonista do primeiro filme.

 

Pois bem, aqui temos um novo grupo de adolescentes atormentados pelo vilão, que precisam unir forças para tentar destruí-lo. Além das novas vítimas, temos também os adultos que não se importam com os problemas dos filhos, algo muito comum na franquia.

 

E assim como nos filmes anteriores, temos aqui uma direção criativa, com cenários e cenas exuberantes, fantasiosos, outra coisa muito comum na franquia. O diretor Harlin fez um ótimo trabalho, além de dar um toque único para a franquia.

 

Aliás, esse é outro toque. Cada diretor deu o seu toque único à franquia, mas não perderam a essência da mesma, e o trabalho de Harlin é um dos melhores.

 

O roteiro também não fica atrás, com cenas memoráveis e dignas de nota, como por exemplo, a cena da pizza de almas, a cena da barata e a derrota de Freddy. Cada uma dessas cenas é bem feita e tem o seu mérito.

 

O elenco jovem também é um destaque. Nenhum dos jovens atua de forma caricata e dão seu próprio ar aos personagens. Cada um dos jovens tem a sua própria característica, o que os torna presas fáceis para o vilão. E temos aqui grandes cenas de morte, sendo uma delas mencionada acima. Eu pessoalmente acho esse um dos atrativos da franquia – as formas criativas com que Freddy mata suas vítimas, chegando a ser melhores do que a dos slashers que vieram depois dele.

 

E claro, temos o vilão novamente em forma. Como todos sabemos, a partir deste aqui, vemos o assassino abusar do humor negro na hora de se apresentar para as vítimas, algo que para os mais exigentes, pode ser uma falha, mas para mim, não há problema, visto que Krueger faz uso do humor desde o primeiro filme, sim! Eu encaro essa tendência como uma arma a mais para o vilão, além de dar-lhe mais personalidade.

 

No entanto, apesar de suas qualidades, um dos problemas do filme é a presença de Kristen Parker, aqui interpretada por Tuesday Knight, que substituiu Patricia Arquette, que estava grávida na época. Eu sinceramente acho muito estranho ver a atriz interpretando a personagem, que apesar do seu esforço, não convence. Talvez, os realizadores pudessem ter escalado outra atriz, ou então, reescrever o roteiro. Mas, enfim...

 

Antes de encerrar, quero destacar os efeitos especiais. Temos aqui talvez, alguns dos melhores efeitos da franquia, visto que os responsáveis fazem verdadeiros truques de mágica para trazer o roteiro à vida, principalmente nas cenas de mortes. A melhor delas, sem dúvida, é a cena da barata, onde uma das personagens vai se transformando num inseto antes de ser eliminada. Uma cena nojenta, mas, em se tratando de pessoas virando insetos, teremos sempre A Mosca (1986), o Clássico absoluto de David Cronenberg, onde Jeff Goldblum se transforma em mosca. Outra cena memorável, é a cena da pizza de almas, que mistura miniaturas e cenários em tamanho real. E temos também um exemplo parecido na cena de derrota de Freddy, onde o técnico Screaming Mad George teve que criar um peito gigante do vilão para os atores interagirem.

 

Mas o melhor é a caracterização do vilão, novamente comandada por Kevin Yagher, com auxílio de Howard Berger, da KNB Effects Group. Eu pessoalmente gosto muito do trabalho de Yagher na franquia, visto que ele deu seu próprio ar ao astro, e talvez, um de seus visuais mais memoráveis. E Robert Englund continua perfeito, numa atuação inspirada.

 

A Hora do Pesadelo 4 foi lançado em 04/mai/1988 nos EUA e foi um sucesso de bilheteria, motivando a New Line a produzir uma nova sequência para o ano seguinte. A franquia foi lançada em VHS, DVD e Blu-ray no Brasil ao longo dos anos, mas atualmente, está fora de catálogo.

 

Enfim, A Hora do Pesadelo 4 é um dos melhores da franquia. A direção de Renny Harlin é um dos atrativos do longa, com cenas hipnotizantes e coloridas. Robert Englund entrega uma atuação inspirada no papel do vilão Freddy Krueger, que começa a apresentar os primeiros indícios de humor negro, algo que contribui para deixar o filme ainda melhor. Os efeitos especiais também merecem menção, principalmente nas cenas de mortes. Um longa criativo e divertido.



 

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sexta-feira, 27 de maio de 2022

POSTAGEM ESPECIAL.

 




Neste dia, há 100 anos, nasceu Christopher Lee, um dos lordes do horror.

 

Ao longo de sua carreira, o astro esteve em grandes filmes do gênero, muitos deles produzidos pela Hammer Films.

 

Um de seus maiores papeis foi o do Conde Drácula, que interpretou em sete filmes. Seus outros grandes filmes incluem O Homem de Palha, As Bodas de Satã, Rasputin, entre outros.

 

No século XXI, esteve na Trilogia O Senhor dos Anéis, dando vida ao vilão Saruman, o Branco.

 

Christopher Lee foi um dos maiores astros do horror de todos os tempos, e sua contribuição para o gênero jamais será esquecida.

 

Feliz aniversário, Christopher Lee!





segunda-feira, 23 de maio de 2022

A HORA DO PESADELO 3 – OS GUERREIROS DOS SONHOS (1987). Dir.: Chuck Russell.

 

NOTA: 9.5



Em 1984, quando lançou A Hora do Pesadelo, Wes Craven não sabia o quão importante seu filme seria para o gênero, e o quão popular o seu vilão, o assassino Freddy Krueger, se tornaria ao longo dos anos. O sucesso do primeiro filme motivou os donos da New Line a transformar o filme em uma franquia de sucesso.

 

A HORA DO PESADELO 3 – OS GUERREIROS DOS SONHOS, lançado em 1987 e dirigido por Chuck Russell, é a segunda continuação da franquia, e um dos favoritos dos fãs.

 

Motivos para isso não faltam. A Hora do Pesadelo 3 é sem dúvida um dos melhores da franquia, isso graças ao retorno de Craven à franquia, após se recusar a participar do filme anterior, porque ele nunca considerou a possibilidade de criar uma continuação. Pois bem, aqui, Craven retornou e fez um ótimo trabalho, ao lado de Frank Darabont, Bruce Wagner e do diretor. No entanto, o roteiro de Craven sofreu mudanças – mais detalhes sobre isso adiante.

 

Fazendo uma análise, é justo dizer que este é um dos melhores da franquia, não apenas por causa do roteiro, mas por causa do filme como um todo. Tem uma ótima direção, uma fotografia excelente, que assim como no primeiro filme, não faz distinção entre o que é real e o que sonho, um elenco afiado e efeitos especiais dignos de nota.

 

Sem dúvida, um dos atrativos do filme é a volta de Heather Langenkamp, interpretando a mocinha Nancy Thompson pela segunda vez, aqui, uma especialista em sonhos que auxilia as novas vítimas de Krueger. Eu pessoalmente considero a presença da personagem algo inesperado, porque à primeira vista, nós pensamos que o roteiro vai focar em novos personagens, mas então temos essa surpresa. E o melhor é que Nancy continua sendo a personagem forte do primeiro filme, disposta a tudo para salvar as crianças das garras do vilão. Além dela, temos também o retorno de John Saxon, reprisando seu papel como o Tenente Thompson, aqui em estado de decadência. Apesar da pouca presença, o personagem também tem sua importância para a trama.

 

Além dos personagens clássicos, temos também os novos jovens, internados na clínica psiquiátrica por diferentes motivos, mas que na hora de dormir, são atormentados por Krueger. Cada um tem a sua característica própria, que será usada mais tarde na trama para combater o vilão; mas ao mesmo tempo, servem como alvo para ele, visto que Krueger usa dessas mesmas características para mata-los, vide a cena da marionete, por exemplo – a melhor do filme.

 

Aqui temos também a introdução de novas vítimas para Krueger, algo explorado nas demais continuações, e que pessoalmente, eu gosto muito, pois mostra que o vilão é uma entidade universal, que assombra os sonhos de todos, sem distinção.

 

No entanto, a melhor coisa do filme é sem dúvida o vilão – e sempre será. Aqui, temos um Freddy Krueger mais poderoso, capaz de se transformar em muitas coisas para caçar os jovens: uma minhoca gigante, uma televisão e até um ser celestial. Quem leva o crédito, claro, é o ator Robert Englund, completamente à vontade no papel, já dando os primeiros sinais de humor negro, algo muito debatido pelos fãs.

 

Além de seus novos poderes, o vilão também ganha uma origem, na forma de uma misteriosa freira que aparece para o Dr. Gordon ao longo do filme: Krueger é o filho bastardo de um grupo de maníacos que estupraram uma jovem funcionaria do antigo sanatório onde ela trabalhava. Origem mais cruel que essa, não sei se conheço.

 

Além de sua origem, temos aqui o retorno de Kevin Yagher e Mark Shostrom na maquiagem, e ambos fizeram um trabalho incrível, um dos melhores da franquia. E claro, temos também os efeitos especiais, principalmente ópticos e stop-motion. Mesmo parecendo datados para os mais exigentes, eu gosto muito deles, principalmente do esqueleto em stop-motion de Freddy.

 

Porém, apesar de muito legal, o esqueleto faz parte do momento mais fraco do filme, onde os heróis precisam enterrar os restos de Krueger em solo sagrado, mas o enterram no ferro-velho. Mesmo tendo apresentado uma resposta para o problema, eu não sou muito fã dessa parte; acho que poderiam ter levado os restos para o cemitério e enterrado lá.

 

Antes de encerrar, eu comentei que o roteiro original de Craven sofreu mudanças, o que deixou o cineasta infeliz. De fato, Craven tinha uma ideia diferente para o filme: ele queria fazer uma história sobre metalinguagem, apresentando Krueger no mundo real e ameaçando os envolvidos com a produção – algo que ele utilizou no excelente O Novo Pesadelo de Wes Craven (1994), que ele escreveu e dirigiu. A ideia foi descartada e os demais roteiristas foram chamados para completar o trabalho, entre eles, Frank Darabont, em uma passagem curiosa pela franquia.

 

Mas apesar das mudanças no roteiro, A Hora do Pesadelo 3 foi bem de bilheteria e até hoje é considerado um dos melhores da franquia.

 

A franquia foi lançada em VHS, DVD e Blu-ray no Brasil ao longo dos anos, mas atualmente, está fora de catálogo.

 

Enfim, A Hora do Pesadelo 3 é um dos melhores da franquia. Um filme onde todos os detalhes contribuem para seu sucesso. Freddy Krueger está em forma aqui, apresentando seus poderes pela primeira vez e matando de maneiras criativas e carregadas de humor negro. O retorno de personagens clássicos, além de Wes Craven, deixa o filme ainda melhor. Um filme excelente.



 

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segunda-feira, 16 de maio de 2022

A HORA DO PESADELO 2 – A VINGANÇA DE FREDDY (1985). Dir.: Jack Sholder.

 

NOTA: 9



Vou ser sincero aqui. A HORA DO PESADELO 2 – A VINGANÇA DE FREDDY, lançado em 1985, é um dos meus favoritos da franquia, e um dos melhores, apesar das inúmeras polêmicas que o envolvem.

 

Eu tive meu primeiro contato com o filme na sessão de terror da TNT, há alguns anos, e logo de cara, eu morri de medo, principalmente porque a imagem era muito escura e o filme era muito violento, e então, eu acabei não gostando. Hoje, no entanto, a minha opinião é diferente, conforme mencionado no parágrafo acima.

 

O fato é que A Vingança de Freddy é um dos mais assustadores da franquia, principalmente por causa do vilão, que aqui está mais diabólico do que nunca – mais detalhes adiante.

 

Eu acho esse filme excelente, principalmente porque a franquia ainda estava no começo, então, os filmes eram bem-feitos – não que isso não continuasse no restante da franquia, mas aqui, ainda temos a melhor fase.

 

Aqui temos um caso em que direção e roteiro combinam para obter o resultado que vemos. A direção de Jack Sholder é competente, e o diretor capricha principalmente nas cenas de tensão e horror, mais ou menos como Wes Craven fez no filme anterior. Além disso, ele faz questão de nos lembrar que Freddy está sempre presente, destacando as cores vermelho e verde.

 

O elenco também é um destaque, principalmente o trio de protagonistas. O diretor Sholder fez um bom trabalho dirigindo os atores e conseguiu extrair grandes performances deles. O protagonista, interpretado por Mark Patton, é um dos melhores da franquia. É possível ver o quanto ele sofre nas garras do vilão e não pode contar com a ajuda de ninguém. O restante do elenco também convence.

 

No entanto, ninguém é melhor do que Robert Englund, interpretando o vilão pela segunda vez. Conforme mencionado acima, aqui temos o Freddy mais diabólico da franquia, e não é para menos. Aqui, o vilão está na sua forma mais perversa e sanguinária e ele não poupa ninguém. O assassino mostra as garras e causa um banho de sangue e terror psicológico, atormentando o protagonista de todas as formas. Difícil escolher qual a menor cena, mas na minha opinião, o melhor acontece na festa da piscina, onde o vilão faz a sua própria festa, massacrando os jovens com suas garras sem piedade.

 

O visual do vilão também merece destaque, tudo graças à maquiagem de Kevin Yagher, que o transforma em um ser deformado pelas queimaduras. Melhor que isso, só no primeiro filme.

 

No entanto, é impossível falar desse filme sem mencionar as diversas polêmicas que o envolvem. Não vou entrar em detalhes e nem dar a minha opinião para não criar mais polêmicas, mas eu não vejo problema nenhum; não me incomoda nem um pouco. Porém, isso não impediu o filme de ser massacrado após seu lançamento, o que acabou com a carreira do protagonista. Por outro lado, a questão homoerótica também ajudou o filme a ganhar fãs dentro da comunidade LGBT. Tais questões foram desmentidas e depois assumidas pelo roteirista anos depois.

 

Para melhor imersão nas questões, recomendo o documentário Scream Queen – My Nightmare on Elm Street, que conta a trajetória do filme e do protagonista.

 

Bom, polêmicas à parte, eu gosto muito desse filme e acho um dos melhores da franquia.

 

A Hora do Pesadelo 2 foi lançado em 1º/nov/1985 e tornou-se um sucesso de bilheteria. No Brasil, foi lançado nos cinemas em 23/jul/1987.

 

A franquia foi lançada em VHS, DVD e Blu-ray no Brasil ao longo dos anos, mas atualmente, está fora de catálogo.

 

Enfim, A Hora do Pesadelo 2 – A Vingança de Freddy é um dos melhores da franquia. Um filme verdadeiramente assustador, com cenas dignas de pesadelos, além de muito sangue e tensão. O vilão Freddy Krueger está em sua melhor forma aqui, mais diabólico do que nunca. Direção e roteiro afiados contribuem para deixar o filme ainda melhor. Um dos meus favoritos da franquia. Um filme excelente. 





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sexta-feira, 8 de abril de 2022

A HORA DO PESADELO (1984). Dir.: Wes Craven.

 

NOTA: 9.5



Na década de 80, o gênero Slasher já apresentava sinais de desgaste, graças a filmes de baixa qualidade e sequências duvidosas de grandes clássicos do gênero. Mas, eis que em 1984, o diretor Wes Craven brindou o gênero com aquele que seria o filme que o mudou para sempre: o Clássico A HORA DO PESADELO.

 

Acredito que dizer qualquer coisa desse filme seria chover no molhado, mas, o fato é que este é um dos maiores Slashers de todos os tempos, graças à trama inovadora para o gênero, além de ter introduzido um dos grandes monstros do cinema de horror moderno: o maníaco Freddy Krueger, que viria a se tornar um dos maiores vilões do cinema e um dos ícones da Cultura Pop.

 

Bom, vamos ser sinceros. A Hora do Pesadelo é um filme excelente. O diretor Wes Craven teve como base, relatos de pessoas no Camboja que tinham pesadelos e por isso tinham medo de dormir, cominando na morte de um deles; além do medo que um mendigo que vivia perto de sua casa lhe dava quando criança. O roteiro de Craven é espetacular, misturando fantasia e realidade com maestria, além de mostrar os problemas de sua protagonista com os pais separados.

 

Os conflitos entre a protagonista e seus pais é um dos pontos altos do filme, e dão um ar mais real ao filme e um clima de falta de esperança, obrigando Nancy e os jovens a agirem por conta própria. A personagem Tina também é um exemplo, com sua mãe claramente ausente, que leva homens para casa e assim como todos os outros, não se importa com os pesadelos da filha; e o mesmo vale para os outros adultos do longa.

 

No entanto, uma das melhores coisas do filme é a sua atmosfera. O roteiro de Craven, combinados com a fotografia, nos deixam em dúvida sobre o que é realidade e o que é sonho. A fotografia fez um excelente trabalho em combinar o mundo real com o mundo de fantasia e isso fica ainda melhor a cada revisão do filme, além de dar a impressão que os jovens estão sempre presos no mundo dos sonhos.

 

E claro, não dá para falar sobre esse filme sem mencionar o seu vilão. Freddy Krueger é o melhor personagem do filme, sem a menor dúvida. Seu visual icônico, com o suéter verde e vermelho, o chapéu e as garras, marcou-o para sempre como um dos maiores personagens do cinema de horror e um dos grandes ícones da Cultura Pop. O melhor é que Craven soube quando colocá-lo em tela, deixando-o quase sempre nas sombras, mostrando apenas detalhes do personagem. Mas não se engane, isso nos deixa ainda mais curiosos para saber quem é o vilão. E a atuação de Robert Englund contribui para tudo isso.

 

A trilha sonora também é muito boa, principalmente nos momentos de terror e nos consegue deixar arrepiados.

 

Como todo exemplar do gênero Slasher, temos também grandes cenas de morte por aqui. Felizmente, o filme não é cheio de cenas de morte do começo ao fim; as vítimas morrem no tempo certo, investindo mais na história, algo que faz falta hoje em dia. Temos aqui três cenas de morte. A primeira é de Tina, que morre em seu quarto, carregada pelo vilão pelas paredes e pelo teto. O segundo é o namorado dela, Rod, que é enforcado na cela com o lençol da cama. Mas nenhuma delas supera a morte do namorado de Nancy, interpretado por um estreante Johnny Depp: seu personagem é engolido pela cama, que em seguida se transforma num vulcão de sangue.  

 

A Hora do Pesadelo foi lançado em 9/nov/1984 e tornou-se um sucesso de crítica e de bilheteria. O filme foi responsável por introduzir Freddy Krueger na Cultura Pop, transformando-o em um dos maiores vilões do cinema. O personagem ocupa a 40ª posição na lista dos 50 Maiores Vilões do Cinema do American Film Institute. Recentemente, o filme foi escolhido para preservação pela Biblioteca do Congresso. O filme gerou seis continuações, além de diversos produtos derivados.

 

Wes Craven faleceu em 30/ago/2015. Até hoje, A Hora do Pesadelo é considerado como um dos seus melhores filmes, além de ter sido o responsável por revitalizar o subgênero Slasher.

 

Atualmente, a franquia está fora de catálogo no Brasil.

 

Enfim, A Hora do Pesadelo é um filme excelente. Uma trama assustadora e sombria com toques de originalidade ímpar. Uma direção e roteiro inspirados, combinados com um elenco afiado, fazem deste um dos grandes clássicos do terror de todos os tempos. Freddy Krueger se tornou um dos maiores vilões do cinema e um dos marcos da Cultura Pop. A obra-prima do diretor Wes Craven. 




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quarta-feira, 16 de março de 2022

POSTAGEM ESPECIAL – NOSFERATU 100 ANOS.

 




Ontem, NOSFERATU completou 100 anos de seu lançamento.

 

Marco do Expressionismo Alemão, este foi também a primeira adaptação do livro Drácula, de Bram Stoker, além de ser o primeiro filme de vampiro do cinema.

 

Até hoje, é considerado um Clássico do cinema, além de ter sido o responsável por introduzir vários clichês do Terror e do gênero de vampiro; e até hoje, é objeto de estudos em várias escolas.

 

Além de sua influência no gênero, o filme também foi marcado por uma polêmica de bastidores, visto que os realizadores não procuraram a viúva de Bram Stoker para obter os direitos de adaptação, o que a levou a entrar na Justiça e pedir a destruição das cópias; felizmente, várias cópias correram o mundo enquanto isso acontecia, o que permitiu que o longa sobrevivesse ao tempo e se tornasse o Clássico que é hoje, além de ser envolto em muitas lendas.

 

Ao longo dos anos, foi lançado em diversas mídias em formatos diferentes, visto a quantidade diferenciada de cópias disponíveis, mas, nos últimos anos, a Fundação Murnau restaurou o filme em sua versão integral, em versões tintadas, imaginadas pelo diretor; e além disso, circula pela internet com facilidade, principalmente no YouTube.

 

Em 1979, ganhou uma excelente reimaginação dirigida por Werner Herzog, que o considera o filme mais importante feito na Alemanha.

 

Um século após seu lançamento, Nosferatu é um filme inesquecível que abriu as portas para os vampiros e para o Conde Drácula no cinema.

 

Feliz 100º Aniversário.



AVISO.

  O LIVROS & FILMES DE HORROR está em recesso. Obrigado.